-Outros trailers
Deve chegar às telonas este ano o documentário sobre a vida e carreira do Lemmy, um dos caras mais legais do rock 'n' roll. O trailer é de 2008, mas, pra quem não viu ainda, vale conferir Mick Jones(Clash), Slash e Dave Grohl pagando pau pro tiozão mais barulhento do mundo. Mais informações aqui.
-Mais notícias sobre música
10.1.10
Lemmy - The Movie: Trailer do documentário sobre o líder do Motörhead
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7.1.10
Luz Del Fuego - Musas com cérebro
-Nossas musas
Dora Vivacqua nasceu em Cachoeiro do Itapemirim(sim, a cidade do rei Roberto Carlos), no Espírito Santo, em 1917. Foi musa do poeta Carlos Drummonde de Andrade, que conheceu durante a infância em Minas Gerais. Enquanto seus irmãos tornavam-se políticos famosos, Dora apresentava-se como dançarina/vedete em circos e teatros. Foi nesta época que adotou o nome Luz Del Fuego, tirado de uma marca de batom argentina. Uma viagem para Europa despertou Luz para o naturismo e o vegetarianismo. Criou na "Ilha do Sol" o primeiro Clube de Naturismo do Brasil. Morreu, brutalmente assassinada, em 1967.
-Vídeo da pin up Dita Von Teese
Luz tornou-se um ícone do naturismo e do feminismo no Brasil, tendo adotado atitutes muito avançadas para sua época. Em sua homenagem foram feitos um filme - estrelando Lucélia Santos - e uma música de Rita Lee, gravada no clássico álbum "Fruto Proibido"
Saiba mais:
-Biografia de Luz
-Conheça o filme em que Lucélia Santos vive Luz
Fotos de outras musas:
-Leila Diniz
-Fernanda Young
-Simone de Beauvoir
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6.1.10
Um ruído para o sex appeal - Mateus Valadares






O Mateus foi a primeira pessoa que eu conheci e achei que era um gênio. Mineiro de BH, formado em design e publicidade, faz ilustras com colagem, tem fala divertida e ideias que o seguem como uma nuvenzinha. Cedeu o trabalho de conclusão da pós pra gente e finalmente estreou aqui no Clubinho.
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5.1.10
Filmes que eu vi no feriado do Natal

Não tinha muito o que fazer no feriado do Natal de 2009. Estava em Penápolis com meu pai, minha irmã e minha mãe. Aproveitei pra ver os filminhos abaixo.
1)Katin: O Massacre
A diferença entre o Stálin e o Hitler era o estilo do bigode.
2)Lawrence da Arábia
Épico, clássico, longo e nem um pouco chato. Vale muito a pena assistir
3)Gran Torino
Imagine se Dirty Harry tivesse se aposentado. Filme de macho. Macho velho, mas ainda macho.
4)Ensaio Sobre a Cegueira
Fernando Meirelles segue acertando. Acho que o filme se perde um pouco quando os cegos fogem do confinamento, mas nada que comprometa a boa impressão.
5)Pecado da Fé
Chato. Muito chato. Nem Tim Roth, nem Gerard Depardieu salvam.
6)Cabra marcado para morrer
Sempre falaram bem desse primeiro documentário do Coutinho. E é tudo verdade.
7)Maus Hábitos
Delírio anticlerical divertido saído da cachola do Almodóvar
8)Ventos de Liberdade
A independência da Irlanda narrada pela relação de dois irmãos guerrilheiros. Palma de Ouro em Cannes.
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4.1.10
"Viva Zapata", Elia Kazan: 19ª Sessão do Clube de Ideias
Viva Zapata!
Mais uma vez nos debruçamos sobre o México apreciando um belo charuto Montecristo. A revolução mexicana de 1910 foi objeto da nossa discussão, após assistirmos ao filme “Viva Zapata!” de Elia Kazan de 1952, com roteiro de John Steinbeck.

