29.12.08

O pagador de promessas

Hoje fui até a igreja de São Judas Tadeu pagar uma promessa que minha vó fez pr'eu arrumar emprego.

É fato, sou o ateu mais cristão do século XXI.

E lá vai o poetinha, arrastando sua namorada, através de ônibus, duas baldeações de metrô e dezenas de pedintes até chegar à igreja de São Judas. Por coincidência daquelas que te deixam com a pulga atrás da orelha, hoje era dia de São Judas(28) e as ruas estavam lotadas. Uma tiazinha simpática de Guaianazes, chamada Fátima, pediu para gente acompanhá-la do metrô à igreja e nos indicou onde acender e comprar as velas e onde ficavam a velha e a nova igreja de São Judas.

Bati um papo com o santo e me desculpei pelos dois anos de atraso. No final das contas ele entendeu e me perdôou.

Voltei para casa com a alma 5kg mais leve.

Amém.

27.12.08

Canção de Amor

Ela pediu que eu escrevesse um canção de amor.
Mas hoje minha cabeça só tem tempo pro batente

Ela quería algo bonito tipo o Chico ou outro cantor.
Mas não consigo nem brincar de repente.

Ela pediu para eu contar uma história para dormir.
Mas só contei números que faltavam para saldar a dívida

Ela pediu para não chorar, mas era hora de ir.
E a despedida é a minha lembrança mais vívida.

26.12.08

A dor não passa

A dor não passa
A dor não passa
A dor não
A dor - Há dor
Ardo
Dora
Roda

Doar
A Dor
Doar
Com ardor

Passa não
Passa a dor não

Roda
Roda

Passa não
Passa a dor não

A dor não
A dor não
passa

Paratodos

Que belo natal foi aquele,
No mais simples dos dias,
Em que ao invés de presentes,
Foram trocados palavras e poesias

23.12.08

Spa em Penápolis

Uhu! A casa dos meus em Penápolis é praticamente um spa de relaxamento VIP com piscina, céu azul, quintal verde, cachorrinho fofo, os melhores filmes do mundo e meu violão.

Só faltou a Bárbara...

É impressionante a diferença do som e da cor de uma cidade de 60.000 habitantes no interior e de São Paulo,a capítal gigante e cinza. Aqui faz calor o tempo inteiro, e depois de uma chuva já vem o sol. E existe um silêncio que você não tem nem no banheiro da sua casa em São Paulo.

O engraçado é que só me descobri uma pessoa do interior quando mudei pra São Paulo. Mesmo em Bauru, que tem uns 300.000 habitantes, eu me considerava um cidadão 100% urbano e não percebia o quanto o canto dos pássaros é terapêutico.

Ainda tem mais um dia de relax em Patópolis, então vou aproveitar.

FUI!

20.12.08

Madonna e os shows de 2008

Falta só um fiapinho de 2008 pra acabar. Não fui aos grandes festivais este ano e acho que não perdi grande coisa.

Ao contrário do amigo Diego Maia, achei o show da Madonna(19/12) emocionante sim, e não foi frio como os relatos que li de apresentações na França e nos EUA. Sim, ela é mais showoman do que cantora, mas isso eu já sabia há tempos. O espetáculo dela é um grande musical multimídia, uma ópera pop com telões, coreografias, músicos diversos e o carisma de Madge.

Clássicos do pop ficaram mais pesados, e a Madonna roqueira faz sinal de heavy metal e empunha guitarra negra em "Boderline". Em outros momentos, tiozinhos ciganos emprestam violão, rabeca e acordeon para "La Isla Bonita" e outras latinidades.

Fora a pirotecnia improvisada, ela improvisou. Sim, no meio de todo script de sua epopéia dance, a ex- de Guy Ritche disse que amava Sampa e o Brasil, que pretendia voltar em menos tempo da próxima vez, chamou a dançarina - na qual tascou um beijo - de "puta"(em português mesmo), pediu pra galera bater palmas e escolheu um cara na platéia pra decidir qual seria a próxima música. (E escolha do tal Márcio - que Madge chamou de "Macho"- foi Like a Virgin, óbvia, mas que não consta no repertório atual da rainha do pop).

Enfim, foi um puta show, e olha que eu sou apenas um cara que achava a Madonna gostosa em 1994 e conhecia meia dúzia de refrões da loira hoje em dia.

De resto este ano lembro que assisti:
-Bob Dylan => Até hoje não sei muito o que dizer sobre esse show. Mas foi morno
-About Us => Cobri Ben Harper e Dave Matthews. Me surpreendi
-Vanguart =>Gravação do DVD com presença de Mallu Magalhães
-Mundo Livre s/a => Studio SP lotado, puta show.
-Del Rey => Divertido mais uma vez.
-Mombojó => A Veja diz que são filhotes de Los Hermanos. Os shows deles são melhores
-Orquesta Imperial => Nunca vi Amarante tão front man
-Jorge Ben na Virada Cultural=> Ben velhinho

17.12.08

É verão... OLHA A CHUVA!

Verão em São Paulo é uma merda... Como diria o poeta e muso Dinho Ouro-Preto: "Só chove, chove"...

16.12.08

Vocês também tem um parafuso a menos?

Eu consigo ser muito feliz, o emo mais depressivo, achar que sou louco e to perdendo a noção da realidade e que sou um gênio da humanidade.

Todo em um dia só. Você também é assim?

15.12.08

Um vídeo

Engraçadinho e inimigo da gramática:
http://clube-de-ideias.blogspot.com/2008/12/feliz-vdeo.html

11.12.08

Um dia na vida da polícia brasileira

No almoço de domingo um policial conta com orgulho: "Chegamos lá em x(e x é um bairro pobre da Zona Leste de São Paulo)e tinha um bando daqueles moleques cheirando benzina(ou cola, ou qualquer outro solvente). Eu perguntei: tá cheirando o quê? E o moleque: to cheirando nada não. Eu disse: Não é nada? Então você vai beber essa porra. Coloquei tudo no copo e obriguei os vagabundos a beberem. O moleque morreu logo depois."



Você, como eu, ficou com vontade de vomitar ou de chorar?

Como atingir a felicidade

Tomar o remédinho para ansiedade ou continuar com a cerveja gelada?
Eis a questão...

9.12.08

Sobre terapia

Já disse e repito: acho que gosto mais da terapia que o Woody Allen

8.12.08

Calendário anual do Fred

2006 - ano da vida louca
2007 - ano de plantar
2008 - ano do caos
2009- ano da vida boa

Insônia

das 3:30h às 6h rolando na cama
meio dormindo meio acordado
de volta à infância, acordo assustado.

(só quero que esse anos passe e 2009 seja foda!)

2.12.08

Guidable - Documentário sobre o RDP



Fui conferir a pré-estréia de "Guidable" junto com o @brunodias, do site Urbanaque e da Abril.com. Lá estavam Ariel(ex-Restos de Nada, ex-Inocentes e Invasores de Cérebro), Clemente(Inocentes, Plebe Rude e ex-Restos de Nada), vários ex-integrantes do Ratos de Porão e um monte de punks das antigas.O pessola do CQC também estava lá. Teve até coquitel, olhe só, com salgadinhos fritos e cerveja barata, para manter o espírito punk.

-Leia frases punk

O documentário mostra o Ratos nu e cru, fazendo um contraponto com "Botinada" do Gastão Moreira, que mostra a galera do movimento punk sentada e comportada, falando mais sério. Aqui drogas, vagabundagem e tretas aparecem sem pedir licença em meio a turnês pela Europa, apresentações no programa do Gugu e shows pelo undeground brasileiro. Pra quem curte rock 'n' roll vale sentar a bunda na cadeira e assistir.

-"Hardcore 90" conta a história da segunda geração do punk brasuca

Cartaz - Show do Milhouse - 06/12

30.11.08

Acesse agora!

Todas minhas idéias e dos amigos e Cia em:
http://clube-de-ideias.blogspot.com/

19.11.08

Fechado para balanço

Este blog está fechado para balanço. Desfrute dos nossos melhores arquivos.

Em breve projeto novo

18.11.08

Esperando pelo meu homem

_Nossa! Já são dez horas e o Jorge não passou aqui ainda. Hoje eu to que nem aquela música do Velvet Undeground... I´Waiting for my Man.
_Carol, essa música não é sobre amor. È sobre droga. O Lou Reed fez pro traficante dele.
_Ah...

...

_Bom, mas sei lá, o Lou Reed era meio veado, né? Às vezes ele namorava o traficante...
_É, vai saber. Coloca a roupa que seu homem deve estar chegando

13.11.08

Nerds dominam as novelas

"André Rebustini, que viveu o motorista Pedro em "Ciranda de Pedra", da Globo, vai participar de "Malhação". Na história, ele será Oscarzinho, um "nerd" que vai chamar a atenção de Luana, de Keli Freitas. Para conquistar o rapaz, ela vai fingir ser irmã de Tony, de Sidney Sampaio, para mostrar que é uma menina de família. O ator entra na novelinha em dezembro."

