30.10.07

3 coisas que eu adoro e uma que eu odeio

Achei o disco do Foo Figthers novo bom. E eu nem sou super fã da banda, as músicas mais leves tão muito fodas.

Achei o disco da Nação Zumbi novo bom. Eu sou fã da banda, mas tinha achado o Futura regular. A faixa Inferno (com participação da Céu) tem vocais e texturas interessantes e a guitarra do Lúcio Maia ta mais foda que o normal.

Adoro listas. Vi duas agora: a dos 100 melhores discos de música brasileira da Rolling Stone e dos 100 melhores filmes da Bravo!

Odeio emos que sentam no meio dos shows, impedindo a passagem de todos. Principalmente em festivais com milhares de pessoas como o Tim Festival. Se você queria comprar água do outro lado tinha que chutar uns 10 moleques bundões que não agüentam 4 horas de show.

27.10.07

Buk, o velho tarado

-Leia mais contos

Falando em Bukowski ai vai um konto com a participação do próprio. Escrevi isso pro pseudo-livro "Amor em tempos de Aids". Quem tiver paciência que leia até o fim.

***
Buk, o velho tarado.

Eu já não tinha tantas ilusões em relação à literatura naqueles tempos. Me achava limitado, mas as pessoas diziam que eu escrevia bem. Não poesia. Nada disso! Jornalismo. Jornalismo?! Que merda é essa? Qualquer um escreve jornalismo, é tudo enrolação pura, mentiras... Um jornalista pode escrever qualquer coisa. Eu fazia notícias com versos. Poemas construídos com realidade. Alguns tinham cheiro de incenso ou felicidade, outros tinham cheiro de diarréia e morte. As pessoas não percebiam, diziam que meu texto era “gostoso de ler...”
Veja só: vinte e um anos, desempregado, barba rala, medo de pegar AIDS. Nunca tinha tido emprego fixo e minha mãe vivia me xingado por isso. Nunca tinha sido feliz ao lado de alguém e ia morrer sozinho. Era mais novo que Cristo, mas já tinha bebido de tudo, menos álcool puro. Até Absinto falsificado e cachaça caseira. Meu fígado tinha diminuído dez centímetros em um ano. E eu tinha diarréia sempre que exagerava na manguaça. Bebia cinco vezes por semana e exagerava três. Tinha semanas que eu bebia todos os dias e exagerava cinco, era uma conta humilde perto de alcoólatras ilustres como o senhor Charles Bukowski, escritor, poeta e bebum de talento.
Bastardo! Tudo que eu escrevia soava como cópia subdesenvolvida daquele velho tarado. Eu queria matar o Bukowski de novo só para ser original. Maldito filho da puta. Dormi as quatro da manhã. Fiquei assistindo filme pornô na televisão.
Acordei antes do meio-dia. Mal-humorado. A folgada da minha irmã(ia usar “vagabunda”, mas achei que soaria como puta) nunca acordava cedo. Por mais barulho que se fizesse ficava sempre dormindo. O telefone podia se esgoelar todo e ela não levantava a carcaça do lençol, às vezes até o tirava da parede, para não ter que se preocupar. Eu ainda tinha um pouco de responsabilidade.
_ Alô, quem fala?
A voz que respondeu soava velha e cansada. Parecia ser familiar, mas eu não sabia quem era. Odeio quando começam a conversar sem se identificar. O cheiro de whiskey barato exalava pelo telefone:
_ Seu maricas, o que está fazendo acordado a essa hora?
_ Um filho da puta ligou aqui em casa e não desistiu até me tirar da cama.
_ E por que você não tirou o telefone do gancho?
_ Porque me sobra um pouco de responsabilidade. Se meus pais morrerem, por exemplo, como é que eu vou saber?
_Essas coisas a gente sempre fica sabendo. Notícia boa é que não chega nunca. É por isso que você nunca vai ser poeta de verdade.
_ Quem é você, hein, seu desgraçado? Me ligando antes do almoço pra discutir poesia?
_ Você é uma cópia juvenil e terceiro-mundista do Bukowski, isso é que você é.
_ Ah, essa não... Vou desligar o telefone, velho doente.
_ Não gosta de ouvir umas verdades, meu bem? E você nem agüenta beber que nem macho... Tem vinte e um anos e já quer parar de tomar uns tragos.
_ Quem é você pra cuidar da minha vida? “Cê” anda me espionando? Aposto que é pederasta! Quer fazer sexo pelo telefone, é, velho tarado? Eu tenho vinte e um anos, mas já tenho cabelos brancos, to ficando careca, tenho pêlos no nariz e dor nas costas.
_ É, você também é azarado. Só que não tem personalidade... Essa idéia de conversar no telefone com um autor que te inspirou... Isso eu fiz nos anos setenta com o Heminghway e de uma forma bem mais criativa.
_ Ah! Vai se foder! Quem é você? Bukowski?Você me inspirou tanto quanto Nélson Rodrigues ou Rubem Fonseca. Aliás, senhor sabe tudo, foi o livro do Rubem Fonseca que eu recomendei pro Bernardo aprender a escrever kontos.
_ Olha, garoto, você até pode ter futuro, mas tem que ler o dobro e passar fome.
_ Eu vou passar a mão na sua bunda, velho veado!
_Você é muito macho pelo telefone, né, garotão? Só que tem medo de morrer e nunca entrou em briga de verdade.
_ Teve aquela vez na quarta série...
_ Que você tomou um murrão no nariz?
_ Velho bastardo...
_ Olha garoto liguei só pra você não desistir de escrever. Você tem talento...
_ Na poesia?
_ No jornalismo...
_ Velho, maldito! Qualquer merda faz jornalismo! Você também fez faculdade de comunicação e virou carteiro...
_ A gente tem que viver a vida antes de escrever.
_ Quer que eu vire carteiro?
_ Quero que você vire homem. “É tão fácil ser poeta e tão difícil ser homem”. *
_ Certo, velho. Espero que você seja o Buk, mesmo, sabe por quê?
_ Você vai chorar de emoção e pedir um autógrafo?
_ Não, eu vou te matar! Ai ninguém mais vai achar que eu copio Bukowski.
_ Pode vir franguinho, eu ainda tenho um bom cruzado de direita.
_ Velho bêbado, ainda vou te mandar pro inferno!

