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14.7.10

Breve história do rock de Penápolis (1985-2003)

Destruindo a Rotina

Achei no meio das minhas coisas um fanzine que nunca lancei contando de forma rápida a história do rock alternativo de Penápolis. Acompanhei as coisas de perto a partir de 1997, quando assisti o tal show do Dr. Ratazana no Colégio Coração de Maria. Pra história antes disso contei com a memória do André Gubolin, baterista de diversas bandas  e co-organizador do festival "Destruindo a Rotina". Quem lembrar de mais algum detalhe pode deixar comentários abaixo. A história aqui vai até 2003, quando eu já estava fora de Penápolis e o Praga de Mãe acabou.


-Uma poesia pra Penápolis
-Show da banda Milhouse em Penápolis


Praga de Mãe, 2001

Pré-História
Penápolis uma pequena cidade de cerca de 60.000 habitantes. Deserto roqueiro onde se encontrava o maior combustível  para  as bandas de garagem: o tédio. Sem muitas opções  de lazer não havia outra escolha a nãe ser se trancar em casa e rolar um som.

A cena toda se iniciou  na segunda metade da década de oitenta: as vilas da cidade fervilhavam, gangues de metaleiros brigavam entre si e se reuniam para ouvir death e trash metal. Nessa época surgiu a banda "Bárbaros do Metal". Chegou a rolar um certo intercâmbio com as cidades próximas como Araçatuba. Ocorreram alguns pequenos festivas precários nas vilas e até o Clube Corinthians tinha noites dedicadas ao rock. O undeground estava forte.

Apesar dessa  euforia inicial, com o fim da  sua única banda, a cena se desfez aos poucos. As brigas entre as gangues também acabaram  pichando o movimento. O rock voltaria apenas no início dos anos 90, saindo um pouco da periferia e migrando do metal para o punk...

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Hëllisch, 1996

Por volta de 1990, surgiram duas bandas fundamentais para a cena local: N.D.A. e Hëllisch. A Hëllisch surgiu de uma brincadeira entre amigos. Era uma galera que sempre se reunia: roqueiros, fãs de Ramones, adolescentes sem ter o que fazer. Eles se encontavam na escola "OCEU Positivo" e ficavam rolando som com os instrumentos da fanfarra, tudo na brincadeira e sem qualquer noção musical. Foi uma alegria  pra galera quando eles conseguiram tirar o primeiro som dos Ramones. Dessas jams surgiu a banda Orgasmo de Mandruvá, ainda com Alberico, que daria origem a Hëllisch. A Hëllisch foi a primeira, e por muito tempo única, banda de punk rock da cidade. Tocavam basicamente Ramones, mas também Raimundos, Sex Pistols e outras. Junto a Hëllisch surgiu o N.D.A., banda de pop/rock formada por Fernando, Rodrigo e Lucas Cazzela. As duas bandas tocaram por muito tempo sozinhas, sempre buscando novos lugares para se apresentar e reunindo cada vez mais roqueiros. Com a saída de Alberico, o Hëllisch passou a contar com Caio, no vocal; Cotonete, no baixo; Sassi na guitarra e Ifo, na bateria. Era um tempo de camaradagem  e extremo amadorismo, com a turma sempre junta.

Posteriormente, Ifo saiu e quem assumiu a baqueta foi o camarada da banda, Pio. Havia toda uma galera junta da banda como Gilson "Punk", André "Hëllichato" e as amigas Fernandas ou as "The Fers". Em 1996, a cena se fortaleceu com a volta das bandas de metal. Primeiro o thrash do Kreusá, formado por Eduardo "Vermeyo", Miguel Podre e Evandro e depois o MIND de André "Ramone" Gubolin(o Hëllichato), André Sinistro e Deley. Depois o Kreusá se tornaria HellFire, uma das melhores bandas da cidade, que contava ainda com Pevi no baixo.

A cena ia se expandindo e conquistando novos espaços: bares, escolas e praças. Valia tudo para tocar ao vivo. O N.D.A ficou célebre pelos covers de Mamonas Assassinas, incorporando, inclusive, a performance bem-humorada da banda nos palcos, com fantasias e tudo mais. Com o fim do N.D.A, Lucas formou a Tuna com Sandro, Ivan e Turcão. A banda madava covers de rock nacional e internacional, alternando um set acústico com rock mais tradicional. Entre 1997 e 1998, surgiria o Dr. Ratazana, formada por jovens de classe média que estudavam  no colégio "Coração de Maria". A banda fazia um som punk pop/grunge, com covers de Green Day, Nirvana e Raimundos. Inicialmente formada por Alexandre Soares, Matheus, Daniel "Pará" e Mancuso, logo o Ratazana teve sua formação alterada. A banda iria ensaiar com a bateria emprestada de André Ramone, cuja banda MIND havia terminado. André acabou tocando um pouco no ensaio e, como Mancuso não sabia  tocar direito,acabou ganhando seu lugar... Estrearam em um show antológico no "Colégio Coração de Maria" pra um bando de pirralhos empolgados. Essa foi uma das melhores apresentações da banda que quebrou tudo. Outro bom show foi um festival no antigo Kai Kan, que reuniu o Dr. Ratazana, o 1,99 e o HellF|ire. O HellFire, inclusive, em grande forma e com um público fiel que havia sobrado das sementes plantadas pelos metaleiros das vilas da cidade.  Mas, sem dúvida, o festival que melhor representou essa geração do rock de Penápolis foi o "Urbano Acústico: Concerto de Férias" realizado, óbvio, durante as férias escolares. Tuna, Dr. Ratazana, HellFire e Hëllisch(com Cotonete na bateria) subiram no palco nessa ordem e fizeram  a "Avenida", principal point dos jovens penapolenses, tremer com 5000 watts de potência. Nessa época, algumas bandas já tinham fita demo, caso do Dr. Ratazana e da Hëllisch.(Pioneira nas fitas demo e que posteriormente gravou também um cd independente). Logo o Dr. Ratazana acabou e André ficou tocando em duas bandas o 1,99(depois Katalepsya) com Bicão e Igor, e a Jam, um projeto deles com Cotonete.  Em 1999, Igor se afastou rapiddamente da Katalepsya e entraram Gabriel e Fábio. A banda passou a tocar metal - de Iron Maiden à músicas próprias de death metal, mas logo Igor voltou e Katalepsya e Jam se fundiram.