Do Canal ZAP

11.11.08

Melhores topless - Top 5

Agora que voltei a trabalhar no Núcleo Jovem da editora Abril(editando sites de Superinteressante, Mundo Estranho e Guia do Estudante)vou publicar um dos últimos vídeos que fizemos na Mundo Estranho.

7.11.08

Funk do Nerd

Os trechos menos humilhantes até são autobiográficos. Em breve você poderá ouvir essa pérola nos shows do Milhouse:

Funk do Nerd
Me lembro muito bem dos meus tempos de criança
Eu era BV e não tinha esperança
Ser virgem era minha maldita sina
E pro Papai-Noel eu pedia uma mina

Bullying, Bullying, Bullying - Eu era um nerd bolinado e humilhado
Bullying, Bullying, Bullying - Na lata do lixo eu era atirado


Naqueles tempos eu era escoteiro
Me apaixonei pela minha mão e virei punheteiro
Usava aparelho e bigode pagodeiro
Ouvia Legião e me achava maloqueiro

Ref.

No RPG eu era mago ou vampiro
E no recreio ninguém ficava comigo
Ficava lendo gibi do X-Men
E brincava escondido com meu boneco do He-Man

26.10.08

Minhas canções favoritas

Selecionei minhas pet sounds lá no blog amigo do Deprendando o Orelhão .
Entre lá e se curtir baixe as cançõezinhas ! ;-]

Blog do Milhouse com cara nova


Já viu? Broguinho da banda Milhouse ta com cara nova! Clica aqui e cola lá!

16.10.08

Milhouse na USP


Milhouse abre pra outra banda da nossa batera Ana, a "Liga das Senhoras Católicas", em showzinho no Canil da ECA-USP às 22h.

Apareçam para cantar com Milhouse em clima univesitário!

12.10.08

Sobre jornalismo

Eu bem barbudão dando entrevista sobre jornalismo pro Guia do Estudante

11.10.08

As médicas do Hospital das Clínicas

As médicas dos Hospital das Clínicas
Salvam o mundo com suas vaginas
As médicas do Hospital das Clínicas
Meio santas, meio meninas
As médicas do Hospital das Clínicas
um tanto simpáticas, um tanto cínicas
As médicas do Hospital das Clínicas
Um pouco de cor em minhas tardes cinzas

Doente ou pensando estar doente no hospital público
Sentindo o escarro e pus do mundo
Vendo a morte disfarçada de câncer, meingite, Aids
Esperando duas horas pelo precioso remédio
Esperando quatro horas, carente, o sorriso do médico
As velhinhas impacientes na fila da vacina
As velhinhas esperando um pouco mais de vida

E eu voando ali por cima
Vendo o senhor canceroso e a menina tísica
E eu flutuando ali em cima
Olhando as médicas do Hospital das Clínicas

8.10.08

Mcfritas no Brasil

Então o tal Mcfly, que está estourado no Brasil sem grande divulgação na mídia, veio ao Brasil. Eu com minha visão de jornalista cultural preconceituoso imaginava que o Mcfly era uma versão inglesa do Jonas Brothers(que eu achava que era um versão com instrumentos do Backstreet Boys). Bom, nem Jonas é uma versão de BSB(eles são uma versão teen de Bon Jovi na real) nem o Mcfritas são os Joninhas ingleses. As bases surf-rock-punkpop lembram ... Autoramas(!!!) e os vocais são chupados direitinho de Beach Boys e Beatles. E o pior é que não é ruim!

3.10.08

NO VMB...

1)Uma amiga da amiga deu um fora em Ben Harper que queria levá-la para "outro lugar"(e foi odiada por todas minhas amigas mulheres que queriam pegar o cantor)

2)Uma menina veio perguntar se eu era do Fresno...(Medo!) 

3)Del Rey fez o show pro público mais desanimado da história deles. Mas Nando Reis e Pitty estavam superanimados em participar do show.

4)Só tinha cerveja Nova Schin(eca!) e uma Nova Schin com menta!

5) Roqueiros tietaram Paul Di'Anno que um dia já foi vocalista do Iron Maiden

5 coisas quem só que foi ao VMB viu

Outro texto que gostei de fazer pro trabalho lá no www.abril.com.br


-Mallu Magalhães está namorando

Pelo menos esta é a impressão que se tem ao ver a cantora teen em momento romântico com Hélio Flanders, vocalista da banda folk Vanguart. Os dois estavam agarradinhos curtindo Roberto Carlos. Vale lembrar que Mallu e Hélio tinham um projeto juntos, o Overcoming Trio, com o baixista Zé Mazzei (Forgotten Boys), no qual tocavam Bob Dylan, Johnny Cash e outros clássicos do folk.



-Maurren Maggi "piriguete"
A medalhista de ouro em salto em distância nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, Maurren Maggi, foi ao VMB com um micro- vestido preto com pedras douradas. A atleta fez sucesso entre os homens presentes no local. Em 5 minutos, três fãs tentaram um approach. Maurren só saiu de lá, para subir no palco e cantar “Esqueça” composição de Roberto e Erasmo Carlos que ficou famosa na voz de Fábio Júnior.

abril.com.br

-Carol Ribeiro trocou de vestido para balada
A top model e apresentadora do programa “A Fila Anda”, Carol Ribeiro trocou de vestido antes de cair na festa do VMB, na boate Pacha. A bela trocou o branco de cerimônia, usado na entrega dos prêmios, por um pretinho de balada para se esbaldar na pista de dança.

Antes de branco:
Carol Ribeiro de branco

Depois na balada:
Marina Person Carol Ribeiro

-Túlio Dek e Di inseparáveis até no banheiro
Muita gente afirmou que a parceria entre o rapper Túlio Dek e o vocalista Di Ferrero do NX Zero na música “Tudo Passa” era mera armação do produtor de ambos, Rick Bonadio. Mas, no VMB 2008, a dupla se mostrou inseparável. Até na hora de ir ao banheiro! Enquato Di estava no mictório da área VIP, Túlio esperava bem-humorado na porta gritando “Diego, anda logo”.

-Thurderbird barrado e Pitty “bonitinha”
O ex-VJ da MTV e agora músico Thunderbird foi barrado na entrada do VMB. O nome do tiozão rock ‘n’ roll só estava na lista da festa e não da premiação. Thunder ficou bravo e disse que não apareceria na balada, mas acabou não resistindo e também deu as caras na Pachá. Enquanto isso, Pitty cantava pela primeira vez com o grupo Del Rey . Depois de uma interação forte com o vocalista China na música “Quero que vá tudo pro inferno”, a baiana gritou para o público “Aproveitem a vida que ela é curta” e China respondeu “Ela é muito bonitinha”...

29.9.08

Dave Matthews fala português e elogia Seu Jorge em festival ecológico

About Us também contou com dueto de Ben Harper e Vanessa da Mata

originalmente publicado em Abril.com

Fred Di Giacomo

O About Us que aconteceu na última sexta-feira(26), em Manaus, e no domingo (28), em São Paulo, fugiu do padrão dos festivais que costumam tomar conta da programação dos brasileiros no segundo semestre do ano. Nada de bandas hype e jovens indies, público típico de eventos como Tim Festival e Skol Beats. O About Us, que reuniu cerca de 40.000 pessoas, resolveu apostar em nomes consagradas (Dave Matthews Band e Ben Harper) e deixar o hype para o tema: a sustentabilidade.

Sustentabilidade virou a palavra preferida de publicitários e políticos, que vendem produtos e ganham campanhas prometendo salvar o verde. No caso do About Us, a sustentabilidade ficava nos “porta-bitucas” distribuídos na entrada e no projeto do site do festival, que incentivava o público e plantar uma árvore e mandar a foto da ação. Também incluía uma exposição com móveis feitos com embalagens tetra pack e tubos de pasta de dente ao lado de luminárias feitas com copos de plástico. Uma horta demonstrava o processo de compostagem e a loja oficial vendia camisetas do Ben Harper ao lado de sandálias feitas de pneu velho. Lixo vira luxo e você salva o planeta com estilo.


O line-up “nacional” do festival incluía Afro Lata/Mangue(de Vigário Geral), NX Zero(a banda mais deslocada do conjunto “bicho-grilo”), Seu Jorge(que foi elogiado por Dave Matthews tanto em seu Twitter, quando durante o show) e Vanessa da Mata(que tocou “História de uma gata” de Chico Buarque e seu hit onomatopéico “Ai,ai,ai”). Dois dias antes, em Manaus, a banda O Rappa entrou no lugar de Seu Jorge e Afro Lata.

Antes do show do guitarrista e cantor Ben Harper, eram exibidos vídeos ecológicos, que intercalavam depoimentos de personalidades como o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc com desenhos engraçadinhos sobre emissão de CFC.

