11.5.10

História do Heavy Metal em BH - Ruído das Minas

Documentário produzido como TCC(olha só não é tão difícil, hein, molecada?) e exibido na Mtv, desvenda como a pacata BH se transformou na capital brasileiro do heavy metal exportando bandas como Sepultura, Sarcófago e Overdose. O vídeo traz depoimentos das principais bandas da cena e mais galera de fanzines e da clássica gravadora Congumelo Records. Histórias engraçadas, rancor contra o Sepultura  e vídeos e fotos raras estão na receita. Vale muito a pena pra quem se interessa pela história do rock brasileiro.


Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7


Parte 8


Parte 9


Parte 10


Parte 11


Veja também:
-Anvil: A banda que nunca estourou
-História do líder do Motörhead vira filme
-10 melhores baixistas de metal

9.5.10

Funk do Nerd - Banda Milhouse




Funk do Nerd
Me lembro muito bem dos meus tempos de criança
Eu era BV e não tinha esperança
Ser virgem era minha maldita sina
E pro Papai-Noel eu pedia uma mina

Bullying, Bullying, Bullying - Eu era um nerd bolinado e humilhado
Bullying, Bullying, Bullying - Na lata do lixo eu era atirado

No RPG eu era mago ou vampiro
E no recreio ninguém ficava comigo
Ficava lendo gibi do X-Men
E brincava escondido com meu boneco do He-Man

REF

Naqueles tempos eu era escoteiro
Me apaixonei pela minha mão e virei punheteiro
Usava aparelho e bigode pagodeiro
Ouvia Legião e me achava maloqueiro



Veja também:
-Winnie Cooper, a musa nerd
-Maiores nerds das séries de tv

-Blog oficial do Milhouse

7.5.10

Punk Rock Girls - The Queers

Clipes, rankings, trailers: sexta-feira é dia de postar vídeos punk bregas.


A primeira vez que vi este clipe foi no programa Gordo Pop Show - melhor programa que João Gordo já apresentou na Mtv. Depois reencontrei o Queers em mp3 e apresentações no Musikaos, mas nada superou o impacto dessas punk rock girls no imaginário de um adolescente rocker do interior. Em algum lugar do mundo, havia uma menina com franja vamp ou cabelo espetado espernado por você.

Veja também:

-Brody Dalle, a mais irresistível punk rock girl

-Por que o primeiro disco do Ramones mudou o mundo?
-Entrevista com os Garotos Podres


Letra de Punk Rock Girls
Leather jackets, stupid boyfriends,
poor report cards, life is just a ball
Hi- top Chucks and bubblegum and oh my gosh I'd
love to love them all
They're so cool their style is never cramped
Too much of everything and everyone is amped
Well, do't get hot and bothered
listen, I know I got problems
I also know just what this goofy world needs

Yummy yummy punk rock girls [x4]
I wish they all were punk rock girls

The smartest of the smartest and the sweetest of
the sweetest, they're the most
Me and Dr. Frank have both decided that we love
them more than toast
I wish they'd let me share their bubblegum
And let me hang with them and life would be so fun
I should be sedated cuz my heart is all inflated
I guess I gotta get me one or two

[Chorus]

I don't know where I'm going, but I know just
where I'd like to be
With my punk rock girlfriend kissing me
Let's

6.5.10

c' ést mon poème - Tereza Bettinardi

Tem uma indicação pra nossa galeria de jovens artistas e designers? Manda pro clube.ideias@gmail.com


Sabrina Barrios de Nova York, continuou na sua função de caça talentos e indicou uma designer/ilustradora que eu já conhecia, mas ainda não tinha fuçado o trabalho com afinco: a Tereza Bettinardi, que fez Curso Abril conosco.



A Tereza é gaúcha, já trabalhou em lugares como a editora Abril e o Máquina Estúdio. Talentosa, além de arrancar elogios dos designers por onde passa, ela ilustra, faz colagem e até HQ como vocês podem ver no trampo acima que ela produziu nos tempos de faculdade. Mais produções da guria no seu Flickr

>>Post originalmente publicado no Clube de Ideias

5.5.10

Balada do cão morto

-A parte mais sincera deste blog

















Tive um cachorro
Pequeno e bem dotado
Seu nome era Asterix
Morreu enfartado
Demorei mais de um mês
Pra chorar sua morte
Se foi meu cãozinho
E com ele minha sorte

Uma homenagem de Frico ao seu cachorro Asterix, in "Menino Uterino e outros Poemas de infância"

Veja também:

-Haikais animais
-Abuelita - uma homenagem pra vó

4.5.10

"O Amante de Lady Chatterley", D.H Lawrence - Resenha

D.H Lawrence
                                                             
por Fred Di Giacomo

O primeiro homem a desabrochar Anaïs Nin(1903-1977) para o sexo e a procura da plena felicidade “física / psicológica” não foi seu amante Henry Miller, foi D.H. Lawrence(1885-1930). E a autora francesa nem precisou dormir com o Lawrence, bastou o contato com as polêmicas obras do modernista inglês, para que ela escrevesse seu primeiro livro “D.H. Lwarence: An Unprofessional Study”, publicado em 1932.

