31.5.10

Rambo lê Rimbaud










Rimbaud programado para matar
Sangra versos fortes
Que fazem Stalone chorar

Veja também:
-Tem um Drummond no meio do caminho

30.5.10

Tempest Storm - Musas Pin Ups

-Todas as pin ups punk bregas


Você já achou cool os shows burlescos da Dita Von Teese? Foi numa balada em Nova York que tinha umas dançarinas voluptosos com lingeries retrô-malucas? Bom, Tempest Storm(29 de fevereiro, 1928) fazia isso em 1950. E fazia com classe. Ela era a ruiva natural mais sexy de Hollywood, foi casada com Herb Jeffries - o vocalista da banda de Duke Ellingrton - e tinha o par de seios mais famoso da época. Seios grandes e naturais num corpo escultural.


Storm viajou pelos Estados Unidos fazendo shows de striptease, participou de filmes burlescos(inclusive ao lado de Bettie Page) e teve uma biografia publicada, "Tempest Storm: The Lady Is a Vamp".

Hoje ela é uma vovó ruiva de 80 anos, a mais velha stripper em atividade. Sim! Ela ainda tira a roupa com classe(sem se enroscar em canos de pole dance, fique claro). Tal qual sua discípula hypada Von Teese, Storm não esfrega a bunda na cara de homens e nem tem pressa de se despir. Seus shows duram 4 atos. São espetáculos de dança sensual, não apenas rebolado frenético de um robô siliconado e oxigenado. Se ela pensa em parar? "Eu me divirto quando estou no palco e o público ama. Ninguém nunca me disse que é hora de desistir. Por que parar?"

Veja também:
-Bettie Page, a rainha das curvas
-Galeria de Pin Ups
-Rita Cadillac é uma pin up injustiçada?

28.5.10

"Can you love me?" - Forgotten Boys

Sexta é dia de vídeo. E esta sexta é dia de festa rock 'n' roll.

"Can you love me?" foi a primeira música do Forgotten Boys que eu ouvi. Até hoje, acho uma das melhores da banda(ao lado de "Babylon" e "Lady of My Morning"). É do primeiro disco dos caras - o mais punk de todos de 2000.  Antes dos caras virarem um quarteto de hard rock e começarem a tocar em português, antes do Guns ganhar a disputa com os New York Dolls, o Forgotten foi uma das minhas bandas preferidas.
Can You love me? - Letra
You don't realize how much I need you
girl I always miss you and
i'll be by your side now and forever

i never want to hurt you
i always want to hold you
so please girl, give me one more chance

Ref: can you love me? (like I love you)

Veja também:
-Red Hot Chili Peppers tocando Ramones
-Minhas canções favoritas

27.5.10

Free Jazz com palavras - Jademir Rocha + Frico

Sim, quinta-feira é a ditadura da arte. Quem não gostar será fuzilado por um pelotão de aquarelas!

Jademir Rocha ganha a vida cuidando de dentes e obturações, mas gosta mesmo - há anos - de pintar e tocar seu sax. Entre desenhos de jazz com grafite, aquarelas e pequenos artesanatos, ele vive em São Paulo em busca de novos discos para sua coleção.

Inspirado pela série de desenhos de jazz de Jademir, Frico pediu alguns para ilustrar seu livro ainda imaginário chamado "Bebop Beat", composto de poemas feitos no calor do momento, seguindo seu fluxo de consciência ao som de Miles Davis e John Coltrane. O primeiro resultado da parceria está aí:


Free Jazz com palavras
Segura só esse solo, sussurrou Ulysses
E se pôs a tocar uma odisséia sonora
Minha mãezinha do céu, Homero é um maestro com as palavras!
Elas voam na estratosfera azul do Harlem, enquanto Têlemaco repete o riff
E Penélope costura notas num bordado de arpejos e beijos
O Cíclope pede um trago a detona o contrabaixo
Eu escuto João Donato, e Posídon é a pedra no meu sapato
Gosto das palavras assim, free jazz e meu fluxo de consciência


24.5.10

10 músicas clássicas do rap nacional

Sim, sim, dava pra fazer umas 3 listas com clássicos do rap nacional. A primeira poderia ser só com  as músicas do começo do movimento, de caras como Athaliba e a Firma, Pepeu e Ndee Naldinho. Outras poderiam trazer as que  fizeram mais sucesso ou com as que foram mais influentes. Eu não pretendo rabiscar nenhuma dessas. A ideia aqui não foi listar as melhores, mas 10 músicas que marcaram época e que são conhecidas(ou deveriam) por todo mundo que curte hip hop. A maioria delas conseguiu ultrapassar a barreira de gêneros e fez sucesso fora do mundo do rap também. Tentei equilibrar aquelas boas pra animar bailes, com outras mais preocupadas em passar uma mensagem.  Foquei no final dos anos 90 porque foi a época em que ouvi mais esse som, e é de lá que vem meu saudosismo com "um tempo bom que não volta nunca mais".