Tocando pela terceira vez no Brasil, o músico californiano Ben Harper e sua banda, Innocent Criminals, começaram o show com o groove do baixo do reggae “Jah Work”, do disco “The Will to Live” de 1997. Ben gastou seu português com um simpático “Obrigado” ao final da música e deixou a guitarra de lado para assumir o violão em “Don’t Take That Attitude to Your Grave”, primeira de uma série de baladas folk. O público aplaudia gentilmente ao final de cada canção, mas só se empolgou mesmo quando Harper mandou “Fight Outta You” do disco “Lifeline” (2007) e “Diamonds On The Inside” do disco homônimo de 2003. Em “Forgiven” Harper assumiu a guitarra slide tocada no colo e disparou seu primeiro solo que empolgou o público.

A mistura de reggaes com “mensagem” a la Bob Marley com solos “hendrixianos” e baladinhas folk seguiu sem grandes surpresas até “Better Way”. Antes desta, Harper disse em inglês que viajava bastante e onde quer que estivesse sempre via uma bandeira do Brasil em seus shows. Para encerrar, “With My Own Two Hands” e o convite para “uma amiga querida, uma das maiores cantoras do mundo”, Vanessa da Mata, subir ao palco e cantar “Boa Sorte/Good Luck”. A balada bilíngüe foi a mais bem recebida pelo público, cantada em uníssono belas milhares de pessoas que se aglomeravam na Chácara do Jockey. Harper saiu do palco sem bis e deu lugar a mais alguns vídeos ecológicos, que eram ignorados pela maioria do público. Apesar do tema engajado, as pessoas que foram ao About Us estavam muito mais para “Daslu” do que para “Fórum Social Mundial”. Em meio a patricinhas e famílias, podia se ver uma camiseta solitária de apoio ao candidato americano Barack Obama.

O show de Dave Matthews Band começou cinco minutos antes do previsto em meio a gritos e palmas do público empolgadíssimo. Os moderninhos que apostaram que Dave Matthews não seria páreo para concorrência do Skol Beats na noite anterior se enganaram. O combo liderado pelo violonista sul-africano teve o público na palma da mão durante as duas horas e meia de sua apresentação que mesclava country, jazz, funk e folk com refrões pop e improvisos instrumentais virtuosos.

Cumprimentando o público em português, o carismático Matthews começou a show com “Two Steps”, marcada por solo de bateria de Carter Beauford. O dono das baquetas da banda americana era um show à parte recebido por gritos do público toda hora que aparecia no telão, fazendo bolas de chiclete enquanto alternava ritmos quebrados e solos. A banda concentrou seu repertório em músicas mais antigas como “Crash Into Me” e “Too Much”. A quarta música foi “Satellite” do álbum “Under The Table and Dreaming” que causou comoção geral. Atrás de mim uma menina gritou “essa é a banda que vai tocar no meu casamento”, do meu lado, outra moça chorava abraçada pelo namorado. Fãs de Dave Matthews são tão fanáticos quanto fãs de Los Hermanos, para ficar com um exemplo doméstico. Eles lotaram a Chácara do Jockey, cantando a cada refrão, rindo com as dancinhas malucas de Matthews e aplaudindo o final de cada solo de violino ou saxofone.

Ben Harper fez uma participação cantando e tocando guitarra em “All Along The Watchtower” de Bob Dylan(em uma versão mais empolgante do que a que Dylan tocou no Brasil), citando Jimi Hendrix no solo. No final de duas de horas de show, o público pediu bis e a trupe de Matthews voltou depois de alguns minutos para três músicas, sempre agradecendo e tentando falar em português. A primeira foi “41”, pedida em coro pelos milhares presentes. Depois de meia hora cheia de improvisações, o About Us foi encerrado com o hit “Stay(Wasting Time”).

-Leia mais notícias sobre música

23.9.08

Enquete

Você pode querer viver de arte e não ser vagabundo?

21.9.08

Garçom, por favor

Gostaria de um espetinho de Kafka
Servido por Fernando em Pessoa
com temperinho de África

20.9.08

"Só na estação da fé"

Anda a vida, passageiro
Sendo levado por seus caminhos
Eterno estrangeiro

17.9.08

Emmy - Prêmios que gostaríamos de ver

O Emmy, principal premiação da televisão americana, vai rolar neste domingo (21), e eu e meus amiguinhos do Séries de TV vamos cobrir tudo ao vivo. Para aquecer e já entrar no clima de festa resolvemos criar uma brincadeira: quais categorias você gostaria de ver no Emmy este ano? Para estimular criatividade da galera , nós criamos algumas:

Ugly Betty

Veja todas as categorias no blog Séries de TV

-Protagonista mais feio
Entre o estilo nerd de Hiro (Masi Oka) e a estranheza de Monk (Tony Shalhoub), fomos na escolha mais óbvia: Betty (America Ferrera) fica com o caneco até a hora que resolverem fazê-la passar por uma transformação e virar uma “latin lover”.

-Pior penteado

Hurley (Jorge Garcia) de “Lost” ganha fácil esta, com seu cabelo ensebado e desgrenhado combinando com suas costeletas e barba por fazer. E o pior é que ele não tinha um estilo melhor nem fora da ilha, quando era milionário e poderia torrar milhões num produção básica!

-Figurino mais brega
Nossa especialista de moda Carol Hungria aponta “Californication” como grande campeã. Karen van der Beek (Natascha McElhone), ex-mulher de Hank, está sempre no style “secretária”, usando e abusando de camisas em pleno verão da Califórnia.

11.9.08

Mundo Livre no Studio SP - 1

Show do Mundo Livre s/a terça(9) à noite no Studio SP lotado. O show começou bem com "Free World" do segundo disco deles - Guentando a Ôia - e uma mina tascando um beijo na boca do Fred 04. Depois o namorado da mina ficou brigando com ela e ela gritou "eu fiz isso por você, você estava louco pra beijar a boca dele". 


Então, tá...

7.9.08

Felicidade 1

Uma chuvinha cheirosa, umas cervejas, a respiração da pessoa que a gente gosta e uma música nostálgica. Sem grandes sacadas. Só a simplicidade das coisas boas.

5.9.08

Cinema Marginal(Era pra ser uma história de amor)

Acordou com um corpo estranho ao seu lado, ao menos, o tal corpo respirava. O "seu", enlaçado pelas mãos daquele homem. "Onde estou"? Às vezes, esquecia quem era, não tinha uma identidade completa, um milhão de fragmentos, caleidoscópio de mulher, átomos, células, sonhos... E ele ali. "Ta, é o Alex, transamos de novo, acho que ele vai se apaixonar"...

Tinha viagem marcada, levantou rápido, olhou o celular, atrasada, como sempre. Banheiro, banho, troca de células mortas, troca de pele, como uma serpente se enroscando na toalha, todas as curvas molhadas secando com o contato do pano. Seios e nádegas fartas, num corpo delicado e pequeno. Era Luisa, agora lembrava, 24 anos, formada há dois em comunicação social habilitação em salvação de almas, trabalhava numa ONG de educação popular, "Paulo Freire vai pro céu". O corpo ao seu lado já fora seu namorado, melhor amigo, irmão, pai, amante, bufão, agora trabalhava 12 horas por dia numa revista de comportamento e tentava fazer cinema à noite. Agora, era um corpo amolecido, cansado, frustrado, transformado em proletário não pela catequização comunista, mas pela realidade da vida, que colocava ferramentas, porcas e argamassa nas mãos dos poetas e os mandava construir sonhos concretos. Sonhos que o dinheiro pudesse comprar ou que pudessem caber nas páginas dos jornais e revistas. Estava escrevendo seu grande roteiro que não terminava nunca. Era a história dos dois, numa visão hermafrodita, fluxo psicológico bissexual e outras conversas intelectualóides, sem fim, como aquelas noites, que se repetiam eternas, os dois depois de umas cervejas, conversas sem sentido, acabando juntos, um dentro do outro, ele falando sem parar, os olhos dela fechando, a moça dormia, sonhava e esquecia tudo. Voltava a ser uma menina e o corpo era só dela, e o amor era só uma figurinha num álbum de dois reais. Acordava sem nem lembrar, conversavam sem pressa, com a intimidade dos casais que comemoram as bodas de ouro e, então, ele partia pra mais 12 horas de jornalismo, sem direito a ventre livre ou lei dos sexagenários. Sem saber quando voltariam a se ver. E quando os dois já quase esqueciam quem eram, se encontravam numa noite pra mais cervejas e conversas sem sentido. Ad infintum, num eterno retorno...

Comeu pão integral com requeijão e café preto. Alex tomou só café e falou do seu roteiro. Era inteligente, o rapaz, já estava com cabelos brancos e ainda não tinha ganho dinheiro suficiente pra comprar sua câmera digital. Estava todo empolgado porque tinha entrevistado o cineasta e lenda Zé do Caixão.

_ Eu vi ele de pertinho, nega, ta velhinho e com bafo de fumo e cachaça, é um gênio, um gênio, quando eu fizer meu filme ele vai ter papel garantido!

Falava rápido e enrolado. Luisa torcia pra que um dia o tal filme saísse, ela também estava dirigindo seu documentário. Era sobre as crianças de rua, a ONG tinha conseguido um incentivo do governo pra rodar a película e cadastrar as crianças em instituições de caridade. Saiu, o moço, sem saber se um dia voltaria a vê-la ou não. Ficou, a moça, sem saber se voltaria a vê-lo ou não.