Desliguei o telefone na cara do imbecil. Depois me arrependi. Achei que pudesse ser o Bukowiski mesmo, afinal: nem todo mundo exala cheiro de álcool pelo telefone. Pelo menos, ele tinha dito que eu podia ter futuro. Resolvi continuar tomando cerveja e parar com a pinga. Continuei escrevendo jornalismo em versos e as pessoas continuaram falando que meu texto era “gostoso de ler”. Talvez não fosse nada. Acho que eu só estava ficando meio doido.

* Charles Bukowiski.
20/02/05.

25.10.07

Banda Milhouse - Essa Menina


Oh, Yeah! Banda Milhouse(Ana, Fred, Gabriel e TiTi) tocam Little Quail em Penápolis: "Oh, não essa menina não quer dar pra mim..."

"Cartas na rua", Charles Bukowski


São mais de uma da manhã. A música acabou e só ouço o som da respiração da Bárbara na cama. Terminei mais um livro do Bukowski ontem e fiquei me sentindo órfão... Acho que vou encarar um de crônicas do Frank Jorge(ex-Cascavelletes, ex-Graforréia Xilarmônica), mas tenho medo de ser furada. Por equanto, deixo ai a micro-resenha do Cartas na rua do velho Buk.

Micro-resenha: Cartas na rua, Charles Bukowski **** */*
Então chegamos à primeira novela de Bukowski, escrita quando o cara já estava na casa dos 50. É diferente: saem os tempos de vagabundagem hard e entram os 11 anos que o velho tarado passou nos correios. Rolam as transas com mulheres bêbadas, mas são mais raras, o foco são 3 mulheres: Joyce uma ricaça caipira do Sul com quem Buk casa e a família toda acha que ele quer dar o golpe do Baú, Betty seu grande amor vagabundo que morre e deixa o filho(uma das únicas 3 pessoas no seu enterro) e Fay com quem o autor tem uma filha. É um Bukowski mais calmo(lembra Hollywood), com menos palavrões, sexo e porra-louquice que os outros. Muitas críticas à escravidão do trabalho, à rotina do Correio(as intermináveis rotas que Chinaski tem que decorar). Começa com Buk como estagiário do Correio, ele desiste (perseguido pelo terrível Jostone), vai se virando com sub-empregos (parte que mais lembra os contos do autor) e é convencido por Joyce a arrumar um emprego (quando volta aos Correios) para provar aos outros que não é só um sangue-suga. Me lembrou Hemingway (influência assumida de Bukowski) em alguns momentos. Na cronologia da vida de Chinaski(seu eterno alter-ego) se encaixa entre “Factótum”(cujos fatos são precedidos por Misto-Quente) e Hollywood(seguido por O Capitão saiu e os marinheiros tomaram conta do navio).

-Leia a resenha do livro "Misto-Quente" de Charles Bukowski.

24.10.07

Medo e Delírio em Las Vegas – uma jornada selvagem ao coração do Sonho Americano

- Mais trailers legais


Micro-resenha: *** */*
Essa resenha ia sair assim na revista Mundo Estranho, mas como não tinha espaço acabou sendo super-editada. Deixo aqui a idéia original

Hunter S. Thompson
Editora Conrad

Se a ME fosse seguir as regras na sua seção de livros ela não deveria destacar “Medo e Delírio em Las Vegas” na edição de novembro, já que o livro foi lançado em agosto. Mas quem se importa? Estamos falando de Hunter S. Thompson o careca doidão que inventou o jornalismo gonzo e nunca respeitava as regras. Deram-lhe a missão de cobrir uma corrida de motos em Las Vegas e ele fracassou. Uma nova matéria sobre a convenção da polícia sobre as drogas? Fracassou novamente, gastando todo dinheiro em drogas, álcool e cassinos. Diante dessa situação qualquer um de nós estaria desesperado com o fim de sua carreira, mas Hunter dá uma banana para o jornalismo convencional e escreve um clássico onde ele é o personagem principal, transformando o fracasso em estilo. É o triunfo do perdedor!

Trailer do filme inspirado no livro de Thompson e estrelado por Johnny Depp:

Piores capas da Playboy


Esse é meu vídeo mais assistido. Tem 213,819 views no Youtube. Fiz pra revista Mundo Estranho, é minha versão do Waldick Waladão. Bem pior que meu irmão, mas ta valendo.
Falando em Mundo Estranho estreou no site a nova seção de SEXO! Clique aqui pra conferir!

15.10.07

Banda Milhouse: Show em Penápolis


Já postei alguma coisa do meus vídeos, filme, kontos, agora faltou a maior banda de "punk brega nerd progressivo samba" do mundo: Milhouse. Essa gravação tosca é do nosso primeiro show, que rolou em Penápolis, no Gordo's Bar.
São 3 músicas: Dormi na Praça versão punk, Garota Vida Louca e Morte por tesão do Cascavelletes.

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