-Outras listas

Diário de um detento - Racionais Mc's
"Fim de semana no parque" foi uma das primeiras músicas dos Racionais que ouvi - no rádio mesmo - no meio dos anos 90. Eu era bem moleque e alguns anos depois eles estourariam com "Sobrevivendo no Inferno". Ouvi esse disco diversas vezes, prestando atenção em cada detalhe das letras. "Diário de um detento" virou, provavelmente a música mais conhecida do rap nacional. Do playboy do colégio ao empacotador do supermercado, todo mundo sabia a letra de cor. Tem outras boas mais antigas("Mulheres Vulgares", "Hey Boy", "Pânico na Zona Sul"), mas poucas marcaram tanto quanto esse relato do cotidiano no Carandiru.


Senhor Tempo Bom - Thaíde e DJ Hum
Muita gente acha que o grande clássico de Thaíde é "Corpo Fechado" que saiu  na coletânea "Hip Hop Cultura de Rua", de 1988. Ela tem sua importância pioneira,  mas "Senhor tempo bom" se tornou um hino, uma homenagem funkeada aos clássicos black power que acabou se tornando, ela mesma, um clássico, animando bailes por todo o Brasil desde que foi lançada em 1996.


Rap é compromisso
- Sabotage
Infelizmente, Sabotage só lançou um disco em vida. Foi o suficiente para entrar pro pódio do hip hop nacional com uma cadência chapada nas rimas e influências de samba, chorinho e MPB que faziam a diferença em seus raps. Ao lado de "Respeito é pra quem tem" e "Um bom lugar", "Rap é compromisso" é uma das melhores composições que Sabota deixou antes de ser assassinado.


Fogo na Bomba
- De Menos Crime
"Fogo na Bomba" ultrapassou os limites do rap, virou grito de guerra de maconheiros espalhados por todo Brasil, ganhou espaço em show de rock e foi um dos grandes hits de 1999. Ralando desde 1987 em São Mateus, os manos do De Menos Crime fizeram muita gente que nem curtia hip hop ter o refrão dessa música na ponta da língua. Pra quem gostar vale ouvir "Burguesia" e "A Bola do Mundo"


Tic Tac
- Doctors Mc's
Tic Tac deve ter sido um dos clipes de rap mais exibidos no extinto Yo!,  da Mtv. Pra mim ela tem um puta gosto de nostalgia. O Doctors normalmente fazia um som mais animado, bom pra galera bater cabeça, mas foi nessa baladinha bem-humorada que os caras conseguiram criar um clássico maior que a própria banda.


Us mano e as mina - Xis
Outro megahit que ultapassou os limites do hip hop, "Us Mano e as mina" tinha a força de um refrão de torcida e fez a galera começar os anos 2000 cantando rap. Xis já estava na correria há anos, tocava a gravadora 4P com KL Jay, tinha passado pelo DMN e gravado "De Esquina", com Dentinho. Mas foi na simplicidade divertida dessa faixa que ele encontrou o caminho pro sucesso.


O Trem - RZO
O RZO é respeitado por toda sua história, gravou diversas músicas, fez parcerias com artistas que vão de Charlie Brown Jr a Sabotage, passando pelo Instituto. A banda de Pirituba, revelou - também - o talento de Sabotage e Negra Li pro mundo. Mas pra mim, o grande momento dos caras é essa música, presente no disco "Todos são manos", de 1999.


Cada um por sim - Sistema Negro
O Sistema Negro foi o responsável por colocar Campinas no mapa do rap. Em 1994, "Cada um por si" virou um clássico instântaneo das festas de hip hop - e do já citado Yo!. Diziam que o som dos caras era gangsta, mas as letras eram muito mais retrato e crítica da violência, do que a apologia que os rappers gringos faziam. Faz parte do disco "Ponto de Vista".


Casa Cheia - Detentos do Rap
Antes de 509-E e outras bandas formadas na cadeia fazerem sucesso, o Detentos do Rap abriu caminho com "Apologia ao crime", gravado em 1998 na Casa de Detenção de São Paulo. O disco vendeu 30.000 cópias e tornou o refrão "É o Carandiru está de casa cheia/Muito veneno no ar/ e muita droga na veia" um crássico.



De Esquina
- Dentinho e Xis
Em 1997, os rappers Dentinho e Xis(então no DMN) se juntaram pra gravar esse rap que fala sobre a paranoia da cocaína. A faixa foi produzida pelo Thaíde, abriu caminho pra carreira solo de Xis e ganhou até versão samba na voz da cantora Cássia Eller.


5 músicas pioneiras do hip hop brasileiro
Em breve uma lista com as músicas que marcaram o começo do gênero no Brasil com mais Thaíde e Racionais e também Pepeu, Athaliba e a firma, MC Jack e outros

Discordou? Sugira outras músicas aí embaixo!

Veja também:
-Entrevista com Nelson Triunfo, pioneiro do hip hop
-Mais uma noite : ralando num puteiro do interior

23.5.10

"Não vendi minha alma."
"Apenas aluguei por alguns anos de um bom salário".

21.5.10

Personagens mais estúpidos dos desenhos animados - Top 5

Sexta-feira é dia de vídeos. Não gostou? Vai assistir a novela!


