À Baudelaire e Rimbaud
Ó, spleen maldito
Terrível mal-estar erudito
Sensação rústica que angustia
Me acorda à noite e escurece o dia
Ó, spleen maldito
Depressão cinza que evito
Tristeza vil que quebra a sintonia
Suja meus sonhos e minha poesia
Mas quando purgarem pústulas minhas
Internas feridas dores que tinha
Serei livre dessa gélida prisão
Esquentará colorido meu coração
Serei novamente pura criança
Que, ao invés de passos, faz contradança
Veja também:
-Poesias de Augusto dos Anjos
-"Uma visão memorável", de William Blake
21.6.10
Spleen Maldito(ou parnaso deprimido)
27.5.10
Free Jazz com palavras - Jademir Rocha + Frico
Free Jazz com palavras
O resto é popVeja também:
- 6 discos para começar a ouvir jazz
-O evangelho segundo Louis Amstrong
-Charles Mingus por denis dme
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19.5.10
Insônia
-Rabiscos poéticos
Enquanto dormem os depressivos e pouco amados
Nós - os neuróticos - ficamos acordados
Sem conseguir nem mesmo as pálpebras cerrar
O denso ar no labirinto eterno a ressoar
Contando carnerinhos que atravessam as molduras dos sonhos
Rumo ao terreno onírico dos pensamentos medonhos
"Ela me ama de verdade?"
"Deus de nós tem piedade?"
"Serei eu feliz na vida?"
"Sou um bufão ou suicida?"
"Qual é a origem dessas dúvidas?"
"São lágrimas a desbotar minha íris úmida?"
Uma ida ao banheiro
Uma oração
Vontade de comer
Mudar de posição
E a madrugadora aurora devora a escuridão
Antes que Morpheu cumpra sua missão.
Frico odeia ter insônia, mas dorme tarde por livre e espontânea vontade todos os dias, porque é o único jeito de ter tempo para escrever.
Veja também:
-O Cântico dos Bantos
-Sabe qual é meu medo?
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5.5.10
Balada do cão morto
-A parte mais sincera deste blog
Tive um cachorro
Pequeno e bem dotado
Seu nome era Asterix
Morreu enfartado
Demorei mais de um mês
Pra chorar sua morte
Se foi meu cãozinho
E com ele minha sorte
Uma homenagem de Frico ao seu cachorro Asterix, in "Menino Uterino e outros Poemas de infância"
Veja também:
-Haikais animais
-Abuelita - uma homenagem pra vó