Marlon Brando transformado em mexicano é o protagonista. O filme conta também com a bela atuação de Anthony Quinn, como general e irmão de Zapata (Brando). O professor Teixeira lembra que o filme é quase didático na abordagem da Revolução mexicana, mas não deixa de ser a visão de “Holiude”.
O professor Machado lembra que Glauber Rocha escreveu em “O século do cinema” (pg. 50 51), que “Kazan,..., conseguiu transmitir, influenciado por Que Viva México, de Eisenstein, a paisagem mexicana com grande plasticidade. Mesmo negando o valor da revolução quando pretende provar que os chefes se corrompem quando atingem o poder, pôde, sob o ponto de vista cinematográfico, ser mais objetivo, mesmo intencional, mais vivo.”
O filme apresenta um ponto nebuloso sob o ponto de vista histórico quando Zapata aparece como dirigente político burocrata derrubando o general Huerta se transformando em presidente do México. Tal situação não aconteceu alerta o professor Figueiredo.
Fomos reconstituindo alguns episódios da história da Revolução mexicana admirando a bela fotografia do filme de Kazan.
Dessa forma, o processo revolucionário deve ser compreendido a partir da queda de Porfírio Díaz que ficou no poder durante um grande tempo (1877 a 1911), modernizando o país: avanços no campo da ciência, industrialização, livre comércio. Mas seu governo estava associado à Igreja Católica, aos grandes proprietários e especuladores. É a fase de grande concentração de terras, e a situação dos trabalhadores no campo é dramática. Ocorre também grande dependência do capital norte-americano.
Amplo descontentamento popular devido à corrupta classe dominante e seus associados no clero e governo provoca a eclosão de revoltas no campo e cidades (operários organizados em sindicatos anarquistas). É a Revolução de 1910, que contou com a participação ativa da mulher (a soldadera).
Elites políticas sob o comando de Francisco Madero (que não é tão débil como o filme procura demonstrar), tentam impedir o continuísmo político, através de um levante armado, que se transforma em revolta social, devido ao levante de camponeses liderados por Pancho Villa e Emiliano Zapata.
A figura de Zapata não é a de um simples índio analfabeto, que se transformou em liderança, como o filme acaba induzindo, mas era um homem politizado assessorado por anarquistas. No filme a figura de Fernando Aguirre (Joseph Wiseman) emissário de Madero, está mais para representante do comintern, que afirma que a máquina de escrever é a espada da mente e tece a seguinte consideração sobre os revolucionários zapatistas: isso tudo é muito desorganizado.
Em 1911 Madero vence eleições e vira presidente. Sob pressão de Zapata é elaborado o Plano Ayala onde é lançada à luta contra o governo de Madero e apresenta as reivindicações camponesas: reforma agrária no sul através de sistema coletivo de ocupação da terra com a participação do povo nas decisões (eleição de tribunais, etc.). Sob o lema “Terra e Liberdade” ocupa a Cidade do México por três vezes entre 1914 e 1915.
Em 1913 ocorre um golpe contra Madero, que foi fuzilado com o vice-presidente. Assume o general Huerta que ameaça os opositores.
Em 1914 encontro entre Zapata e Villa (no filme Allan Reed) em Xochimilco, levando a invasão da cidade do México. Em janeiro de 1915 a cidade do México é governada pelos representantes da Convenção, mas expulsos da cidade pelo general Obregón.
No estado de Morelos Zapata aplica a reforma agrária, redistribuindo as terras às aldeias indígenas e defende as fronteiras do estado até maio de 1916.
Os generais Victoriano Huerta e Venustiano Carranza, chegam ao poder e fracassaram na realização da reforma agrária.
No governo de Carranza é promulgada a nova constituição (1917), onde se estabelece a reforma agrária; protege os operários; garante o controle do Estado sobre o subsolo. Mas as reformas destroem o espírito revolucionário.
O filme omite a intervenção freqüente dos Estados Unidos no processo revolucionário, chegando a ocupar algumas regiões do México, como Vera Cruz para garantir seus interesses e deter o carro revolucionário.