Roteiro e Apresentação: Fred Di Giacomo
Direção: Miryam Rahme

19.5.10

Insônia

-Rabiscos poéticos

















Enquanto dormem os depressivos e pouco amados
Nós - os neuróticos - ficamos acordados
Sem conseguir nem mesmo as pálpebras cerrar
O denso ar no labirinto eterno a ressoar
Contando carnerinhos que atravessam as molduras dos sonhos
Rumo ao terreno onírico dos pensamentos medonhos

"Ela me ama de verdade?"
"Deus de nós tem piedade?"
"Serei eu feliz na vida?"
"Sou um bufão ou suicida?"
"Qual é a origem dessas dúvidas?"
"São lágrimas a desbotar minha íris úmida?"

Uma ida ao banheiro
Uma oração
Vontade de comer
Mudar de posição

E a madrugadora aurora devora a escuridão
Antes que Morpheu cumpra sua missão.

Frico odeia ter insônia, mas dorme tarde por livre e espontânea vontade todos os dias, porque é o único jeito de ter tempo para escrever.

Veja também:
-O Cântico dos Bantos
-Sabe qual é meu medo?

18.5.10

10 bandas clássicas do heavy metal brasileiro - anos 80

Nos anos 80 o mundo viu o metal se popularizar e multiplicar-se em diversas vertentes. Foi nessa década também que o gênero começou no Brasil. Haviam três cenas no país: BH com suas bandas agressivas, o isolamento do resto do Brasil e a Cogumelo Records servindo como gravadora, loja e ponto de econtro; São Paulo com som mais trabalhado, tretas com punks e skinheads e as grandes galerias; e o Rio de Janeiro que era uma cena menor, mas tinha os pioneiros do Dorsal Atlântica, o Azul Limão e o Caverna 2 - pico dos headbangers locais. Outras sons pipocavam aqui e ali, como o Stress, que surgiu no Pará, mas o grande foco era em Minas Gerais e em São Paulo.

A cena teria um grande empurrão com a realização do festival Rock in Rio, em 1985, que trouxe Ozzy e AC/DC, mas também rendeu a infame alcunha de "metaleiros", dada aos cabeludos pela rede Globo. Segundo o polêmico João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, no livro "Sepultura: Toda a História": (...) em São Paulo, metaleiro era tudo riquinho, filhinho de papai, que andava de carrinho bacana e óculos espelhado. Cheguei na casa do Paulo(do Sepultura, em BH) e não acreditei: era uma puta favela!(...) Os moleques eram muito mendigos, usavam tênis rasgados com o dedão aparecendo.(...)Depois fui na casa do Max e do Igor. Juro que nunca vi tanta zona: tinha uns 50 metaleiros espalhados pela casa".

***
A seleção de bandas abaixo é só uma amostra das  dezenas que rolavam nos anos 80. Os vídeos históricos são divertidos e inusitados, mas muitos pecam pela má qualidade de som e imagem. Sim, alguns grupos ficaram de foram: Holocausto, Chakal, Anthares, etc, mas os que entraram na lista já dão um bom panorama do que rolou nos anos 80.

Azul Limão
"Satã Clama Metal" era o hit! Banda formada entre 1981 e 1982, no Rio de Janeiro por Marcos Dantas e o baixista Vinícius Mathias, lançou dois discos: “Vingança” e “Ordem e Progresso”. Cantavam em português e faziam um som mais tradicional com influências da NWOBHM,  do Judas Priest e AC/DC.
Curiosidade:Se utilizavam do nome bizarro para tocar em lugares onde uma banda de metal nunca pisaria.(O que rendeu algumas tretas com organizadores de show inconformados com o peso da banda.)


Dorsal Atlântica
Pioneiros da fusão de metal e hardcore, esse trio carioca, liderado por Carlos "Vândalo" Lopes, foi uma influência seminal pro Sepultura. Gravaram seu primeiro disco, "Ultimatum",em 1984, ao lado da banda Metalmorphose.Em 1998, um abaixo assinado com 40 mil assinaturas os levou a tocar no Monsters of Rock.  Curiosidade: Sua singela marca registrada é a música PCD(Pau no cu de Deus).



Overdose
Se o Korzus se aproximava mais da cena mineira pelo seu som pesado, no começo o Overdose estava mais próximo musicalmente dos headbangers de São Paulo. Cantando em português, com um som mais melódico e guitarras virtuosas, o grupo foi o primeiro a se destacar na cena de BH. Formado em 1983, debutaram num split ao lado do Sepultura e depois passariam a cantar em inglês, tornando seu som mais pesado. Em 1993, assinaram com uma gravadora internacional, o que lhes rendeu turnês pelos EUA, Canadá e Europa.
Curiosidade: Tiveram o som sabotado, quando abriam o show para Ramones e Sepultura, em BH, o que provocou rusgas com a banda dos irmãos Cavalera. 