Limpou a lagriminha do rosto, deu adeus aos potes de aveia, fotos e pinturas na parede, entrou no carro, ligou o som e deu ignição. VRRUUMMM! Pessoas, cachorros, pedras, lojas cheias de logotipos, luminosos, cores, VRRRUMMM! Vento no cabelo num dia qualquer do começo do século. “Paulo Freire vai pro céu”, crianças negras, mulatas, brancas encardidas, narizes sujos, cabelos desgrenhados. “Tia! Tia! Vai ter comida?” Câmera filmando: FILMA, FILMA, FILMA, FILMA, POBRE, POBRE, POBRE, POBRE.

(Rápida interferência, a história do CINEMA MARGINAL, roteiro de Alex):

Cena 2.

Panorâmica de bairro de periferia.

Cineasta _ Esse bairro chama-se Novo Brasil, de novo tem apenas os eletrodomésticos comprados em milhões de prestações, é mais uma foto do subdesenvolvimento. Não há promessas, índices ou dados de campanha que nos convençam de que o país está melhorando quando se vê a desgraça na qual se encontra o Novo Brasil. Novo Brasil é um aborto da humanidade, um sonho que podia ser mais não foi. Fodido. Uma boca de drogas há um quarteirão, crianças fumam crack à noite. Bebês choram a trilha sonora do gueto, casais brigam, choro, carros velhos, choro, carroças, choro, cocô de cachorro, choro. As pessoas parecem pedaços de cocô ambulante. E são. E no sétimo dia, Deus descansou. E descansado cagou os pobres.

Cenas de bagunça

Cena 3.

Magrão(olhando pra câmera) _ Seu moço, seu moço o que o senhor ta fazendo ai?

Cineasta _ Isso se chama cinema!

Magrão _ Cinema é de comer seu moço?

Cineasta _ Não, mas mata a fome que nem televisão.

Magrão _ A sim, to compreendendo... Vai passar na televisão? Na Grobo? Posso mandar um alô pra rapaziada?

Cineasta _ Não vai passar na Globo, não. Isso aqui não é comercial.

Magrão _ A não vai não, é? Mas porque, ceis num gosta da Grobo, não, seu moço?

Cineasta _ Isso aqui é cinema marginal. Não passa na televisão.

Magrão _ Se não passa na tv, ninguém assiste, né mesmo? Lá no meu barraco, pelo menos, né? Cê sabe, eu moro num puxadinho, atrás dos meus pais. Porque ta duro de arrumar um trampo, então eu fico lá, né? Pensando na vida, assim, como se diz? Refletindo né? Refletindo,mesmo.E acho que tudo que nóis aprende hoje é pela televisão. Esses dias mesmo eu tava vendo aquela mini-série bonita na televisão,aquela que mostra como qui os português descobriram o Brasil, um negócio complicado, né seu moço? Sangrento, mesmo.

Cineasta _ Cinema marginal só mostra realidade, é o cinema do povo. Não dá pra passar num canal vendido como a Globo.

Magrão _ Mais que qui adianta fazer cinema do povo, se ninguém vê? Assim, só to refletindo comigo mesmo, né? Porque eu não sou muito do conhecimento, né? Não tive uns estudo assim, mas di vez em quando eu gosto di pensa, de vez em quando. E acontece que não to entendendo assim: a utilidade desse cinema marginal.

(Passa casal na rua.)

Brando _ Cuidado meu bem, tem um(a) bosta na rua.

Tarsila _(desviando de Magrão que vira pra câmera e olha para os dois bravo) Ai que nojo, quase que pisei!.

Cineasta _ O amigo, o amigo!

Magrão_ Eu?

Cineasta_ É você, você não sente falta de realidade na televisão? De povo na televisão, gente que nem você?

Magrão_ Ah, gente que nem eu? Sai fora! Quero ver gente feia? Quem gosta dessas coisa é intelectual, cumunista. Eu gosto de ver aquelas casona grande, Big Brother, mulher gostosa. Você gosta de vê trubufu? Trubufu a gente encara, né? Mais fica pensando nas moça da novela, assim de olhinho fechadinho.(fecha o olho e simula sexo).

Cineasta_ Meu amigo você está alienado, você está fora da realidade, a gente precisa colocar o povo na tela. A gente precisa ter um cinema brasileiro popular, marginal!.

Magrão_ Meu amigo, eu não sou marginal não,ta entendendo? Eu to me alinhando. Eu to me alinhando, pô!

Cineasta_ Então de um grito, vai! Mostra sua casa, onde você mora. Mostra pra gente o povo, pobre, feio, doente, banguela. Mostra pra gente seu José!

Magrão _(tomando a câmera da mão do outro)Ih, vacilão, que seu José o caralho, me dá essa câmera ai. Da essa câmera que agora eu vou fazer um filme. Vou mostrar o POVO pra você(fala última frase com sorriso maldoso na boca.)

***

Luisa tem sérias crises de consciência, por ser branca num país negro e rica num país pobre. As pessoas não escolhem como nascem, e provavelmente os pobres escolheriam nascer ricos.

Segunda série do ginásio, ALEX é branco, homem, portador de cultura e preceitos éticos. Seus colegas na escola pública FAUSTO DI GIACOMO não. Renan(branco) para Eduardo(negro)

_Aposto que seu maior sonho é ser branco, né? Quem nem o Michael Jackson, todo negro deve querer ser branco...

ALEX fica inconformado é claro.

Se os pequenos meninos de rua querem ser brancos ou não, poucos sabem, eles querem comer e são levados pelo representante da prefeitura para isso. Filinto leva todas as crianças numa KOMBI branca antiga até a escola pública onde elas terão direito a um prato de comida e um saquinho de leite de soja sabor morango. È o salário recebido em troca do uso de suas imagens no filme de Luísa.

Luisa está com dor nas costas, alonga o corpo, precisa voltar a fazer capoeira, ficou parada nos últimos seis meses por causa da fisioterapia. A equipe de produção se despede, ela fica fazendo algumas anotações, ouve um barulho... Será um rato? Embaixo da mesa. È quase isso, uma garotinha mulata, de uns sete anos escondida...

_O que você está fazendo ai, menina? Não quer comer? Não ta com fome?

_To sim...

_E porque você não foi na kombi com os meninos?

_...

_Vou ligar pro Filinto!

_Não! Não, não liga pra ele não! Ele levou meu irmão ontem e eles não voltaram mais! Eu acho que ele ta fazendo alguma coisa ruim com as crianças...

_Como assim?! O Filinto? Mas ele ta na prefeitura há anos, ganhou o prêmio Betinho de Ação Social, e a beatificação por ajudar o próximo!

_Tia, eu acho que ele ta fazendo coisa, fazendo coisa com as crianças!

_Impossível! Vamos até lá, que eu vou te mostrar que ele é um doce!

-Não, tia! Vai toma no cu! Vai cagá! Fia da puta! Eu num vou não!

Saiu correndo desesperada, chorando. Luisa pensa, a coisa pode ser séria, seu faro jornalístico dispara. Sexto sentido. “I see dead people”. Pega a câmera, o carro, as boas intenções, e a esperança num mundo melhor e VRUMMM! Segue pra escola estadual “Francisco de Assis França”, ouve um disco do Tom Zé, e pensa em Alex. “Será que eu to fazendo certo, e se ele for o cara da minha vida?” Casais, pedras, cachorros, gatos, lojas, e mendigos. Toda rua é igual numa grande cidade do século XXI.

Luzes apagadas na escola estadual. Não há mais aula, é uma hora da tarde. (Ou são uma hora da tarde, não há uma gramática ao meu lado que eu possa consultar.) Luisa sente cheiro de morte no ar. Arrepio correndo o corpo, sensação ruim no peito, medo. Pula o muro, alongando o corpo inteiro como uma gata. Cai no chão, pés empoeirados dentro da sandália, olha pros lados. Barulho vindo da cozinha, fogão industrial, merenda pra milhares de alunos, macarrão, arroz com coloral, tudo que a nutricionista elaborou era caro de mais pra ser comprado. “Vai filhinho, chupa, chupa”.

Abre a porta da cozinha, tudo vazio, só um pouco de carne cozinhando. “Vai, deixa eu colocar, só um pouquinho”. Sussurros, vindos de baixo. Corre os olhos pela cozinha, abre o armário de baixo, panelas e... tchan tchan tchan tchan um fundo falso. Desce até o final. “Isso, assim, ta vendo como é gostoso? Agora você vai sentir um geladinho...” Um adulto ri, uma criança chora, um adulto ri, uma criança chora. Há sempre um nenê chorando numa vizinhança pobre. Há sempre um grito de dor, e hoje um grito de morte. Corredor escuro, cheiro estranho, acende o isqueiro, MEU DEUS!

(RACHA PEITO.

Racha peito essa dor

Essa desilusão, desengano.

A morte, El Salvador

Seres humanos são seres insanos,

Com uma arma ou uma flor.