Com o fim do Ratazana, Matheus entrou na Hëllisch e Pará no Sandman, banda criada por Lucas Cazella para dar prosseguimento ao seu trabalho com a finada Tuna. Tocavam com eles, ainda, Sandro e Bruno Campanha.

Segunda geração
Gilvan em 2003, organizador dos primeiros festivais

Até ai o rock da cidade não passara por uma renovação. Em 1999 as coisas seriam diferentes. Começaram a aparecer novos roqueiros que, influenciados por Dr Ratazana, Hëllisch e Cia, resolveram procurar fazer um som. Um desses primeiros frutos foi o trio formado por Fred Di Giacomo, Rafael Kiwi e Tiago. A banda terminou logo, quando Fred foi atropelado por uma moto indo ao ensaio de bicicleta, mas esse embrião acabou dando origem, ao grupode de grunge Jockeypaul, futura Dinastia.

Outro festival rolou na Avenida com Sandman, Hëllisch, Katalepsya e Jockeypaul. No final do ano explodiram novas bandas. The Sexmaniacs de punk rock escrachado, Andarilhos do Asfalto de rock e punk  e Kisher que rolava Legião Urbana e punk.

O The Sexmaniacs teve vida curta e com a saída do baterista Shell deu origem ao Thelema, de Rodrigo "Popó" Peters, João Flávio, Tori e Maurício. Depois saiu Rodrigo  e entrou Alexandre Soares(ex-Dr Ratazana) passando pra um som mais pop com covers de Bon Jovi e Cássia Eller. Os Andarilhos do Asfalto também logo mudaram.  Formados pelos irmãos Di Giacomo(Fred e Gabriel) e Bruno "Brisa" Jardim a banda diminuiu o nome para Andarilhos e passou a contar com Edgar "Gaznso" na guitarra. Tocando som próprio("Fuga para parte Alguma", "Censurado", etc) punk tosco e donos de performances piradas, a banda se apresentou ao lado de Jockeypaul e Thelema até conhecer  a galera da Vila América.  A Vila América foi entre 1999 e 2000 um celeiro de bandas. Garotos roqueiros, ligados ao movimento estudantil, na maioria de origem humilde e com afinidade com punk e grunge, eles deram origem aos Militantes(ex-Kisher), Stranger(ex-Punks de Brinquedo) e posteriormente Indigentes. Essas bandas unidas aos Andarilhos passaram a organizar a nova cena local realizando diversos festivais com bandas de todo o noroeste paulista. Surgiu um forte intercâmbio com as cidades próximas como Araçatuba, Birigui, Rio Preto, Coroados e outras. A dobradinha mais recorrente que se pode ver nos palcos foi Andarilhos/Militantes que tocavam em todos os buracos possíveis, e se apresentaram, inclusive, ao vivo na Rádio Difusora. Outras bandas que apareceram, mas tiveram vida curta foram a Black Star, a Ponto G e os Gametas. Hëllisch e HellFire já haviam saído da cidade.  A Tuna voltou a ativa e chegou a gravar cd. Surgiram fanzines, incialmente o Ira!(dos irmãos Di Giacomo(ex-editores do Afrociberdeli@, ao lado de Rodrigo Popó) e em 2001 uma série como o "Manifesto Feminista"  e o "Rock Brasil". Ao lado das bandas um galera sempre comparecia aos shows e mantinha os contatos com o pessoal de fora: Rakel, Bia, Bina, Thaiana, Silvia, Peru, Andrei... Fred, Gabriel e Gilvan conseguiram um programa de rádio na Bandeirantes. Entre os festivais destacaram-se "O 1º Massacre da Guitarra Elétrica" e o "2º Karna Rock", ambos com a presença de Andarilhos(agora com Wilson nos vocais e Marcão do Valle na guitarra), dos Militantes(formados por Junior, Gilvan, Ga, Vandinho e Duardo) e de bandas de fora. Os festivais contaram com a presença maciça de público, o que demonstrava a força da nova cena local. Um busão cheio de anarcopunks de Araçatuba, ostentando uma bandeira do MST, decorou as ruas da pacata "princesinha da Noroeste". 

Em 2001, até março, o que se viu foi uma continuação desse movimento de bandas com som agressivo e fé no lema punk do "faça você mesmo". Mas em abril os Andarilhos se separaram e os Militantes(já experientes em shows pela região, especialmente no centro cultural anarcopunk Quilombola, de Araçatuba) começaram a parar de tocar. Dos Andarilhos surgiu o trio 100% punk/hardcore Praga de Mãe. Programou-se o festival "Destruindo a Rotina" com oito bandas, entre elas o Dr Ratazana(de volta com a formação original), o Praga de Mãe e os Militantes.

 Hardcore feminista era a praia do Grito Feminino

Muitas coisas viriam depois. Uma banda formada só por meninas(Grito Feminino), hardcore melódico, trocas de cartas e zines, mais shows pela região, apoio da prefeitura para realizar o 1º Encontro Regional de Rock. Uma nova geração iria arregaçar suas mangas e formar seus próprios grupos de garagem mantendo vivo o espírito rock 'n' roll de uma cidade caipiria. Já que em Penápolis, o tédio - principal combustível do rock - continua abundante.

Fred Di Giacomo.(ex-Andarilhos, ex-Praga de Mãe, ex-Mullets, ex-editor dos zines Ira! e Afrociberdeli@ e atualmente nas bandas Milhouse e Cuecas Rosas), com a colaboração de André "Ramone" Gubolin.

5.7.10

5 sons pioneiros do rap nacional

O hip hop chegou no Brasil nos anos 80, numa transição do que era o black power dos anos 70, para o que seria o rap nacional. B.boys, MC's e alguns grafiteiros se reuniam no centro de São Paulo, perto da estação São Bento para dançar e trocar ideia sobre música. Em 1988, André Jung e Nasi, da banda Ira!, produziram a coletânea "Hip Hop Cultura de Rua" para o selo Eldorado. Foi o disco que lançou Thaíde e DJ Hum(com "Corpo Fechado") e Mc Jack(de "A minha banana"). Algum tempo depois, sairia "Consciência Black" estrelando Racionais Mc's e sua "Pânico na Zona Sul". Um dos primeiros hits do movimento foi a ingênua e dançante "Nome de menina" de Pepeu. Junto com nomes como Código 13 e Athaliba e a Firma, ele fazia o hip hop revezar crítica social com músicas dançantes e animadas. Nélson Triunfo era o grande nome do break e, nos anos 90, a cena cresceria muito com várias bandas gravando discos em todos os estados do Brasil, principalmente depois da forcinha dada pela estreia de Gabriel, o Pensador - um branco de classe média que ajudou a popularizar o som entre todas os grupos sociais.