Stress
É curioso que a possível primeira banda de heavy metal do Brasil tenha surgido em 1974, no Pará. O Stress foi formado por roqueiros de Belém, numa época em que bandas como Casa das Máquinas e O Terço eram o que havia de mais pesado no Brasil. Fizeram seu primeiro show em 1977, e foram deixando seu som mais pesado e próximo do que seria o New Wave of British Heavy Metal. Em 1982, gravaram o primeiro disco solo de uma banda de heavy brasileira. E em 1985, lançaram o segundo pela Polygram.
Curiosidade: Levaram 20.000 pessoas  ao estádio "Cururu", no lançamento de seu disco, em 1982.


Sarcófago
Sarcófago é uma das bandas mais peculiares da cena metal brasileira. Nunca chegaram a grande mídia como Sepultura, Ratos de Porão ou Viper, mas mantiveram uma áurea cult e grande influência em toda cena black metal mundial. Formada, em 1985, por Gerald "Incubus" Minelli, a banda longo contou com a entrada de Wagne"Antichrist" Lamounier, nos vocais e guitarra, recém saído do Sepultura em um treta que muitas vezes  seria motivo pra porrada. Arquinimigos do Sepultura ou não, as duas bandas acabaram sendo as maiores expoentes da cena de BH. Umas mais undeground, a outra mais mainstream. Uma mais ligada as tendências, a outra fiel as raízes. As duas com seguidores no mundo inteiro e sua contribuição registrada no cenário internacional.
Curiosidade: Mesmo sendo ignorados pelo mainstream tupiniquim, são considerados uma das primeiras bandas de black metal e um dos primeiros grupos a usar a batida "blast beat", contribuição do batera D.D. Crazy. 


Viper
Nos começo dos anos 90, o Viper foi a "segunda maior banda de metal do Brasil", com direito a excursão e disco ao vivo gravado no Japão. Formada em São Paulo, em 1985, pelos irmãos Passarell  e o, então pirralho, André Mattos no vocal, o Viper chegou a ser chamado de "Iron Maiden Brasileiro", everedando depois para um metal mais melódico.
Curiosidade: Com a saída de Mattos, o som do grupo teve fases mais simples e pesadas e acabou num disco obscuro, quase pop/rock, com direito a cover de Legião Urbana.


Korzus

É uma das bandas mais tradicionais do thrash metal brasileiro, trazendo fortes influências de Slayer ao longo de sua carreira. Começaram em 1983, lançando os dois primeiros discos em português. Fizeram um show histórico no "Monsters of Rock", em São Paulo, em 1998, cuja gravação virou um disco ao vivo em 2000.
Curiosidade: O guitarrista Silvio Golfetti, que teve que deixar a banda por causa de um problema no braço, substituiu Andreas Kisser, durante alguns shows do Sepultura na Europa.


Harppia
O Harppia foi fundado em São Paulo, em 1984, e contou sempre com o baterista Tibério Correa Neto nas baquetas. É uma das dezenas de bandas que se candidatar a "primeira gravação de um disco de metal", por "A Ferro e Fogo", lançado pela Baratos Afins.
Curiosidade: Por sua formação passaram diversos músicos da cena hard rock/metal paulistana, como o vocalista Percy Weiss, ex-Made in Brazil.



Sepultura
Ok, talvez o Sepultura devesse ser hours concours e nem entrar nessa lista. Banda brasileira mais bem sucedida no mercado internacional, nome que virou sinônimo de som pesado no Brasil, o Sepultura começou de forma mambembe, em 1984, com os irmãos Cavalera e o amigoWagner Lamounier(Sarcófago)  de cara pintada, braceletes nos braços e até uma peruca e capacete nazista - na cabeça de Igor. Logo passaram a cantar em inglês, gravaram um split com o Overdose em 1985(Bestial Devastation/Século XX) e o resto é  história da Cinderela headbanger que todos conhecem.
Curiosidade: Porra, o vídeo abaixo, onde você assiste a primeira formação clássica com Jairo T na guitarra.


Salário Mínimo
Veteranos da cena paulistana, os caras do Salário Mínimo começaram a ralação em 1977 e participaram da crássica coletânea SP Metal Vol.1, em 1984. Liderados pelo vocalista figura China Lee, desde os anos 80, lançaram o disco Beijo Fatal em 1987, pela RCA e voltaram a ativa em 2004.
Curiosidades: O fã clube da banda chegou a receber uma média de 2000 cartas por mês


Aguentou ler tudo isso? Parabéns! Você é um true banger! Leia mais abaixo:
-Documentário conta a origem do metal em BH.
-Lista dos 10 maiores baixistas do heavy metal.
-Chaos A.D: o disco que mudou o Sepultura

16.5.10

Betty Grable - Musas Pin Ups

-Todas nossas musas



No campeonato mundial das pin ups, Betty Grable (18 de dezembro, 1916 – 2 de julho, 1973) joga no time mainstream de Marilyn Monroe. Betty não escreveu sua história sendo ícone undeground, como Bettie Page. Ela estrelou dezenas de filmes e musicais em Holywood - entre eles o clássico "Como agarrar um milionário"(1953). Nos anos 40, Betty chegou a ser a atriz mais bem paga dos EUA.