Aqui brincamos um ano,

Agora só um grito, uma cor.

Racha peito, explode a dor

Morte aqui, El Salvador.

O sofrimento humano

É o único sentimento universal.

(O resto é sexo).

Seres humanos são seres insanos

Racha peito, explode a dor

Com uma arma ou uma flor

Racha peito, explode a dor.

O sangue tem sempre a mesma cor.

Racha peito, esta dor

Essa desilusão, desengano.

A morte aqui ou El Salvador.

Seres humanos são sempre insanos

O Sofrimento humano

É a única verdade universal.

(O resto se releva.)

Como eu dizia, ou melhor, como gritava nossa heroína: MEU dEUS! Crianças mortas! Todas as crianças de rua, todo futuro abortado do Brasil, em freezers gigantes, congeladas, suas expressões de dor eternizadas! São sonhos. Eram pra ser, mas não foram. Um adulto ri, uma criança chora, ainda há tempo de impedir o bastardo, deitado numa sala, pequena, observado por mais dois garotinhos em choque, seu corpo treme sobre o corpo de um garoto. Toda civilização moderna pode ir pro inferno, todos os sonhos, tudo que pensou hoje de manhã é supérfluo, o mundo é horrível, não, é? O MUNDO É HORRÍVEL! A câmera registra tudo, um filme de horror, “Filinto gritou como um filha da puta!” E as crianças riram, riram, gostoso. “Mata ele tia, mata a bichinha” “Corta fora tia, corta o cuzão”. BUZZCOCKS gritando na caixa de som “Não vai haver amor nesse mundo nunca mais”. Suas últimas palavras.

“Querida, eles não são nada, ninguém se importa, eu estou pensando na ciência, você sabe quantas vidas um rim desses pode salvar? Você sabe quantas pessoas “de bem” morrem na fila de um transplante? Você não sabe nada, menina rica, você não sabe nada! Essas crianças não deviam ter nascido! Elas não existem! Não existe infância nos desertos de pedra das metrópoles do terceiro mundo! È tudo propaganda de refrigerante, é tudo propaganda de refrigerante”.

Existe alegria nas propagandas de margarina. Alex não consegue trabalhar em ONG’s durante uma vida por isso se prostitui numa revista de comportamento 12 horas por dia. É muito bukowiski e pouco guevara. Seus pais já passaram a vida fazendo isso e acabaram num bairro igual ao de todas as crianças mortas na geladeira da história. O garoto não consegue e nem se conforma, ele só chora e chora, letras, versos e um poema no final desse conto. Já Luisa...

Luisa morreu aquele dia, quem saiu daquela escola era uma mulher completamente nova, desconhecida, agora mãe de três garotos:um negro, um branco e um roxo. Vomitou um bocadinho. E andou até a linha do horizonte. N’algum lugar do mundo....

N’ algum lugar do mundo.

N’ algum lugar do mundo...

Há uma alma queimando,

Há um sonho murchando,

Há um feto chorando.

Em algum lugar do mundo,

Um ponto, sim um ponto,

Um ponto que poderia ser, mas não foi.

Um ponto pode ser muita coisa:

Uma flor, um coração, uma criança

Ou um alvo em potencial.

Naquele jardim de esperanças,

A última foi queimada,

A minha foi roubada. A história acabou.

31/12/06.

4.9.08

Trabalhando de Madrugada

Cheguei mais tarde, tudo bem. Mas já ameaço bater minha 15ª hora de trabalho às 4 da manhã. Em três anos trabalhando com internet é minha terceira virada de site. Nas primeiras fiquei até tomar café da manhã e ainda voltei pra trabalhar.

Isso que da estudar... Fui ser jonalista!

25.8.08

Audiogalxy, Bauru - 23/08

Pagando de Ramones brega


Quem teve coragem de encarar o vento frio da noite do último sábado(23/08) em Bauru, pode conferir a performance do Milhouse + os amigos da Punky Brewsters. A noite no Audiogalaxy começou com rockzinho indie tocado pelo dj, que por volta da 0:30 deu lugar aos rocks crássicos dispardos pela banda bauruense Punk Brewsters. Já eram quase duas da manhã quando o Milhouse subiu ao palco. A visita a cidade sanduíche já tinha rendido matéria no jornal locar, Bom Dia, e entrevista para o programa "Revista de Sábado" da afiliada da Globo, Tv Tem.
Tudo que a gente precisa é de amor
Numa noite com TiTI inspirado em sua bela camisa vermelha e Ana vestindo um belo chapéu de zebrinha roxa, o Milhouse destilou mais de uma hora de seu "punk brega nerd samba progressivo". Entre as novidades tocaram pela primeira vez "Samba do Mercado" de Rodrigo "Axl Magal" e Danilo Lagoeiro. A galera que era fã do "Cuecas Rosas" de Axl, segurou para lagriminha não escorrer. Ainda rolou "corrente de paz e amor" em "All You Need is Love" dos Beatles e 3 bis(que incluíram além de "Samba do Mercado", "Canção do Orkut" e "Melô do Hipocondríaco").

Quem ainda não chamou o Milhouse para animar sua festa, está perdendo o "creme de la creme" da diversão. ÇuÇeÇo!

20.8.08

Star Wars - Linha do Tempo


Tem algumas coisas do trabalho que eu realmente me orgulho de ter ajudado a fazer. A linha do tempo da saga de Star Wars que fizemos(texto do Diego, arte do Dalton e programação da Renata) é uma delas. Conta a história de todo universo Star Wars, cita em que livros-hqs-games-filmes-desenhos estão os fatos e tem gráficos bonitos pra caramba. Ta curioso? Clica aqui pra ver!

14.8.08

Chester Himes


"Não ri pra mim. Eu não sou dentista. Dentista arruma dentes. Eu arrebento dentes"
Grave Digger Jones

Poucas vezes eu compro um livro sem ter uma referência. Sem que alguém tenha me indicado, que eu tenha lido uma boa reportagem sobre o autor ou visto um filme legal inspirado nele. Comprei "O Harlem é escuro" do Chester Himes(1909-1984), edição de bolso da L&PM, completamente às cegas. Gostei do título, da capa e da orelha e arrisquei. Isso foi no ano passado. Achei do caralho. Os personagens principais, os detetives Jones Coveiro e Ed Caixão(os nomes em inglês são muito mais legais), são dois policiais negros durões do Harlem que investigam crimes comuns nos Estados Unidos racista dos anos 50 e 60. As histórias fluem no ritmo do Jazz, dos conflitos raciais e do whiskey barato. Acabei de ler agora "Um jeito tranqüilo de matar". Tão bom quanto. O final é até melhor e tem a gangue com o melhor nome da história "Os Mulçumanos Supermaneiros".
Uma história de detetives não mexia tanto comigo desde o clássico "O Falcão Maltês"(um de meus livros favoritos). Algum dia faço uma análise mais profundo dos livros. Por enquanto, esqueçam Shaft, os agentes negros mais legais do pedação são Coffin Ed e Grave Digger Jones. E tenho dito.

9.8.08

Milagre na rua Augusta

-Leia mais contos

A lésbica gorda e a bichinha fashion estavam tricotando numa esquina da Augusta próxima ao centro, quando um bando de carecas se aproximou. A bichinha fahion travou o cú e achou melhor sair andando, mas a lésbica gorda disse que a treta não era com eles. O bando de carecas se aproximava e seus olhos estavam injetados de ódio. A bichinha e a lésbica começaram a correr e o rebolado da bichinha só enfurecia mais os nazistas. Com a aproximação da gangue percebia-se que eles portavam pedaços de pau, barras de ferro e socos ingleses. A lésbica gorda já estava parada, arfando, enquanto se apoiava nos joelhos e pensava "se eles matarem o Michel, a culpa vai ser minha", quando a mão forte de um careca alcançou o ombro franzino do pobre fashionista. O esquálido e bem-vestido rapaz imaginou as barras de aço rachando o seu crânio ou os caralhos duros rachando lhe o rabo. Mas uma mão ainda mais forte agarrou seu braço e livrou a vítima do algoz, erguendo-a rumo ao céu. Diante do semi-Deus alado, que exibia seu torso musculoso e lustroso, a bichinha fashion gaguejou "Isso é um milagre?".
E seu salvador: "Quem disse que veado não tem anjo da guarda"?

4.8.08

Tiros, tretas e vagabundagem. (Aconteceu no meu bairro.)

(Esse conto foi originalmente publicado no site Enraizados. Dedicado a todos amigos do meu bairro)

por Fred Di Giacomo

_Escuta, vamos matar esse puto logo e sair daqui, não tô afim de preocupação pra minha cabeça.
_ Porra, Bino, você tá amarelando, meu irmão? O negócio é baba, pega o padre, bota uma bala na cabeça dele e boa. Trabalho feito.
_Caralho, Betão, você acha que sair por ai matando padre é um esporte bem agradável, né?
_Ih, calma vocês dois. Vamos agilizar o negócio. O cara vai estar no acampamento sexta, a gente espera na estrada e faz o serviço: simples assim.
Quem falou foi o Fino, o Mudo não falou nada. Ele nunca falava.