***

Quando eu fiz a lista dos 10 clássicos do rap nacional, meu critério foram músicas que foram importantes na época de seu lançamento, influenciaram outros grupos e ficaram na cabeça dos amantes do estilo até hoje. Mas faltaram alguns sons pioneiros, que hoje em dia não são mais tão lembrados, mas foram importantes por abrir caminho para tudo que veio depois. Desses, eu escolhi seis pra você curtir e relembrar. Aumente o som e divirta-se!


1)Nome de menina - Pepeu




2)Política - Athaliba e a Firma


3)Corpo Fechado - Thaíde e DJ Hum


4)A minha banana - Mc Jack


5)Pânico na Zona Sul - Racionais Mc's


Bônus:
Ndee Naldinho merece estar em qualquer lista de pioneiros do hip hop, sua história com o rap começa nos anos 80, quando a cena surgiu no Brasil. Como nasci em 84, só comecei a escutar som de verdade nos anos 90, quando descobri "Melô da Lagartixa" numa fita cassete de um camarada. Não achei a data exata da música, por isso deixei ela como bônus aqui nessa lista de sons das antigas.

Melô da Largatixa - Ndee Naldinho

30.6.10

"Não devemos nada a você", Daniel Sinker

-Conheça a autobiografia de Dee Dee Ramone

As coisas à sua volta acontecem muito rápido, você está ansioso pra fazer alguma coisa, mas não sabe por onde começar? Calma! Respire, compre (baixe ou roube) o livro “Não devemos nada a você” e leia todas as 30 entrevistas até o final. Pronto, agora você pode montar sua banda, seu coletivo, sua ONG ou sua própria gravadora. Você pode até mesmo sonhar em mudar o mundo e ter exemplos concretos de gente que trabalhou pra isso.

Inspiração é o que transborda das quase 300 páginas de conversas com figuras importantes da cena punk/alternativa americana que falaram com a revista Punk Planet, em seus 13 anos de vida. E lá estão veteranos do punk rock como Jello Biafra(ex-Dead Kennedys) e Ian Mackaye(ex-Minor Threat e Fugazi), mas também grupos novos como The Gossip e Los Crudos. Artistas hype como Miranda July, pensadores como Noam Chomsky e produtores como Steve Albini. Todos unidos pela vontade de fazer as coisas de forma independente, de achar uma alternativa ao status quo. “Do it yourself” grita para o leitor cada entrevista.

É bacana conhecer uma cena onde punk ou atitude alternativa não são coisas só de meninos rebeldes ou de figuras uniformizadas com moicanos e coturnos(nada contra moicanos, só contra padrões). Muitas das vozes de “Não devemos nada a você” saem de pessoas que vivem daquilo há anos. Que realmente fazem coisas práticas - como ajudar mulheres a abortar ou levar mantimentos para o Iraque – para mudar nossa sociedade. Pra quem se interessa por imprensa alternativa, rock, punk ou cultura independente é item obrigatório. Pra quem não se interessa por nada disso, é uma forma inspiradora de começar.

-Leia alguns contos punks, se tiver coragem.
-Todos livros explosivos que resenhamos


Capa da edição gringa - bem mais bacanuda que a nossa, né?



É só isso?
Não, também tem entrevistas com Thurston Moore(Sonic Youth), Bob Mould(Hüsker Dü & Sugar), Black Flag, Kathleen Hanna(Bikini Kill & Le Tigre), Sleater-Kinney, Porcell(Shelter), entre vários outros.




NÃO DEVEMOS NADA A VOCÊ

Organização e edição: Daniel Sinker
Edições Ideal
308 p. / R$ 40
www.idealshop.com.br


Daniel Sinker, criador da Punk Planet

25.6.10

Lamento Sertanejo

Às vezes, eu, nascido em Penápolis - noroeste paulista, cerca de 60.000 habitantes - sinto saudade do interior, sinto falta do mato. E me acho um caipira. Mesmo que, quando morasse lá, eu pensasse ser o mais urbano e descolado no meio daquele bando de capiau. Do contra era eu, torrando num sol de rachar com camiseta preta, achando a música sertaneja um vômito e as pessoas simples demais.

Mas às vezes, a simplicidade faz falta pra caramba. E o barulho da cigarra de noite, e o solzão na tua cabeça a pino, e o sotaque forte das pessoas, e o tempo passando devagar, a rede mole  a girar, a mangueira alimentando um bairro inteiro, os cachorros rindo com o rabo, o pai almoçando em casa, a gente jogado na calçada jogando papo pro ar.

Eu esqueço da velocidade dos carros, do salário suado, das opções variadas, dos restaurantes e bares 24 horas. Eu esqueço dos museus, da universalidade cosmopolita, do progresso. E eu lembro da música que meus pais ouviam em casa: 





Composição: Dominguinhos / Gilberto Gil

Por ser de lá

Do sertão, lá do cerrado

Lá do interior do mato

Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio

Eu quase não tenho amigos

Eu quase que não consigo

Ficar na cidade sem viver contrariado.

Por ser de lá

Na certa por isso mesmo

Não gosto de cama mole

Não sei comer sem torresmo.

Eu quase não falo

Eu quase não sei de nada

Sou como rês desgarrada

Nessa multidão boiada caminhando a esmo.