 A foto dela de maiô, que você vê acima, a transformou em ícone entre os soldados americanos que lutaram na Segunda Guerra Mundial. O clique foi eleito pela revista Life uma das "100 fotos que mudaram o mundo".




 Curiosidades
-Betty serviu de inspiração para Hugh Hefner fundar a Playboy.
-Muito antes de Rita Cadillac, ela fez seguro de suas desejadas pernas, no valor de um milhão de dólares cada.

Veja também:

-Bettie Page, a rainha das curvas
-Galeria de pin ups
-Vídeo de Dita Von Teese

15.5.10

Mais uma noite - Eleutherius

-Quer encarar uns contos "soco no coração"?


_Nossa como está frio!!
- Está mesmo.
- Boa noite, senhor...

O vento gelado envolve meu corpo, nossa como está frio, sinto arrepios, apenas uma camiseta preta... Puxa, devia ter ouvido minha mãe: "_ Leva a blusa que vai fazer frio", dona Maria uma rainha!!! Quando não as ouvimos a gente se fode!!!
Mais uma noite, mais alguns trocados, assim logo terei minha carta de habilitação, R$ 1000,00 conto, puta que o pariu, caro pra caralho.

_ O parceiro aonde é o banheiro?
_ É logo ali...

Putz, nem um obrigado. Pessoas começam a entrar, estou só essa noite, que Deus me proteja, e São Jorge também, tenho confiança nele, já me salvou de várias tretas.

_ Pois não, senhor?
_ Opa! Tranqüilo? Viu... Quantas mulheres tem hoje?
_ Hoje estamos trabalhando com seis, senhor...
_ Humm, bom... Quanto é a entrada?
_Senhor R$ 10,00 e tem direito a três cervejas!
_ Porra, tá caro!!!
Mão de vaca do caralho, tem quatro fazendas, canavieiro, tem dinheiro e tá reclamando.
_ Eu pago, vou entrar
_ Sim senhor, aguarde que vou efetuar a revista no senhor...
_Tem isso também?
_ Senhor, guarde a arma no carro, por favor.
_ Olha garoto vou ficar com ela
Puta merda, só falta encrencar agora.
_Senhor... Com arma não entra.
_Faz assim, fica com ela pra mim, depois eu pego.
Nossa, mais uma, já não basta a minha? Cara folgado...

Ambiente escuro, a música toca na máquina, mais R$1,00, mais uma música... Assim a madrugada vem, lenta e traiçoeira...Me assusto com uma barata no meu pé, filha da puta vou te dar um tiro. Clientes e mais Clientes, homens casados, homens separados, homens... Todos solitários e carentes, sem sorte no amor, frustrados.
Puxa mais um strip-tease, cansei de ver, vou ver a lua, faz tempo que não a vejo.

_Luciano tem um cara cheirando no banheiro, porra, te pago pra que?
Nossa! Mas já? Parece que noite vai ser longa.
_ E ai, irmão, firmeza? Então, se quiser cheirar vai lá fora, aqui não dá.
_É rapidinho, só tem uma carreira. É um, dois!!!
_ Não dá, ou você cheira, ou você vai embora.
_ É rapidinho.
Não acredito que ele vai encher minha paciência logo agora.
_ Você vai cheirar? Então deixa eu ver essa carreira...
O idiota ainda mostra. Uma carreira grande e gorda em cima da tampa do sanitário.
Fuuuuuuuuuuuuuhhhhhhhhh, um leve assopro, que dó!!!
_Caralho, irmão, era meu último papelote
_Foda-se, pra fora!!!
_Firmeza... Vou te encontrar ainda.
Nossa, mais um, acho que ele vai ter que pegar senha, a fila pra me matar ta grande.

Volto para a portaria, de um lado um copo de uísque, do outro um recipiente com alho e sal grosso, espanta mal olhado e atrai mais cliente. Estou com fome, que horas são? Quase 2 da manhã, nossa tem chão ainda pra noite acabar...
Adoro essa música, Jenifer Lopez; Love Don't Cost a Thing, já sei quem a colocou... Primeira dedução e acerto, olho à máquina de música e lá está ela, Luciana. Morena clara, estatura mediana, cabelos até os ombros castanhos claros, hoje ela está mais moderada, veste um vestido branco um palmo antecedendo o joelho, sem sutiã, com uma sandália de salto. (risos) Sou louco por ela, meus olhos brilham ao notar sua presença, um leve sorriso aparece no canto da minha boca, tento esconder a satisfação em vê-la, mas não dá, pareço um pit bull ao ver o dono.