Tava tocando Bezerra da Silva, era cd de camelô. Cheiro de gordura queimando. Churrasco de gato. Criança chorando no vizinho. Sempre. Seis caras e três mulheres. Cerveja Conte barata e caipirinha com pinga 21. R$ 2,28 no supermercado. Mais barato que maconha. Tinha uma mão de cinco reais também. Mas só o Gil e o Bina fumavam. A galera não curtia, nem pegava bem com os vizinhos. Foda. A Tat chegou, já tava barriguda. De 6 meses. Caralho, como o tempo passa rápido: a mina brincava na rua ontem e hoje já era essa mulher. “Nega linda”, que nem rosnava o Gil, sacana. O pai do moleque tava na Holanda. “Alguma bolsa de estudo?” Não, tráfico internacional. Sem brincadeira. A galera ainda pagava pau. No duro. Mó ascensão social. Não to contando historinha do Jornal Nacional, é um negócio que eu ouvi na minha vizinhança.

Cheiro de gordura queimando. Sol quente, asfalto esburacado. Parede descascando. Muros baixos cada vez crescendo mais. Vira-latas na rua, revirando lixo. Salivando por causa do lixo podre. Cheiro de gordura queimando, mais uma vez. Seu Wilson não gostava da vizinhança, tinha mudado muito. Aglomerado de pobres. Quase todos vivendo como negros, sejam brancos ou mulatos. Som alto. Seis horas, rua cheia de bicicletas voltando do trabalho. Sete horas rua cheia de bicicletas indo pro culto. Pernas que pedalam usando chinelos. Havaianas, as legítimas. Pernas entrelaçadas nas construções inacabadas. Meninas virando mulheres. Aquilo já tinha sido um bairro de classe média baixa, quase todo mundo vivendo como quase brancos. Quase todo mundo, quase cidadão. Agora era o Senhor Wilson contra o mundo, trancado em casa. Tinha Tv por assinatura e computador. Tinha medo de assalto e reumatismo. Tinha se aposentado depois de quarenta anos de serviços diversos. Tinha vindo do nordeste sem curso superior. Tinha sobrevivido.

_ Caralho, Betão, você tá maluco? A gente não conhece essa cidade, mermão. Porra, onde você ta metendo esse carro.
_Se liga, Bino! Porra! To falando que você ta frouxo. Meu Deus, é por aqui que a gente pega a estrada.
_Betão, seu preto, filha da puta. Se ninguém matar a gente, eu te mato.
_Vai tomar no cu, branquelo! Vou te mostrar o que o negão tem de bom.
_Aposto que o meu pau é maior que de qualquer preto filho da puta.
_Ah! Eu aposto vinte conto! Aposto no duro, vou até parar o carro agora.
_Para então, tiziu. Macaco do caralho!
_ Macaco não, hein, seu branquelo! Vou te mostrar a serpente africana.
_ Se o seu pau for maior que o meu, eu chupo ele.
_ Cê vai chupar, então.
Pararam.
Cerveja rodando. Vagabundagem sentada na frente da calçada. Silmara com o Wilsinho. Bina conversando com o Juninho e o Bola. Gil em cima da Tat. Sheila dançando. Geninho sentado no canto, batendo o pé, tentando acompanhar o ritmo. Homens brancos não sabem dançar.
_Orra, Bina, a Sheila tá filézinho, hein, mano?
_ Só.
_Se liga, Juninho. Cê não pega ela nem fudendo, a Sheila só fica com boy.
_ Ih, Bola. Cê é gordo, não enxerga nem o pau. Não entende de mulher, mano.
_Vai lá então, garanhão.
_ Que cê acha, Bina?
_ Desisti das mulheres, só como puta. O foda é que eu acabo ficando amigo e paro. Fico com dó, mó nóia.
_Vai lá, Juninho! O Gil já ta garfando a Tat.
_ Treta, hein?
_ Só vai ter treta, se alguém sair falando merda.
_ Só, vou lá na Sheila, então.
Era loirinha, de olho castanho. Bunda redonda, peitinho arrebitado. Usava shortinho jeans marcando a lordose. Blusinha de alcinha. Chinelinho havaiana, vermelho. Cabelo solto, compridão até a bunda. Sabia que era gostosa. Dançava requebrando até em baixo. Um crime. Juninho foi. Ficaram o Bina e o Bola. O Bina tinha trinta e dois anos, careca, bigodinho fino. Mulato mais pra negro. Magro. Poeta. Tinha sido punk. Tinha rodado o mundo. Desenhava. Trabalhava no curtume, turma da noite. Hoje era do rap. Bebia muito, falava pouco.
Daí chegou um opalão com som fudido. O Morcego, Renatinho e o Lu Furacão. Tudo turbinado. Colarzão de ouro, óculos escuros, camisa de marca. O Gil com a Tat lá no fundo. Tinham que segurar os nego lá na frente e avisar o moleque. O Bina foi lá, ofereceu cerveja. A Sheila também foi, ofereceu esperança. A Silmara foi pro fundo avisar os dois.

O pessoal do “movimento”. Chamar a polícia, rápido. Polícia corrupta. Direto parava um “taticão” na “boca” do bairro. Parava, ficava uns dez minutos e saía, de boa. Diziam que era batida, mas os traficantes nunca estavam lá. A polícia brasileira tem dois patrões: Rico ladrão e pobre ladrão. Ligou mesmo assim. Seu Wilson estava pensando em mudar do bairro.

_ “Cê” vai chupar!
_ O caralho!
_ Isso mesmo, “cê” vai chupar o caralho, ou eu vou por na tua bunda.
_ Calma ai, moçada. _ O Fino saiu do carro.
_Tu tem uma puta pica mesmo, Betão, agora vamos cair na estrada. _ O Mudo tava quieto no carro. O Bino entrou rápido, com medo da “serpente negra”.

O Morcego estranhou o Vectra parado ali na frente.
_ Ei, boy, que você tá fazendo aqui?
_Se liga, Morcego, o cara ta com a pica de fora. Puta sacanagem dos playboys. Tão achando que tão na Gozolândia.
_ Filha da puta, guarda esse pau, maluco!_ Apontou a arma.
O Betão apontou a dele. A cena congelou. Betão com as duas armas em riste. O Fino de costas. Os três traficantes apontando os berros. Close no carro, Mudo girando a chave na ignição. Volta o movimento. Uma bala castra o Betão. Fino toma dois tiros nas costas. O Vectra sai em disparada. Os três correm atrás, dão de cara com o “taticão”. Seu Wilson olha pela janela, ri. Fez sua parte. Liga pro jornal, põe um anúncio nos classificados. “Vendo terreno no inferno”. Periferia é periferia, né?
2005.

Lost

Essa semana estou preenchendo a maior lacuna do meu currículo nerd: comecei a assistir "Lost". E já viciei. Pronto falei.

Quem são as gueixas?




Bateu saudades dos vídeos que eu fazia pro site da revista Mundo Estranho e resolvi postar um. Alguém aí está precisando de um roteirista-apresentador-produtor?

29.7.08

Watchmen - Trailer

-Assista mais trailers

Tenho muito medo que o diretor de "300" estrague esse "crássico" do Alan Moore, mas o trailer está bem legal e eu to louco pra assistir o filme!



-Todos os posts sobre quadrinhos

Black Tide - Som para metaleiros nostálgicos

Nunca fui fã de Iron ou Guns, mas meus amigos na adolescência ouviam muito e me obrigavam a ouvir por tabela.(Eu era punk e punks odiavam Iron Maiden). Por causa desses amigos, hoje perdidos na loucura do dia a dia, essas bandas de hard rock/metal mais melódicas acabaram fazendo parte da minha vida.

Talvez por isso eu tenha simpatizado tanto com os moleques(idades entre 15 e 20 anos) do Black Tide. O som é igualzinho ao que todo banda de metal adolescente queria fazer no final dos anos 90 em qualquer canto do mundo, inclusive minha bela cidade natal, Penápolis, a Cerattle do noroeste paulista.