Lawrence morrera há apenas 2 anos, e era visto como um pornógrafo, autor menor, cuja obra estava mais ligada a escândalos que a excelência literária. O escritor tivera uma carreira prolífica: pintara quadros e escrevera poesias, contos, peças de teatro e romances. Nessa última seara cravou o mais doloroso prego em sua cruz: “O Amante de Lady Chatterley”(1928). Romance robusto, “O Amante de Lady Chatterley” nos leva a Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial, um país em rápida modernização, um império aristocrático dançando no ritmo do jazz e transformando-se em potência capitalista. São os últimos anos da hegemonia britânica, antes da ascensão americana, que se cristalizaria com a Segunda Guerra Mundial. Sua personagem principal é Constance – Lady Chatterley – jovem burguesa de formação livre e intelectual que se casa com o aristocrata Clifford, dono de minas de carvão em Wrgaby. Clifford pouco se importa com o sexo, mais preocupado com a “felicidade” intelectual/espiritual e posteriormente com seus negócios. Depois da participação na guerra, Clifford volta impotente e em uma cadeira de rodas. Constance – que havia perdido a virgindade antes do casamento - passa a ter uma vida estéril, vazia e sem emoção. Incapaz de encontrar o equilíbrio entre a felicidade física(que ela busca em um caso com o escritor irlandês Michaelis) e a felicidade espiritual(que às vezes ela pensa ter nos seus diálogos com Clifford ou em seus pequenos passeios pelo bosque). Quem vai chacoalhar sua vida e mostrar que as duas coisas são possíveis é o guarda-caças Oliver Mellors – por quem ela irá se apaixonar lentamente.


pintura de D.H. Lawrence

“O Amante de Lady Chatterley” foi censurado por mais de 3 décadas na Inglaterra e em diversos países de língua inglesa. O uso de palavras “indecentes”, as descrições dos atos sexuais, a relação entre uma burguesa e um trabalhador e a crítica à guerra, tudo isso era uma afronta à aristocrática ilha britânica. Para tentar ver a obra publicado em sua terra natal, Lawrence escreveu duas versões editadas do romance, que de tão diferentes podem ser consideradas novos livros. Só nos anos 60, com a liberação sexual, o sucesso dos autores beats e a descoberta de Henry Miller, é que a obra receberia a devida atenção. Para o leitor moderno, “O Amante de Lady Chatterley” não representará grandes sustos. A maior parte do livro trata das dúvidas existenciais de Constance, suas paixões e a vontade de escapar de Wrgaby. Quase uma “Madame Bovary”, menos ingênua e com um final mais feliz à sua espera. O clima esquenta no terço final da história. As relações entre Mellors e Constance são retratadas explicitamente, mais como algo natural, do que como pornográfico. O sexo é algo do qual nos devemos envergonhar? Algo extraordinário? Não, ele faz parte da receita da felicidade. O ritmo aumenta, as reflexões de Mellors e Constance passam a se tornar mais apaixonadas. Algumas passagens lembram os grandes discursos libertários de Henry Miller. Há um romantismo primitivista sempre presente. Um olhar crítico em relação à industrialização, ao ritmo acelerado e a ligação da sensação de satisfação, com a sensação de posse(“Se fosse possível fazê-las compreender que há grande diferença entre viver e gastar dinheiro. Se fossem educadas de modo a ‘sentir’ em vez de ‘ganhar e gastar’(...)”.) Pode soar ingênuo, mas são questões atuais, postas em pauta constantemente em nossos anos “sustentáveis”. É atual também a busca de uma terceira opção, entre o capitalismo industrial e a doutrinação bolchevique.
A editora Penguin lançou a primeira versão integral do livro na Inglaterra
O romance que parecia lento acaba no ápice. É como se todo o livro fosse um grande relacionamento. Do primeiro olhar ao gozo triunfante. A busca dos personagens é pela satisfação completa, independente de sua classe, idade ou da opinião pública. Busca pelo prazer – não o prazer hedonista de orgias, eternas bebedeiras, grandes gastos -, mas um prazer quase epicurista do amor, da boa comida, da diversão possível.


-Aí está! Alguma coisa invisível! Para mim mesmo, sou alguma coisa. Compreendo o sentido da minha existência, embora admita que ninguém mais a compreenda.


_E essa existência perderia o sentido se vivêssemos juntos?(...)
-Talvez.
_E qual o sentido da sua existência?
_Já disse que é invisível. Não creio no mundo, nem no dinheiro, nem no progresso, nem no futuro da nossa civilização. Para que a humanidade tenha um futuro é necessário que uma grande mudança se dê.(...)
_Quer que eu lhe diga? Quer que eu lhe dia o que você tem e os outros homens não têm?(...) Coragem dos próprios sentimentos, coragem da ternura; essa coragem que o faz pôr a mão no meu rabo e dizer que tenho um magnífico rabo!

Veja também:

2.5.10

Poison Ivy - Musas Rock 'n' Roll

-Todas as musas rock 'n' roll

Kristy Marlana Wallace (San Bernardino, California, 20 de fevereiro de 1953) é uma ruiva magrela que toca guitarra de forma razoável.

Sua personagem, Poison Ivy, é uma das mulheres mais rock 'n' roll do planeta, casada com Lux Interior(um Iggy Pop andrógino) - com que fundou o The Cramps - e encarnação de meia dúzia de fetiches pop.
Pra quem não sabe, The Cramps é uma banda surgida em 1976 nos EUA em plena explosão punk. São considerados os pais do psychobilly(punk + rockbilly) e foram figurinhas carimbadas na cena que se formou ao redor do notótrio CBGB em Nova York.

Ivy empunhou a guitarra, estampou capas, estrelou clipes e foi a musa inspiradora do esposo freakie(que aparecia sempre calçando sapatos de salto alto). Encarnando uma pin up fetichista e exagerada, Ivy debochava da própria figura de sex symbol.

Poison elouquecendo o maridão em "Like Bad Girls Should"


Veja também:
-Bettie Page a maior pin up da história
-Todas as musas
-Por que o primeiro disco do Ramones virou um clássico?

Related Posts with Thumbnails