15.6.10

Umbabarauma 2010 - Mano Brown + Jorge Ben + galera da pesada



Dar destaque ou não para um vídeo produzido pela Nike para consolidar sua imagem entre os "mudernos e alternativos"? Sim,senhores, é a velha Nike, multinacional que explorava trabalho infantil em fábricas espalhadas pelo terceiro mundo. Mas desta vez ela resolveu usar seu dinheiro para uma "boa causa": trazer Mano Brown, ícone da música independente e do rap, para o mundo do groove brasileiro(particiam da gravação membros do Instituto, Nação Zumbi, Orquestra Imperial - além da cantora Céu) e para o lado de seu ídolo Jorge Ben. É um marco, o rapper até agora construira sua carreira isolado de músicos que não tivessem ligação com o hip hop. Ponto pra música, aliás, uma puta música, com um clipe muito bem editado, sem nada que se acrescentar sonoramente.

Fica só essa pulga atrás da orelha: é a Nike que tá usando o Mano Brown ou o Mano Brown que está usando a Nike? Se estou sendo muio chato com tanta reflexão, pode deixar o comentário aí embaixo.

Show do Milhouse + Bloco do Teodoro - Garage Estúdio Bar

O texto abaixo é da Ana Alice porque não pega bem eu falar da minha própria banda :-P


Quem viu, viu. Quem não viu, verá! Milhouse retorna ao Garage Estúdio Bar, reduto bacanudo nos arredores do glamuroso bairro da Pompéia, lá mesmo onde o Pink Floyd gravou um álbum ao vivo.

Anotem em suas cadernetas: 19 de junho, um sábado aprazível, tem o show do ano, em ritmo de Copa, ao lado dos malucos do Bloco do Teodoro. Começa às 18h e custa só R$6

Onde: Garage Estúdio Bar - R. Cel Melo de Oliveira, Pompeia
Quando: Sábado, 19/06, às 18h
Quanto: R$6

13.6.10

Pitty - Musas Rock 'n' Roll

-Todas nossas musas rock 'n' roll



Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, olhe essas fotos!

Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, ela refez fotos da diva Bettie Page, homenageou pin ups clássicas e também a Dita Von Teese!

Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, goste ou não da nega, ela é a mulher mais rock 'n' roll do mainstream brasileiro desde a Rita Lee. Ou você vai considerar Paula Toller, Fernanda Abreu e Ney Matogrosso?

Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, ela meteu guitarras heavy metal na orelha do brock, resgatou o baixista do Dead Billies e não ganhou as paradas com rebolation




Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, quem mais se encaixa aqui no Brasil varonil, no papel de musa do rock? Ela tem a franja certa, as tatuagens certas, as botas certas...

Porra, Frico! A Pitty no teu blog? Que brega...
É, ela é uma musa Punk Brega. Ponto.

Mina indie precisa de mais curva
Veja também:
-Courtney Love faz cara de mal pra posar nua
-Debbie Harry, a mulher mais bonita do rock 'n' roll
-Poiso Ivy o charme debochado do psychobilly

11.6.10

Cabeça de Nêgo - Sabotage

Sexta-feira é dia do santo descer com os vídeos de estimação do Punk Brega
Acho que essa é uma das músicas mais bonitas de rap nacional que já ouvi. A mistura de MPB, ponto de macumba e hip hop cantada por Sabotage e o Instituto é genial. É foda, sempre que escuto esse som fico triste por imaginar quanta coisa legal o Sabota poderia ter feito, se não tivesse sido assasinado. E fico pensando: quantos Sabotagens a gente não perde sem nem terem chegado a gravar um disco, por terem feito a escolha errada? Ou pela falta de escolha...

Veja também:
-Tiros, tretas e vagabundagem
-Mais música

9.6.10

Melhores bateristas do mundo - Lista da Rolling Stone

A Rolling Stone americana - talvez a mais influente revista de música da história - publicou essa lista com os melhores bateristas(sim de rock 'n' roll, como sempre) da história. Acho que é o único desses rankings grandes de "melhores" do rock que tem um brasileiro - o ex-Sepultura Igor Cavalera.