Veja uma entrevistinha legal com os caras aqui

27.7.08

Melhores guitarristas - Top 100

-Clique aqui para conferir uma lista com os melhores baixistas

-Vídeos de solos de grandes baixistas

Lista da revista Rolling Stone de 2003:

* 1 Jimi Hendrix
* 2 Duane Allman da The Allman Brothers Band
* 3 B.B. King
* 4 Eric Clapton
* 5 Robert Johnson
* 6 Chuck Berry
* 7 Stevie Ray Vaughan
* 8 Ry Cooder
* 9 Jimmy Page dos Led Zeppelin
* 10 Keith Richards (The Rolling Stones)
* 11 Kirk Hammett (Metallica)
* 12 Kurt Cobain (Nirvana)
* 13 Jerry Garcia (Grateful Dead)
* 14 Jeff Beck
* 15 Carlos Santana
* 16 Johnny Ramone dos Ramones
* 17 Jack White dos The White Stripes
* 18 John Frusciante dos Red Hot Chili Peppers
* 19 Richard Thompson
* 20 James Burton
* 21 George Harrison
* 22 Mike Bloomfield
* 23 Warren Haynes
* 24 The Edge (U2)
* 25 Freddy King
* 26 Tom Morello (Rage Against the Machine e Audioslave)
* 27 Mark Knopfler (Dire Straits)
* 28 Stephen Stills
* 29 Ron Asheton (The Stooges)
* 30 Buddy Guy
* 31 Dick Dale
* 32 John Cipollina (Quicksilver Messenger Service)
* 33 Lee Ranaldo e Thurston Moore (Sonic Youth)
* 35 John Fahey
* 36 Steve Cropper (Booker T. and the MG's)
* 37 Bo Diddley
* 38 Peter Green (Fleetwood Mac)
* 39 Brian May (Queen)
* 40 John Fogerty (Creedence Clearwater Revival)
* 41 Clarence White (The Byrds)
* 42 Robert Fripp (King Crimson)
* 43 Eddie Hazel (Funkadelic)
* 44 Scotty Moore
* 45 Frank Zappa
* 46 Les Paul
* 47 T-Bone Walker
* 48 Joe Perry (Aerosmith)
* 49 John McLaughlin
* 50 Pete Townshend
* 51 Paul Kossoff (Free)
* 52 Lou Reed
* 53 Mickey Baker
* 54 Jorma Kaukonen (Jefferson Airplane e Hot Tuna)
* 55 Ritchie Blackmore (Deep Purple)
* 56 Tom Verlaine (Television)
* 57 Roy Buchanan
* 58 Dickey Betts
* 59 Jonny Greenwood e Ed O'Brien (Radiohead)
* 61 Ike Turner
* 62 Zoot Horn Rollo (The Magic Band)
* 63 Danny Gatton
* 64 Mick Ronson
* 65 Hubert Sumlin
* 66 Vernon Reid dos Living Colour
* 67 Link Wray
* 68 Jerry Miller dos Moby Grape
* 69 Steve Howe dos Yes
* 70 Eddie Van Halen
* 71 Lightnin' Hopkins
* 72 Joni Mitchell
* 73 Trey Anastasio (Phish)
* 74 Johnny Winter
* 75 Adam Jones (Tool)
* 76 Ali Farka Toure
* 77 Henry Vestine (Canned Heat)
* 78 Robbie Robertson (The Band)
* 79 Cliff Gallup (The Blue Caps)
* 80 Robert Quine (The Voidoids)
* 81 Derek Trucks
* 82 David Gilmour (Pink Floyd)
* 83 Neil Young
* 84 Eddie Cochran
* 85 Randy Rhoads
* 86 Tony Iommi do Black Sabbath
* 87 Joan Jett
* 88 Dave Davies do The Kinks
* 89 D. Boon do The Minutemen
* 90 Glen Buxton (Alice Cooper)
* 91 Robby Krieger do The Doors
* 92 Fred "Sonic" Smith e Wayne Kramer dos MC5
* 94 Bert Jansch
* 95 Kevin Shields do My Bloody Valentine
* 96 Angus Young do AC/DC
* 97 Robert Randolph
* 98 Leigh Stephens do Blue Cheer
* 99 Greg Ginn do Black Flag
* 100 Kim Thayil do Soundgarden

Mais informações: www.rollingstone.com

25.7.08

Quem é melhor Tony Iommi ou Mark Knopfler?

Meu amigo Gustavo é o maior fã de Mark Knopfler(Dire Straits) que existe. Ele é melho que o guitarrista do Black Sabbath, Tony Iommi?

22.7.08

Milhouse no "Quinta-Categoria"

Milhouse no Quinta Categoria, MTV


Finalmente o vídeo da gente tocando no programa "Quinta-Categoria" a música "Balada do Corno" com direito a versão de Marcelo Adnet no final. Foi um dia bem feliz. Quando eu era moleque e tinha uns 13 anos assistia Mtv e ficava imaginando participar dos programas, mesmo que fosse queimando o meu filme. Parecia ser um trabalho divertido. Liguei pro "Teleguiado", programa apresentado pelo Cazé, em 1997 e fiquei muito empolgado porque tinha conseguido falar com ele. Contei essa história pra ele quando fomos cantar lá e ele achou bem legal. O Marcelo Adnet disse que ficou com dor no coração de zaper a gente e que tínhamos que ganhar. Bem legal, bem divertido. ÇuÇeÇo

21.7.08

Mamãe o Marcelo Adnet fez uma versão da minha música!



Ele está nas páginas da Veja. Sim! Ele está bombando na audiência da Mtv. Sim! Ele recebeu proposta pra trabalhar no "Zorra Total". Não! Ele não vai aceitar! E ele fez uma versão da minha música "Balada do Corno" na Mtv quinta-feira passada(17/07). Isso mesmo, quinta eu e o TiTi fomos nos humilhar um pouco na TV cantando "Balada do Corno" que eu fiz de brincadeira com meu irmão Gabriel e ganhamos de quebra uma bela versão da música cantada pelo humorista Marcelo Adnet. Assistam e divirtam-se!

18.7.08

MIlhouse ganha prêmio de calouros na Mtv!


A banda Milhouse, representada por Fred Di Giacomo(Wando Ramone) e TiTi Montanari(Reginaldo Rotten), ganhou o prêmio de melhor calouro no programa "Quinta-Categoria" esta quinta-feira(17).
O programa foi ao ar ao vivo na Mtv às 22hrs. A "dupla" tocou sua música "Balada do Corno"e a platéia cantou junto. No final da apresentação o humorista Marcelo Adnet(do programa "15 minutos") fez uma versão comletra própria de "Balada do Corno".

ÇuÇeÇo com três cecedilhas corado pelos votos de Adnet e de Dani Calabresa.

Como campeões levamos essas duas lindas estatuetas da foto. Qual será o próximo passo para o Milhouse dominar o mundo?

PS: Valeu todo mundo que compareceu!

15.7.08

Amy Winehouse - Acompanhe a autro-destruição da cantora


Olha só que massa o infográfico que fizemos na Abril.com , eu, Camila Borowsky e Luciana. É um infográfico mostrando como a (boa e polêmica) cantora inglesa Amy Winehouse anda detonando seu corpitcho.

Não é bacanudo?

Clique aqui ou na imagem para ver o info.

Milhouse na Mtv - quinta-feira(15/07)

Quinta-feira(17/07) eu e o TiTi vamos participar do show de calouros "Quinta-Categoria" às 22h na Mtv. Vamos tocar uma versão acústica de "Balada do Corno" da nossa banda, Milhouse.



Quem não conhece aprende agora:

Balada do Corno - banda Milhouse




10.7.08

Mundo Estranho - Ensaio "homem das cavernas"

Sai da Mundo Estranho, mas fiz uma participação como "modelo" numa matéria sobre a diferença entre homens e macacos. Ficaram bem legais as fotos. A matéria bonitinha está na ME de julho.

JAZZ: ao som de Count Basie.

“Sangue fresco tinha gosto de Bourbon”. Gostava de lamber o sangue depois de matar. Fazia-o lembrar de suas raízes animais. Depois podia voltar a ser o “homem-bom”. Depois podia voltar a ser Humano. Irritava-o fingir no imenso teatro de mentiras que é a vida. Na peça da sua existência representava um cirurgião dentista. Queria ser médico, mas o vestibular era muito difícil. Queria ser médico, gostava de sangue. Isso via-se logo de cara. Lambuzava-se. Deixou vinte cinco reais no quarto, beijou a boca da puta e foi embora.

As ruas de São Paulo eram imundas cheias de gente feia. Pessoas com cara de coco, pareciam montes de merda ambulante. Pelo menos estavam em paz com os animais internos. Corja de assassinos e ladrões arrastando-se pelas sarjetas. Queria estar em Porto Alegre... Um loira fenomenal do outro lado da rua. Cara de safada. Óculos escuros, batom vermelho, salto alto. Vestidinho sacana demarcando a bunda. Pernas fabulosos e seios vulcânicos. Silicone. Brasileiras não tem peitos daqueles. Talvez seja gringa. Não, as gringas não têm uma bunda daquelas. Meu Deus! E como rebolava!
Odiava silicone, tinha gosto de plástico. Gostava de rasgar a carne na boca e sentir as hemácias explodindo com o contato dos dentes na boca. Era um sádico, tinha vontade de estuprar a loiraça ali mesmo, no meio da rua. Encosta-la na parede, rasgar sua calcinha e curra-la no meio da multidão com cara de coco. Essa idéia passava pela cabeça de metade daqueles “homens bons”. A maioria deles estupraria uma dona daquelas se a sociedade não os jogasse atrás das grades por isso. A maioria rezava para que acontecesse uma guerra ou o fim do mundo para estuprar as mulheres que nunca iam comer.