_Olá moço, tudo bem? Me dá um abraço.
_Oi, como você está?
Abraço ela e sinto seu cheiro...O pecado da minha vida!!! Ela me dá um leve beijo, fico parado e aproveito o momento, logo volto a mim e percebo que alguém se aproxima, é o patrão!!! Fudeu, ele não gosta que me envolva com as meninas em hora de serviço, espanta os clientes.
_Vai para a portaria Luciano.
_Sim, senhor!!!
Nossa, falo senhor o tempo inteiro, quando será que me chamarão de senhor? A última vez que me chamaram de senhor, foi quando o sargento no quartel me colocou de guarda: "Parabéns, Senhor, acaba de ganhar um final de semana no quartel !!!". Gente fina o sargento, ensinou-me muitas coisas.
_ Briga!!! Briga!!!
De repente ouço gritos, minha barriga gela, meu coração dispara, os olhos começam a ficar vermelhos... É agora, a adrenalina domina meu corpo, em instantes chego no balcão, a confusão está armada, são dois, respiro, consigo dominar um, o outro se afasta, levo o cliente pra fora, ele nada fala, segue em direção ao seu carro, abre a porta e mexe debaixo do banco, sem vacilar pego minha arma engatilho e espero... minhas pernas tremem...a respiração é incontrolável...quando ele se levanta vejo um objeto em sua mão, não consigo identificar, ele se aproxima...mais um passo e revelo meu guardião.
_Aí, irmão, perdeu, fica parado ai mesmo, larga isso e deita no chão...
Ele não obedece...
_Parado, porra, caralho, parado!!!!
Parou, largou o objeto e deitou-se... Puta que o pariu, era um simulacro, uma arma finta, arma de brinquedo!!!
_Seu merda, ia me matar com isso?
Dou um tiro para o alto...
_Corre seu cuzão, entra no carro e vaza!!!
Em minutos ele não esta mais lá... Não foi dessa vez, agradeço a Deus e a São Jorge pela proteção, estou cansado, a adrenalina em excesso cansa, volto para dentro do estabelecimento e olho no relógio, são 5 horas, acabou.
_Ae, tio, tá na hora, passa o cadeado na porta.
_Sim, senhor...
Mais uma noite, mais alguns trocados.

Gilvan, vulgo Eleutherius, foi baterista da banda Militantes, cantou rap, participou do movimento estudantil em Penápolis e foi segurança dos mais variados tipos de estabelecimento. Faz poesia boêmia e marginal no blog Cicatriz Urbana

Veja também:
-Eleutherius conta a vida dura em um matadouro
-Rap: a poesia
-Entrevista com Nélson Triunfo

14.5.10

João Gordo e Sepultura tocando "Holiday in Cambodia" do Dead Kennedys

Sexta-feira: vídeos punks e doses generosas de besteirol



João Gordo(nem tão gordo assim) e Sepultura numa jam alucinada tocando o crássico "Holiday in Cambodia", do Dead Kennedys. Joãozinho, completamente chapado, embroma a boa letra de Jello Biafra, mas nós, que não queremos que você pague esse mico nos karaokês punks da vida, separamos a letrinha pra cantar junto.

Mas antes, não quer ler esses posts abaixo?
-João Gordo detona os Los Hermanos e relembra carreira. 
-Chaos A.D: o disco que colocou o Sepultura entre os grandes do rock

Holiday in Cambodia
So you been to school
For a year or two
And you know you've seen it all
In daddy's car
Thinkin' you'll go far
Back east your type don't crawl

Play ethnicky jazz
To parade your snazz
On your five grand stereo
Braggin' that you know
How the niggers feel cold
And the slums got so much soul

It's time to taste what you most fear
Right Guard will not help you here
Brace yourself, my dear:

It's a holiday in Cambodia
It's tough, kid, but it's life
It's a holiday in Cambodia
Don't forget to pack a wife

You're a star-belly sneech
You suck like a leach
You want everyone to act like you
Kiss ass while you bitch
So you can get rich
But your boss gets richer off you

Well you'll work harder
With a gun in your back
For a bowl of rice a day
Slave for soldiers
Till you starve
Then your head is skewered on a stake

Now you can go where people are one
Now you can go where they get things done
What you need, my son:.

Is a holiday in Cambodia
Where people dress in black
A holiday in Cambodia
Where you'll kiss ass or crack

Pol Pot, Pol Pot, Pol Pot, Pol Pot, [etc]

And it's a holiday in Cambodia
Where you'll do what you're told
A holiday in Cambodia
Where the slums got so much soul

11.5.10

História do Heavy Metal em BH - Ruído das Minas

Documentário produzido como TCC(olha só não é tão difícil, hein, molecada?) e exibido na Mtv, desvenda como a pacata BH se transformou na capital brasileiro do heavy metal exportando bandas como Sepultura, Sarcófago e Overdose. O vídeo traz depoimentos das principais bandas da cena e mais galera de fanzines e da clássica gravadora Congumelo Records. Histórias engraçadas, rancor contra o Sepultura  e vídeos e fotos raras estão na receita. Vale muito a pena pra quem se interessa pela história do rock brasileiro.


Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7


Parte 8


Parte 9


Parte 10


Parte 11


Veja também:
-Anvil: A banda que nunca estourou
-História do líder do Motörhead vira filme
-10 melhores baixistas de metal

9.5.10

Funk do Nerd - Banda Milhouse




Funk do Nerd
Me lembro muito bem dos meus tempos de criança
Eu era BV e não tinha esperança
Ser virgem era minha maldita sina
E pro Papai-Noel eu pedia uma mina

Bullying, Bullying, Bullying - Eu era um nerd bolinado e humilhado
Bullying, Bullying, Bullying - Na lata do lixo eu era atirado

No RPG eu era mago ou vampiro
E no recreio ninguém ficava comigo
Ficava lendo gibi do X-Men
E brincava escondido com meu boneco do He-Man

REF

Naqueles tempos eu era escoteiro
Me apaixonei pela minha mão e virei punheteiro
Usava aparelho e bigode pagodeiro
Ouvia Legião e me achava maloqueiro



Veja também:
-Winnie Cooper, a musa nerd
-Maiores nerds das séries de tv

-Blog oficial do Milhouse

7.5.10

Punk Rock Girls - The Queers

Clipes, rankings, trailers: sexta-feira é dia de postar vídeos punk bregas.


A primeira vez que vi este clipe foi no programa Gordo Pop Show - melhor programa que João Gordo já apresentou na Mtv. Depois reencontrei o Queers em mp3 e apresentações no Musikaos, mas nada superou o impacto dessas punk rock girls no imaginário de um adolescente rocker do interior. Em algum lugar do mundo, havia uma menina com franja vamp ou cabelo espetado espernado por você.

Veja também:

-Brody Dalle, a mais irresistível punk rock girl

-Por que o primeiro disco do Ramones mudou o mundo?
-Entrevista com os Garotos Podres


Letra de Punk Rock Girls
Leather jackets, stupid boyfriends,
poor report cards, life is just a ball
Hi- top Chucks and bubblegum and oh my gosh I'd
love to love them all
They're so cool their style is never cramped
Too much of everything and everyone is amped
Well, do't get hot and bothered
listen, I know I got problems
I also know just what this goofy world needs

Yummy yummy punk rock girls [x4]
I wish they all were punk rock girls

The smartest of the smartest and the sweetest of
the sweetest, they're the most
Me and Dr. Frank have both decided that we love
them more than toast
I wish they'd let me share their bubblegum
And let me hang with them and life would be so fun
I should be sedated cuz my heart is all inflated
I guess I gotta get me one or two

[Chorus]

I don't know where I'm going, but I know just
where I'd like to be
With my punk rock girlfriend kissing me
Let's

6.5.10

c' ést mon poème - Tereza Bettinardi

Tem uma indicação pra nossa galeria de jovens artistas e designers? Manda pro clube.ideias@gmail.com


Sabrina Barrios de Nova York, continuou na sua função de caça talentos e indicou uma designer/ilustradora que eu já conhecia, mas ainda não tinha fuçado o trabalho com afinco: a Tereza Bettinardi, que fez Curso Abril conosco.



A Tereza é gaúcha, já trabalhou em lugares como a editora Abril e o Máquina Estúdio. Talentosa, além de arrancar elogios dos designers por onde passa, ela ilustra, faz colagem e até HQ como vocês podem ver no trampo acima que ela produziu nos tempos de faculdade. Mais produções da guria no seu Flickr

>>Post originalmente publicado no Clube de Ideias

5.5.10

Balada do cão morto

-A parte mais sincera deste blog

















Tive um cachorro
Pequeno e bem dotado
Seu nome era Asterix
Morreu enfartado
Demorei mais de um mês
Pra chorar sua morte
Se foi meu cãozinho
E com ele minha sorte

Uma homenagem de Frico ao seu cachorro Asterix, in "Menino Uterino e outros Poemas de infância"

Veja também:

-Haikais animais
-Abuelita - uma homenagem pra vó

4.5.10

"O Amante de Lady Chatterley", D.H Lawrence - Resenha

D.H Lawrence
                                                             
por Fred Di Giacomo

O primeiro homem a desabrochar Anaïs Nin(1903-1977) para o sexo e a procura da plena felicidade “física / psicológica” não foi seu amante Henry Miller, foi D.H. Lawrence(1885-1930). E a autora francesa nem precisou dormir com o Lawrence, bastou o contato com as polêmicas obras do modernista inglês, para que ela escrevesse seu primeiro livro “D.H. Lwarence: An Unprofessional Study”, publicado em 1932.

Lawrence morrera há apenas 2 anos, e era visto como um pornógrafo, autor menor, cuja obra estava mais ligada a escândalos que a excelência literária. O escritor tivera uma carreira prolífica: pintara quadros e escrevera poesias, contos, peças de teatro e romances. Nessa última seara cravou o mais doloroso prego em sua cruz: “O Amante de Lady Chatterley”(1928). Romance robusto, “O Amante de Lady Chatterley” nos leva a Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial, um país em rápida modernização, um império aristocrático dançando no ritmo do jazz e transformando-se em potência capitalista. São os últimos anos da hegemonia britânica, antes da ascensão americana, que se cristalizaria com a Segunda Guerra Mundial. Sua personagem principal é Constance – Lady Chatterley – jovem burguesa de formação livre e intelectual que se casa com o aristocrata Clifford, dono de minas de carvão em Wrgaby. Clifford pouco se importa com o sexo, mais preocupado com a “felicidade” intelectual/espiritual e posteriormente com seus negócios. Depois da participação na guerra, Clifford volta impotente e em uma cadeira de rodas. Constance – que havia perdido a virgindade antes do casamento - passa a ter uma vida estéril, vazia e sem emoção. Incapaz de encontrar o equilíbrio entre a felicidade física(que ela busca em um caso com o escritor irlandês Michaelis) e a felicidade espiritual(que às vezes ela pensa ter nos seus diálogos com Clifford ou em seus pequenos passeios pelo bosque). Quem vai chacoalhar sua vida e mostrar que as duas coisas são possíveis é o guarda-caças Oliver Mellors – por quem ela irá se apaixonar lentamente.