Tamanho é documento pra Neil Peart do Rush
-100 melhores guitarristas, segundo a Rolling Stone
-100 melhores baixistas
  • 1. Neil Peart (Rush)
  • 2. John Bonham (Led Zeppelin)
  • 3. Ginger Baker (Cream)
  • 4. Keith Moon (The Who)
  • 5. Terry Bozzio (Frank Zappa, Jeff Beck)
  • 6. Bill Bruford (Yes)
  • 7. Danny Carey (Tool)
  • 8. Mike Portnoy (Dream Theatre)
  • 9. Ian Paice (Deep Purple)
  • 10. Carl Palmer (Emerson, Lake, & Palmer)
  • 11. Stewart Copeland (The Police)
  • 12. Dave Lombardo (Slayer)
  • 13. Steve Gadd (Steely Dan)
  • 14. Vinnie Colaiuta (Frank Zappa, Sting)
  • 15. Carter Beauford (Dave Matthews Band)
  • 16. Tim Alexander (Primus)
  • 17. Simon Phillips (Toto, Jeff Beck)
  • 18. Rod Morgenstein (Dixie Dregs, Winger)
  • 19. Matt Cameron (Soundgarden)
  • 20. Dennis Chambers (Santana)
  • 21. Chad Wackerman (Frank Zappa)
  • 22. Phil Collins (Genesis)
  • 23. Mitch Mitchell (Jimi Hendrix Experience)
  • 24. Virgil Donati (Planet X)
  • 25. Max Weinberg (E Street Band)
  • 26. Vinnie Paul (Pantera)
  • 27. Ansley Dunbar (Jeff Beck, Whitesnake)
  • 28. Mike Shrieve (Santana)
  • 29. David Garibaldi (Tower of Power)
  • 30. Steve Smith (Journey)
  • 31. Josh Freese (A Perfect Circle)
  • 32. Alex Van Halen (Van Halen)
  • 33. Billy Cobham (Mahavishnu Orchestra)
  • 34. Bill Ward (Black Sabbath)
  • 35. Alan White (Yes)
  • 36. Carmine Appice (Beck, Bogert & Appice, Vanilla Fudge)
  • 37. Stanton Moore (Galactic)
  • 38. Nicko McBrain (Iron Maiden)
  • 39. Scott Rockenfield (Queensryche)
  • 40. Hal Blaine (Elvis Presley, Beach Boys)
  • 41. Joey Jordison (Slipknot)
  • 42. Marco Minnemann (Weirdoz)
  • 43. Cozy Powell (Rainbow)
  • 44. Tommy Aldridge (Whitesnake)
  • 45. Chester Thompson (Santana)
  • 46. Morgan Agren (Frank Zappa)
  • 47. Jeff Porcaro (Toto)
  • 48. Dean Castronovo (Journey)
  • 49. Mike Giles (King Crimson)
  • 50. Jeff Campitelli (Joe Satriani)
  • 51. Nick Mason (Pink Floyd)
  • 52. Greg Bissonette (Joe Satriani, David Lee Roth)
  • 53. Ralph Humphrey (Mothers of Invention)
  • 54. Mike Bordin (Faith No More)
  • 55. Ringo Starr (The Beatles)
  • 56. Zak Starkey (The Who)
  • 57. Jon Theodore (The Mars Volta)
  • 58. Phil Ehart (Kansas)
  • 59. Clive Bunker (Jethro Tull)
  • 60. Jimmy Chamberlain (Smashing Pumpkins)
  • 61. Charlie Watts (The Rolling Stones)
  • 62. Lars Ulrich (Metallica)
  • 63. Brian Mantia (Primus)
  • 64. Mike Sus (Possessed)
  • 65. Jason Rullo (Symphony X)
  • 66. Dave Grohl (Nirvana, Scream)
  • 67. Pat Mastelotto (King Crimson)
  • 68. Mick Fleetwood (Fleetwood Mac)
  • 69. Raymond Herrera (Fear Factory)
  • 70. Brann Dailor (Mastodon)
  • 71. Matt McDonough (Mudvayne)
  • 72. Scott Travis (Judas Priest)
  • 73. Jack Irons (Red Hot Chili Peppers, Pearl Jam)
  • 74. Roger Taylor (Queen)
  • 75. Jose Pasillas (Incubus)
  • 76. Earl Palmer (session man)
  • 77. BJ Wilson (Procol Harum)
  • 78. Joey Kramer (Aerosmith)
  • 79. Gene Holgan (Death)
  • 80. Danny Seraphine (Chicago)
  • 81. Igor Cavalera (Sepultura)
  • 82. Brian Downey (Thin Lizzy)
  • 83. Travis Barker (Blink 182)
  • 84. Taylor Hawkins (Foo Fighters)
  • 85. Nicholas Barker (Dimmu Borgir)
  • 86. Paul Bostaph (Slayer)
  • 87. Chad Smith (Red Hot Chili Peppers)
  • 88. Brad Wilk (Rage Against The Machine)
  • 89. Alan Gratzer (REO Speedwagon)
  • 90. Matt Sorum (Guns N' Roses, Velvet Revolver)
  • 91. John Dolmayan (System of a Down)
  • 92. Chad Sexton (311)
  • 93. Mark Zonder (Fate's Warning)
  • 94. Gary Husband (Level 42)
  • 95. John Densmore (The Doors)
  • 96. Jon Fishman (Phish)
  • 97. Al Jackson (MG's)
  • 98. Jim Gordon (Derek and the Dominos)
  • 99. Dave Abbruzzese (Pearl Jam)
  • 100. Sean Kinney (Alice in Chains)

2.6.10

Brasil Heavy Metal - Teaser

-Todos posts de música

BRASIL HEAVY METAL - TEASER from BRASIL HEAVY METAL on Vimeo.

Se vai mesmo sair eu não sei, faz tempo que estão prometendo a estreia desse documentário sobre a cena heavy metal no Brasil, mas a coisa parece boa. Tem depoimento de todos os grandes nomes da música pesada no Brasil - pelo que vi, com exceção do vovô Max, é claro. Se ganhar as telonas e DVDs, "Brasil Heavy Metal" se junta a outras boas produções sobre o rock brasileiro como "Guidable", sobre o RDP, e "Ruido das Minas", sobre o Metal em BH.

Veja também:
-10 grandes baixistas do heavy metal.
-Melhores documentários sobre rock 'n' roll.
-Documentário sobre o "Anvil".

1.6.10

Umbabarauma 2010 - Mano Brown, Jorge Ben, Pupillo, Céu, Thalma de Freitas e grande elenco



Como amiguinhos muito bem informados, vocês sabem que a Nike já cagou bastante no mundo. Seja na Copa de 98( :-P, hehehe), seja colocando criancinha nos confins da Ásia pra costurar bola e tênis. Mas ok, se era pra eles fazerem alguma coisa decente, eles bancaram esse clipe + música + documentário que tirou Mano Brown do isolamento musical e o jogou cara a cara com Jorge Ben, Pupillo da Nação Zumbi, DJ Zegon, Daniel Ganjaman e as cantoras Negresko Sis (Anelis Assumpção, Céu e Thalma de Freitas).Parece que o negócio ficou bom. Vamos esperar pra ouvir.

28.5.10

"Can you love me?" - Forgotten Boys

Sexta é dia de vídeo. E esta sexta é dia de festa rock 'n' roll.

"Can you love me?" foi a primeira música do Forgotten Boys que eu ouvi. Até hoje, acho uma das melhores da banda(ao lado de "Babylon" e "Lady of My Morning"). É do primeiro disco dos caras - o mais punk de todos de 2000.  Antes dos caras virarem um quarteto de hard rock e começarem a tocar em português, antes do Guns ganhar a disputa com os New York Dolls, o Forgotten foi uma das minhas bandas preferidas.
Can You love me? - Letra
You don't realize how much I need you
girl I always miss you and
i'll be by your side now and forever

i never want to hurt you
i always want to hold you
so please girl, give me one more chance

Ref: can you love me? (like I love you)

Veja também:
-Red Hot Chili Peppers tocando Ramones
-Minhas canções favoritas

24.5.10

10 músicas clássicas do rap nacional

Sim, sim, dava pra fazer umas 3 listas com clássicos do rap nacional. A primeira poderia ser só com  as músicas do começo do movimento, de caras como Athaliba e a Firma, Pepeu e Ndee Naldinho. Outras poderiam trazer as que  fizeram mais sucesso ou com as que foram mais influentes. Eu não pretendo rabiscar nenhuma dessas. A ideia aqui não foi listar as melhores, mas 10 músicas que marcaram época e que são conhecidas(ou deveriam) por todo mundo que curte hip hop. A maioria delas conseguiu ultrapassar a barreira de gêneros e fez sucesso fora do mundo do rap também. Tentei equilibrar aquelas boas pra animar bailes, com outras mais preocupadas em passar uma mensagem.  Foquei no final dos anos 90 porque foi a época em que ouvi mais esse som, e é de lá que vem meu saudosismo com "um tempo bom que não volta nunca mais".