Nosso amigo: baixo, magro, brasileiro de nascença, óculos quadrados, aros negros. Nosso amigo: ser humano do sexo masculino, cirurgião dentista. Nosso amigo: RG 43 466 247-9. Nosso amigo era um cidadão respeitável. Sua mulher chamava-o de “chuchu”. Sua filha dizia que ele era o “melhor pai do mundo”. A empregada dizia que ele era justo e respeitador. Mulata sacana! Transava com todos aqueles negros, pobres e nordestinos, tinha uma porção de filhos a parideira, uma bunda gigante e ele ali segurando os testículos para não enfiar-lhe por trás quando estivesse abrindo o forno ou esfregando o chão de quatro. Suava. Teve uma ereção. A loira entrou num cabeleireiro chique. “A LOIRA” entrou num cabeleireiro chique. AQUELA LOIRA FENOMENAL, OBRA PRIMA DE DEUS, entrou num cabeleireiro chique. Devia ser ricaça, a vagabunda! Uma loira daquela casava com quem ela quisesse. Não precisava trabalhar nem se prostituir várias vezes. Bastava vender a alma para um velho brocha. E rico!

O nosso amigo tinha problemas de ereção. Com a mulher não conseguia nada há um ano, suspeitava que ela tivesse um amante. O eletricista ou o velho amigo de nosso amigo, Marcos. Não importava! Alguém estava comendo a Márcia e não era ele. Com as outras gozava rápido demais, tinha fimose. Queria ficar mais tempo para elas não irem embora tão rápido. Queria transar gostoso, pra depois ganhar um abraço carinhoso e poder dormir de conchinha. Mas elas nunca gozavam, fingidas, mulher que não goza fica mal humorada e arruma um amante. Eram as leis da vida. Por isso queria estar em Porto Alegre, tinha estado lá apenas uma vez, mas lhe parecia um bom lugar. Agradável. Gostava de imaginá-la como Pasárgada. Sem negros com paus enormes comendo suas mulheres, só um negrinho que tocava piano e cantava jazz. Lá num barzinho gaúcho. Montes de bichas moderninhas, artistas intelectuais e ele, o último dos homens comuns. Homo Sapien Sapiens heterossexual, espécie em extinção. Tomando Black Label pela primeira vez após trinta anos de trabalho fixo e carteira assinada. O negrinho até que tocava bem: Count Basie, Benny Goodman. Um baixista o acompanhava, tocaram uma do Mingus. Charles Mingus seu moleque ignorante! O rei do contrabaixo! Aqueles moleques e veados não conheciam nada. Ouviam as notas para parecerem bem cools, mas não viam a hora daquilo acabar pra correrem pra casa e ouvirem um pouco de rock n’ roll. Ou RAP! Ou algum ritmo novo e sem alma. Ou qualquer merda que esses jovens enfiavam em nossos ouvidos achando que era arte. A arte morreu com o último romântico. Hoje só existia barulho e velhos broxas, lentos demais para seu tempo.

Pegou um ônibus, depois o metrô. Nem os dentistas ganhavam bem naqueles tempos de crise nas infinitas terras. Aliás, alguns ganhavam, mas ele não, era o clássico exemplo de classe média em queda livre, que já tinha descido pra classe média baixa e continuava despencando. No ônibus tinha um cara enconchando uma morena de bunda enorme. Não parava de se esfregar na mulher, aproveitando-se da superlotação, do balanço do “busão” e da falta de cavalheirismo dos homens sentados. Às vezes o nosso amigo queria dar lugar para uma senhora, mas não sabia como fazê-lo, não tinha iniciativa. Ficava pensando no que falar e quando via já era seu ponto e tinha que levantar de qualquer jeito. A morena desceu com uma mancha na calça jeans, o tarado tinha um sorriso de satisfação na cara. Bastardo! No metrô um velho segurava a Bíblia sagrada e disparava a palavra de Deus como se fosse receita de bolo ou aula de ginástica em academia. A gente não devia ficar velho, era cruel demais. Deviam matar a gente antes... Tinha um negro lá no fundo. Com cara de suspeito. Nosso amigo passou a carteira pro bolso da frente e segurou firme. Era um cirurgião dentista prevenido.

Enfim em casa. Cheiro de comida fresca e perfume barato da mulher. A menina brincava em frente a TV. Beijou a mulher. Comeu, tomou banho, mandou a menina ir pra cama. Assistiu o telejornal. Pensou na vida. E pensou que a morte já não era tão má, àquela altura do campeonato. A mulher disse que ia deitar. Gelou. Queria estar em Porto Alegre. Passou a mão no seu peito e perguntou se ele não ia com ela. Falou daquele jeito que só a “nossa mulher” sabe falar. Talvez ela não tivesse um amante. Ouviu um “naipe de metais” alto. Devia ser o Count Basie tocando pra ele. Ligou a vitrola, colocou um vinil do Nat King Cole. Fazia tempo que não dançavam. Apertou ela forte no peito. Ela riu, estava feliz. Bonita. Nem parecia que tinha quarenta e cinco. Como era linda! E tinha cheiro de felicidade. Foram pra cama, com vinte anos a menos de idade. Apagaram a luz, escovaram os dentes. Fizeram todas as preliminares, sem sacanagem. Só com amor.

Broxou. Como sempre.

Ela disse que não tinha problema. Quando nosso amigo fechou os olhos, ela começou a se tocar. Tinha um amante, com certeza. Ele queria estar em Porto Alegre.
Hoje tinha provado aquela xota cheia de sangue de menstruação. Um dia iria matar de verdade. Até lá tinha que reconquistar sua mulher. Tocava jazz na sua cabeça. Uma big band liderada por Humphrey Bogart. Estava sonhando? “Casablanca”. Fitava sua mulher e dizia: “Estou de olho em você garota”. Sublime. Como diziam os Ramones: “Hoje seu amor, amanhã o mundo”.

20/02/05, ouvindo Count Basie.

Show no Outs, 11/07 - Flyers

Olha só que legal o cartaz do Outs com os shows desse mês(julho). O Milhouse tá lá do lado de Inocentes, Jupiter Maçã e Forgotten Boys. Bem legal isso, umas bandas que eu tenho cd no meu quarto, estão no mesmo cartaz que minha banda. Uhuuuuuu!

Abaixo outro cartaz feito pela banda Monstruário.

27.6.08

Melhores discos nacionais dos anos 90 - Top 5

Os cinco discos brasileiros que mais me marcaram quando eu tinha entre 12 e 15 anos(96-99):

1) Afrociberdelia - Chico Science e Nação Zumbi.
Quando eu tinha 12 anos Chico Science ainda estava vivo e começava a ficar conhecido. Ouvi "Maracatu Atômico" até riscar o disco e criei um fanzine com o nome do disco em 1997

2)Roots - Sepultura
Comecei a gostar de som pesado por causa de Roots. Ele e "Afrociberdelia" definiram os limites dos meus horizontes musicais: não ter limites, já que os caras misturavam trash metal com Carlinhos Brown e cantos indígenas.

3)Guentando a Ôia - mundo livre s/a
Fazendo uma análise sem muita precisão técnica, esse é o melhor disco do Fred 04 pra mim. Foi o primeiro que eu tive e o que mais ouvi até hoje. Conheço de cor e salteado as altenâncias entre cavaquinho e guitarras envenenadas e decorei todas as letras engajadas/psicodélicas.

4)Feijoada Acidente? - Ratos de Porão
Pra mim é o melhor disco de punk rock nacional da história. Mudou minha vida. Depois desse disco rasguei a calça, espetei o cabelo, aprendi a tocar 3 acordes no baixo e virei punk

5)Usuário - Planet Hemp & Sobrevivendo no Inferno - Racionais Mc's
Nunca consigo fazer Top 5 com cinco, sempre tenho que enfiar um bônus no meio. "Usuário" do Planet Hemp era o som de "maloqueiro" muito melhor que Charlie Brown Jr de hoje. "Mantenha o respeito" e "Legalize Já" eram hits fortes que tocavam em todos os lugares. E as linhas de baixo eram simples e boas. Excelentes para um iniciante como eu. "Sobrevivendo no Inferno" foi outro tapa na cara. Lembro de ficar ouvindo quietinho, só prestando atenção nas letras, como se fosse alguém me contando a história. A partir daí virei fã de rap.

26.6.08

Milhouse - Mais show



Parece que vai rolar showzinho de novo no dia 11/07! ÇuÇeÇo com três cedilhas
Vou até postar mais umas fotos do nosso último show lá na Outs
UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!



E uma letrinha do Milhouse pra todo mundo ser feliz:

Virei Cafajeste por causa dela

Não sou mais aquele cara bonzinho
Que te trazia bolachas com leite ninho
Não sou mais aquele cara que faz cafuné, tira seus cravos e beija seu pé
Levo ao cinema, pago café.

Sou apenas um cara comum
Com dúvidas e complexos
E desesperado pra te amar

Vou me vingar em toda "raça"
Vou transformar a flor em cadela
Virei cafajeste por causa dela(2x)

Não sou aquele cara perfeito que você sempre sonhou
Não sou o príncipe encantado que você sempre desejou

Sou apenas um cara comum(...)

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