pintura de D.H. Lawrence

“O Amante de Lady Chatterley” foi censurado por mais de 3 décadas na Inglaterra e em diversos países de língua inglesa. O uso de palavras “indecentes”, as descrições dos atos sexuais, a relação entre uma burguesa e um trabalhador e a crítica à guerra, tudo isso era uma afronta à aristocrática ilha britânica. Para tentar ver a obra publicado em sua terra natal, Lawrence escreveu duas versões editadas do romance, que de tão diferentes podem ser consideradas novos livros. Só nos anos 60, com a liberação sexual, o sucesso dos autores beats e a descoberta de Henry Miller, é que a obra receberia a devida atenção. Para o leitor moderno, “O Amante de Lady Chatterley” não representará grandes sustos. A maior parte do livro trata das dúvidas existenciais de Constance, suas paixões e a vontade de escapar de Wrgaby. Quase uma “Madame Bovary”, menos ingênua e com um final mais feliz à sua espera. O clima esquenta no terço final da história. As relações entre Mellors e Constance são retratadas explicitamente, mais como algo natural, do que como pornográfico. O sexo é algo do qual nos devemos envergonhar? Algo extraordinário? Não, ele faz parte da receita da felicidade. O ritmo aumenta, as reflexões de Mellors e Constance passam a se tornar mais apaixonadas. Algumas passagens lembram os grandes discursos libertários de Henry Miller. Há um romantismo primitivista sempre presente. Um olhar crítico em relação à industrialização, ao ritmo acelerado e a ligação da sensação de satisfação, com a sensação de posse(“Se fosse possível fazê-las compreender que há grande diferença entre viver e gastar dinheiro. Se fossem educadas de modo a ‘sentir’ em vez de ‘ganhar e gastar’(...)”.) Pode soar ingênuo, mas são questões atuais, postas em pauta constantemente em nossos anos “sustentáveis”. É atual também a busca de uma terceira opção, entre o capitalismo industrial e a doutrinação bolchevique.
A editora Penguin lançou a primeira versão integral do livro na Inglaterra
O romance que parecia lento acaba no ápice. É como se todo o livro fosse um grande relacionamento. Do primeiro olhar ao gozo triunfante. A busca dos personagens é pela satisfação completa, independente de sua classe, idade ou da opinião pública. Busca pelo prazer – não o prazer hedonista de orgias, eternas bebedeiras, grandes gastos -, mas um prazer quase epicurista do amor, da boa comida, da diversão possível.


-Aí está! Alguma coisa invisível! Para mim mesmo, sou alguma coisa. Compreendo o sentido da minha existência, embora admita que ninguém mais a compreenda.


_E essa existência perderia o sentido se vivêssemos juntos?(...)
-Talvez.
_E qual o sentido da sua existência?
_Já disse que é invisível. Não creio no mundo, nem no dinheiro, nem no progresso, nem no futuro da nossa civilização. Para que a humanidade tenha um futuro é necessário que uma grande mudança se dê.(...)
_Quer que eu lhe diga? Quer que eu lhe dia o que você tem e os outros homens não têm?(...) Coragem dos próprios sentimentos, coragem da ternura; essa coragem que o faz pôr a mão no meu rabo e dizer que tenho um magnífico rabo!

Veja também:

2.5.10

Poison Ivy - Musas Rock 'n' Roll

-Todas as musas rock 'n' roll

Kristy Marlana Wallace (San Bernardino, California, 20 de fevereiro de 1953) é uma ruiva magrela que toca guitarra de forma razoável.

Sua personagem, Poison Ivy, é uma das mulheres mais rock 'n' roll do planeta, casada com Lux Interior(um Iggy Pop andrógino) - com que fundou o The Cramps - e encarnação de meia dúzia de fetiches pop.
Pra quem não sabe, The Cramps é uma banda surgida em 1976 nos EUA em plena explosão punk. São considerados os pais do psychobilly(punk + rockbilly) e foram figurinhas carimbadas na cena que se formou ao redor do notótrio CBGB em Nova York.

Ivy empunhou a guitarra, estampou capas, estrelou clipes e foi a musa inspiradora do esposo freakie(que aparecia sempre calçando sapatos de salto alto). Encarnando uma pin up fetichista e exagerada, Ivy debochava da própria figura de sex symbol.

Poison elouquecendo o maridão em "Like Bad Girls Should"


Veja também:
-Bettie Page a maior pin up da história
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