-Outras listas

Diário de um detento - Racionais Mc's
"Fim de semana no parque" foi uma das primeiras músicas dos Racionais que ouvi - no rádio mesmo - no meio dos anos 90. Eu era bem moleque e alguns anos depois eles estourariam com "Sobrevivendo no Inferno". Ouvi esse disco diversas vezes, prestando atenção em cada detalhe das letras. "Diário de um detento" virou, provavelmente a música mais conhecida do rap nacional. Do playboy do colégio ao empacotador do supermercado, todo mundo sabia a letra de cor. Tem outras boas mais antigas("Mulheres Vulgares", "Hey Boy", "Pânico na Zona Sul"), mas poucas marcaram tanto quanto esse relato do cotidiano no Carandiru.


Senhor Tempo Bom - Thaíde e DJ Hum
Muita gente acha que o grande clássico de Thaíde é "Corpo Fechado" que saiu  na coletânea "Hip Hop Cultura de Rua", de 1988. Ela tem sua importância pioneira,  mas "Senhor tempo bom" se tornou um hino, uma homenagem funkeada aos clássicos black power que acabou se tornando, ela mesma, um clássico, animando bailes por todo o Brasil desde que foi lançada em 1996.


Rap é compromisso
- Sabotage
Infelizmente, Sabotage só lançou um disco em vida. Foi o suficiente para entrar pro pódio do hip hop nacional com uma cadência chapada nas rimas e influências de samba, chorinho e MPB que faziam a diferença em seus raps. Ao lado de "Respeito é pra quem tem" e "Um bom lugar", "Rap é compromisso" é uma das melhores composições que Sabota deixou antes de ser assassinado.


Fogo na Bomba
- De Menos Crime
"Fogo na Bomba" ultrapassou os limites do rap, virou grito de guerra de maconheiros espalhados por todo Brasil, ganhou espaço em show de rock e foi um dos grandes hits de 1999. Ralando desde 1987 em São Mateus, os manos do De Menos Crime fizeram muita gente que nem curtia hip hop ter o refrão dessa música na ponta da língua. Pra quem gostar vale ouvir "Burguesia" e "A Bola do Mundo"


Tic Tac
- Doctors Mc's
Tic Tac deve ter sido um dos clipes de rap mais exibidos no extinto Yo!,  da Mtv. Pra mim ela tem um puta gosto de nostalgia. O Doctors normalmente fazia um som mais animado, bom pra galera bater cabeça, mas foi nessa baladinha bem-humorada que os caras conseguiram criar um clássico maior que a própria banda.


Us mano e as mina - Xis
Outro megahit que ultapassou os limites do hip hop, "Us Mano e as mina" tinha a força de um refrão de torcida e fez a galera começar os anos 2000 cantando rap. Xis já estava na correria há anos, tocava a gravadora 4P com KL Jay, tinha passado pelo DMN e gravado "De Esquina", com Dentinho. Mas foi na simplicidade divertida dessa faixa que ele encontrou o caminho pro sucesso.


O Trem - RZO
O RZO é respeitado por toda sua história, gravou diversas músicas, fez parcerias com artistas que vão de Charlie Brown Jr a Sabotage, passando pelo Instituto. A banda de Pirituba, revelou - também - o talento de Sabotage e Negra Li pro mundo. Mas pra mim, o grande momento dos caras é essa música, presente no disco "Todos são manos", de 1999.


Cada um por sim - Sistema Negro
O Sistema Negro foi o responsável por colocar Campinas no mapa do rap. Em 1994, "Cada um por si" virou um clássico instântaneo das festas de hip hop - e do já citado Yo!. Diziam que o som dos caras era gangsta, mas as letras eram muito mais retrato e crítica da violência, do que a apologia que os rappers gringos faziam. Faz parte do disco "Ponto de Vista".


Casa Cheia - Detentos do Rap
Antes de 509-E e outras bandas formadas na cadeia fazerem sucesso, o Detentos do Rap abriu caminho com "Apologia ao crime", gravado em 1998 na Casa de Detenção de São Paulo. O disco vendeu 30.000 cópias e tornou o refrão "É o Carandiru está de casa cheia/Muito veneno no ar/ e muita droga na veia" um crássico.



De Esquina
- Dentinho e Xis
Em 1997, os rappers Dentinho e Xis(então no DMN) se juntaram pra gravar esse rap que fala sobre a paranoia da cocaína. A faixa foi produzida pelo Thaíde, abriu caminho pra carreira solo de Xis e ganhou até versão samba na voz da cantora Cássia Eller.


5 músicas pioneiras do hip hop brasileiro
Em breve uma lista com as músicas que marcaram o começo do gênero no Brasil com mais Thaíde e Racionais e também Pepeu, Athaliba e a firma, MC Jack e outros

Discordou? Sugira outras músicas aí embaixo!

Veja também:
-Entrevista com Nelson Triunfo, pioneiro do hip hop
-Mais uma noite : ralando num puteiro do interior

18.5.10

10 bandas clássicas do heavy metal brasileiro - anos 80

Nos anos 80 o mundo viu o metal se popularizar e multiplicar-se em diversas vertentes. Foi nessa década também que o gênero começou no Brasil. Haviam três cenas no país: BH com suas bandas agressivas, o isolamento do resto do Brasil e a Cogumelo Records servindo como gravadora, loja e ponto de econtro; São Paulo com som mais trabalhado, tretas com punks e skinheads e as grandes galerias; e o Rio de Janeiro que era uma cena menor, mas tinha os pioneiros do Dorsal Atlântica, o Azul Limão e o Caverna 2 - pico dos headbangers locais. Outras sons pipocavam aqui e ali, como o Stress, que surgiu no Pará, mas o grande foco era em Minas Gerais e em São Paulo.