Era preciso derrotar Zapata não só no campo militar, mas destruí-lo. Para isso entra em cena o Coronel Jesus Guajardo, enviado por Carranza, para eliminar Zapata através de um ardil fingindo estar passando para o lado de Zapata. O ardil leva a execução de Zapata em 1919.
Mas o espírito de luta prossegue, pois os camponeses no filme não acreditam na morte de Zapata, simbolizado pelo seu cavalo, livre que segue em direção às montanhas, embrião da resistência atual dos zapatistas do subcomandante Marcos.
Para encerrar ficamos contentes com a leitora da 16ª Sessão do Clube de Idéias, a Sra. Elisa Franca como mais uma entusiasta do tirar a roupa e descobrir o ócio.
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3.1.10
Poesia da minha irmã - Frico Giacomo
Uma parceria e homenagem com Marina Di Giacomo
Minha irmã pensa que
É um risco abstrato
Numa natureza morta
Num dia em que chovem
Lírios e metais pesados
Acho esse pensamento equivocado
Nossa família parece toda
Uma natureza coloridamente abstrata
Rodeada de uma sociedade morta
Que ignora
Mas lá fora
A Esperança chove
E seria bom que a gente
Se deixa-se banhar um pouco
E ser - então
borrão
-Drogas
Frico já foi punk, anarquista, jornalista, baixista, poeteiro, ator, filho, namorado, culpado e inocente. Mas nunca deixou de escrever e sonhar.
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1.1.10
Livro que li em 2009 - Retrospectiva
Achei que 2007 ia ser meu ápice nerd, mas depois de passar 2008 lendo quadrinhos e jogando videogame, voltei aos livros em 2009, priorizando os clássicos - com quem estava em dívida. Aí está a listinha que li ano passado. Os asteriscos equivalem a estrelas. Não me preocupei em uma classificação objetiva, por isso alguns clássicos podem não estar tão bem cotados quanto livros menos conhecidos. O critério da pontuação é o que me tocou mais.
33) Dez dias que abalaram o mundo, John Reed ***
32) O Seminarista, Rubem Fonseca *** */*
31)Mensagem, Fernando Pessoa ****
30) O Processo, Franz Kafka ****
29) As Flores do Mal, Charles Baudelaire ****
28) Evangelhos:
Evangelho Segundo São João, São João *** */*
Evangelho Segundo São Marcos, São Marcos ****
Envangelho Segundo São Mateus, Mateus *** */*
27) Fausto, Johan Wolfgan van Goethe ****
26) Sexus, Henry Miller *****
25) Memórias Inventadas – A segunda Infância, Manoel de Barros ***
24) Últimos Poemas(O mar o os sinos), Pablo Neruda ***
23) Conversas com Woody Allen, Eric Lax **** */*
22) O Clube do Filme, David Gilmour ** */*
21) Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa *****
20) Memórias Inventadas - A infância, Manoel de Barros ****
19) Canções de Experiência, William Blake ***
18) Canções de Inocência, William Blake ** */*
17) Folhas de Relva, Walt Whitman *****
16) O Matrimônio Entre o Céu e o Inferno, William Blake ***
15) Pulp, Charles Bukowski ***
14) Zen e a arte da Manutenção de Motocicletas – Uma investigação sobre valores, Robert M Pirsig *****
13) Um bonde chamado desejo, Tenesse Willians ****
12) Édipo, Rei, Sófocles *****
11)Um parque de diversões da cabeça, Lawrence Ferlinghetti ****
10) Odisséia, Homero *****
9) Adeus às Armas, Ernest Hemingway ****
8) Esperando Godot, Samuel Beckett ****
7) Coração Envenenado: Minha Vida com os Ramones, Dee Dee Ramone, com Veronica Kofman ** *1/2
6) Coração das Trevas, Joseph Conrad ****
5) Triologia Suja de Havana, Pedro Juan Gutierrez *** *1/2
4) Madame Bovary, Gustave Flaubert *** *1/2
3) Madame Satã, Marcelo Leite de Moraes** *1/2
2) Fama & Anonimato, Gay Talese ****
1) Ao Sul de Lugar Nenhum: Histórias da vida subterrânea, Charles Bukowski ****
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