A cena teria um grande empurrão com a realização do festival Rock in Rio, em 1985, que trouxe Ozzy e AC/DC, mas também rendeu a infame alcunha de "metaleiros", dada aos cabeludos pela rede Globo. Segundo o polêmico João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, no livro "Sepultura: Toda a História": (...) em São Paulo, metaleiro era tudo riquinho, filhinho de papai, que andava de carrinho bacana e óculos espelhado. Cheguei na casa do Paulo(do Sepultura, em BH) e não acreditei: era uma puta favela!(...) Os moleques eram muito mendigos, usavam tênis rasgados com o dedão aparecendo.(...)Depois fui na casa do Max e do Igor. Juro que nunca vi tanta zona: tinha uns 50 metaleiros espalhados pela casa".

***
A seleção de bandas abaixo é só uma amostra das  dezenas que rolavam nos anos 80. Os vídeos históricos são divertidos e inusitados, mas muitos pecam pela má qualidade de som e imagem. Sim, alguns grupos ficaram de foram: Holocausto, Chakal, Anthares, etc, mas os que entraram na lista já dão um bom panorama do que rolou nos anos 80.

Azul Limão
"Satã Clama Metal" era o hit! Banda formada entre 1981 e 1982, no Rio de Janeiro por Marcos Dantas e o baixista Vinícius Mathias, lançou dois discos: “Vingança” e “Ordem e Progresso”. Cantavam em português e faziam um som mais tradicional com influências da NWOBHM,  do Judas Priest e AC/DC.
Curiosidade:Se utilizavam do nome bizarro para tocar em lugares onde uma banda de metal nunca pisaria.(O que rendeu algumas tretas com organizadores de show inconformados com o peso da banda.)


Dorsal Atlântica
Pioneiros da fusão de metal e hardcore, esse trio carioca, liderado por Carlos "Vândalo" Lopes, foi uma influência seminal pro Sepultura. Gravaram seu primeiro disco, "Ultimatum",em 1984, ao lado da banda Metalmorphose.Em 1998, um abaixo assinado com 40 mil assinaturas os levou a tocar no Monsters of Rock.  Curiosidade: Sua singela marca registrada é a música PCD(Pau no cu de Deus).



Overdose
Se o Korzus se aproximava mais da cena mineira pelo seu som pesado, no começo o Overdose estava mais próximo musicalmente dos headbangers de São Paulo. Cantando em português, com um som mais melódico e guitarras virtuosas, o grupo foi o primeiro a se destacar na cena de BH. Formado em 1983, debutaram num split ao lado do Sepultura e depois passariam a cantar em inglês, tornando seu som mais pesado. Em 1993, assinaram com uma gravadora internacional, o que lhes rendeu turnês pelos EUA, Canadá e Europa.
Curiosidade: Tiveram o som sabotado, quando abriam o show para Ramones e Sepultura, em BH, o que provocou rusgas com a banda dos irmãos Cavalera. 


Stress
É curioso que a possível primeira banda de heavy metal do Brasil tenha surgido em 1974, no Pará. O Stress foi formado por roqueiros de Belém, numa época em que bandas como Casa das Máquinas e O Terço eram o que havia de mais pesado no Brasil. Fizeram seu primeiro show em 1977, e foram deixando seu som mais pesado e próximo do que seria o New Wave of British Heavy Metal. Em 1982, gravaram o primeiro disco solo de uma banda de heavy brasileira. E em 1985, lançaram o segundo pela Polygram.
Curiosidade: Levaram 20.000 pessoas  ao estádio "Cururu", no lançamento de seu disco, em 1982.


Sarcófago
Sarcófago é uma das bandas mais peculiares da cena metal brasileira. Nunca chegaram a grande mídia como Sepultura, Ratos de Porão ou Viper, mas mantiveram uma áurea cult e grande influência em toda cena black metal mundial. Formada, em 1985, por Gerald "Incubus" Minelli, a banda longo contou com a entrada de Wagne"Antichrist" Lamounier, nos vocais e guitarra, recém saído do Sepultura em um treta que muitas vezes  seria motivo pra porrada. Arquinimigos do Sepultura ou não, as duas bandas acabaram sendo as maiores expoentes da cena de BH. Umas mais undeground, a outra mais mainstream. Uma mais ligada as tendências, a outra fiel as raízes. As duas com seguidores no mundo inteiro e sua contribuição registrada no cenário internacional.
Curiosidade: Mesmo sendo ignorados pelo mainstream tupiniquim, são considerados uma das primeiras bandas de black metal e um dos primeiros grupos a usar a batida "blast beat", contribuição do batera D.D. Crazy. 


Viper
Nos começo dos anos 90, o Viper foi a "segunda maior banda de metal do Brasil", com direito a excursão e disco ao vivo gravado no Japão. Formada em São Paulo, em 1985, pelos irmãos Passarell  e o, então pirralho, André Mattos no vocal, o Viper chegou a ser chamado de "Iron Maiden Brasileiro", everedando depois para um metal mais melódico.
Curiosidade: Com a saída de Mattos, o som do grupo teve fases mais simples e pesadas e acabou num disco obscuro, quase pop/rock, com direito a cover de Legião Urbana.


Korzus

É uma das bandas mais tradicionais do thrash metal brasileiro, trazendo fortes influências de Slayer ao longo de sua carreira. Começaram em 1983, lançando os dois primeiros discos em português. Fizeram um show histórico no "Monsters of Rock", em São Paulo, em 1998, cuja gravação virou um disco ao vivo em 2000.
Curiosidade: O guitarrista Silvio Golfetti, que teve que deixar a banda por causa de um problema no braço, substituiu Andreas Kisser, durante alguns shows do Sepultura na Europa.


Harppia
O Harppia foi fundado em São Paulo, em 1984, e contou sempre com o baterista Tibério Correa Neto nas baquetas. É uma das dezenas de bandas que se candidatar a "primeira gravação de um disco de metal", por "A Ferro e Fogo", lançado pela Baratos Afins.
Curiosidade: Por sua formação passaram diversos músicos da cena hard rock/metal paulistana, como o vocalista Percy Weiss, ex-Made in Brazil.



Sepultura
Ok, talvez o Sepultura devesse ser hours concours e nem entrar nessa lista. Banda brasileira mais bem sucedida no mercado internacional, nome que virou sinônimo de som pesado no Brasil, o Sepultura começou de forma mambembe, em 1984, com os irmãos Cavalera e o amigoWagner Lamounier(Sarcófago)  de cara pintada, braceletes nos braços e até uma peruca e capacete nazista - na cabeça de Igor. Logo passaram a cantar em inglês, gravaram um split com o Overdose em 1985(Bestial Devastation/Século XX) e o resto é  história da Cinderela headbanger que todos conhecem.
Curiosidade: Porra, o vídeo abaixo, onde você assiste a primeira formação clássica com Jairo T na guitarra.


Salário Mínimo
Veteranos da cena paulistana, os caras do Salário Mínimo começaram a ralação em 1977 e participaram da crássica coletânea SP Metal Vol.1, em 1984. Liderados pelo vocalista figura China Lee, desde os anos 80, lançaram o disco Beijo Fatal em 1987, pela RCA e voltaram a ativa em 2004.
Curiosidades: O fã clube da banda chegou a receber uma média de 2000 cartas por mês


Aguentou ler tudo isso? Parabéns! Você é um true banger! Leia mais abaixo:
-Documentário conta a origem do metal em BH.
-Lista dos 10 maiores baixistas do heavy metal.
-Chaos A.D: o disco que mudou o Sepultura

11.5.10

História do Heavy Metal em BH - Ruído das Minas

Documentário produzido como TCC(olha só não é tão difícil, hein, molecada?) e exibido na Mtv, desvenda como a pacata BH se transformou na capital brasileiro do heavy metal exportando bandas como Sepultura, Sarcófago e Overdose. O vídeo traz depoimentos das principais bandas da cena e mais galera de fanzines e da clássica gravadora Congumelo Records. Histórias engraçadas, rancor contra o Sepultura  e vídeos e fotos raras estão na receita. Vale muito a pena pra quem se interessa pela história do rock brasileiro.


Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7


Parte 8


Parte 9


Parte 10


Parte 11


Veja também:
-Anvil: A banda que nunca estourou
-História do líder do Motörhead vira filme
-10 melhores baixistas de metal

9.5.10

Funk do Nerd - Banda Milhouse




Funk do Nerd
Me lembro muito bem dos meus tempos de criança
Eu era BV e não tinha esperança
Ser virgem era minha maldita sina
E pro Papai-Noel eu pedia uma mina

Bullying, Bullying, Bullying - Eu era um nerd bolinado e humilhado
Bullying, Bullying, Bullying - Na lata do lixo eu era atirado

No RPG eu era mago ou vampiro
E no recreio ninguém ficava comigo
Ficava lendo gibi do X-Men
E brincava escondido com meu boneco do He-Man

REF

Naqueles tempos eu era escoteiro
Me apaixonei pela minha mão e virei punheteiro
Usava aparelho e bigode pagodeiro
Ouvia Legião e me achava maloqueiro



Veja também:
-Winnie Cooper, a musa nerd
-Maiores nerds das séries de tv

-Blog oficial do Milhouse

7.5.10

Punk Rock Girls - The Queers

Clipes, rankings, trailers: sexta-feira é dia de postar vídeos punk bregas.


A primeira vez que vi este clipe foi no programa Gordo Pop Show - melhor programa que João Gordo já apresentou na Mtv. Depois reencontrei o Queers em mp3 e apresentações no Musikaos, mas nada superou o impacto dessas punk rock girls no imaginário de um adolescente rocker do interior. Em algum lugar do mundo, havia uma menina com franja vamp ou cabelo espetado espernado por você.

Veja também:

-Brody Dalle, a mais irresistível punk rock girl

-Por que o primeiro disco do Ramones mudou o mundo?
-Entrevista com os Garotos Podres


Letra de Punk Rock Girls
Leather jackets, stupid boyfriends,
poor report cards, life is just a ball
Hi- top Chucks and bubblegum and oh my gosh I'd
love to love them all
They're so cool their style is never cramped
Too much of everything and everyone is amped
Well, do't get hot and bothered
listen, I know I got problems
I also know just what this goofy world needs

Yummy yummy punk rock girls [x4]
I wish they all were punk rock girls

The smartest of the smartest and the sweetest of
the sweetest, they're the most
Me and Dr. Frank have both decided that we love
them more than toast
I wish they'd let me share their bubblegum
And let me hang with them and life would be so fun
I should be sedated cuz my heart is all inflated
I guess I gotta get me one or two

[Chorus]

I don't know where I'm going, but I know just
where I'd like to be
With my punk rock girlfriend kissing me
Let's

12.4.10

Modern Guitar Hero - Melhores guitarristas dos últimos 30 anos

Tá, que merda, eu adoro uma lista. Lista de música então...E a BBC lançou agora o resultado da enquete que escolheu os melhores guitarristas dos últimos 30 anos. Abaixo os vencedores, votados por mais de 30.000 pessoas.

1. John Frusciante - Red Hot Chili Peppers
2. Slash - Guns n' Roses
3. Matt Bellamy - Muse
4. Johnny Marr - The Smiths
5. Tom Morello - Rage Against The Machine
6. Kirk Hammett - Metallica
7. Jonny Greenwood - Radiohead
8. Prince

9. Jack White - White Stripes
10. Peter Buck - REM

Veja também:

11.4.10

Brody Dalle - Musas Rock 'n' Roll

-Todas musas rock 'n' roll

Provavelmente a mais perfeita musa punk(não, não me venha com Siouxsie ou Nancy), Brody Dale - a anja torta de cabelos negros e grande olhos azuis - já partiu o coração de Tim Armstrong, do Rancid, e, hoje em dia, responde como senhora Josh Homme(Queens of The Stone Age).

Além de quebrar corações no reino das guitarras pesadas, a bela foi vocalista, líder e titular das 6 cordas, na eterna promessa Distillers, que lançou o primeiro disco em 2000. A banda acabou em 2005, e hoje Brody toca no Spinnerette.




Veja também:
-Confira as curvas de Bettie Page, a rainha das pin ups
-Assista "Last one to die", do Rancid

9.4.10

Acknowledgment - John Coltrane, 1965

Sexta-feira é dia de vídeo aqui no Punk Brega.

Versão ao vivo raríssima da primeira faixa do clássico do jazz "A Love Supreme"



Pra quem quiser ouvir a música inteira:


Gostou? Veja também:
-Resenha de "A Love Supreme" e + 5 clássicos do jazz
-O Evangelho Segundo Louis Amstrong

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