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23.3.10

Gal Costa - Musas com cérebro

- Musas: Ideias na cabeça e curvas no corpo
-"Sgt. Peppers" o gatilho da psicodelia mundial

Sim, não adianta fazer cara feia. Punk Brega também tem seu lado bicho-grilo e Gal Costa se encaixa em todas nossas categorias de musas. Além de se juntar a outras mulheres de atitude no "Musas com Cérebro", Gal tinha o show mais rock 'n' roll do Brasil, em 1971, quando movia seu "Fa-Tal - Gal a Todo Vapor" a amplificadores Marshall importados da Inglaterra e preenchidos pelos solos ácidos de Lenny Gordin -substituído posteriormente por Pepeu Gomes. E Gal também foi pin up por um dia. Muito antes das coroas enxutas Marina Lima e Angela Vieira, em 1985, ela - com quase quarentinha - estampou a capa da antiga revista "Status".

-Conheça a biografia de Timothy Leary o papa da psicodelia

Antes de virar diva jazzística e sucesso brega, Gal foi a musa do desbunde brasileiro. Nascida Maria da Graça Costa Penna Burgos, em Salvador, 26 de setembro de 1945, começou a carreira ao lado de Gil e Caetano. Assim como a dupla, fez a transição de influências de João Gilberto para The Beatles, que resultou no Tropicalismo. Quando Gil e Caetano estavam exilados na Europa(depois da prisão no final de 1969), foi nas mãos de Gal que ficou a responsa de ícone da contracultura tupinambá. Vinda de uma sucessão de discos clássicos, a baiana estreiou o show "Gal a Todo Vapor", com direção do poeta Wally Salomão e músicas de gente como Jards Macalé, Jorge Ben e Luiz Melodia.

Com o melhor som para rock do Brasil, a genialidade de Lenny Gordin(um dos maiores mestres das 6 cordas que passaram por essas terras),a sexy appeal da musa e composições frescas de novos nomes da MPB, o espetáculo virou parada obrigatória para todos os malucos do Brasil, especialmente os hippies do Rio. Gal era musa de homens e mulheres. Segundo a própria cantora, em declaração para a revista Bizz, em 2006: "Ouvi de amigos que, durante o show, haviam meninos e meninas se masturbando." A praia que a sereia baiana frequentava em Ipanema ficou conhecida como "Dunas da Gal" e passou de um lugar poluído para ponto cult que reunia Jorge Mautner, Novos Baianos e outras figurinhas do undegrudi brazuca.

-Saiba mais: a Bizz dissecou as gravações de "Fa-Tal: Gal a Todo Vapor"


Da maior importância


O disco seguinte, "Índia"(1973), seria o último grito da fase "Janes Joplin baiana", depois a cantora ganharia as paradas com álbuns mais populares e menos criativos. Em 1978, geraria polêmica ao assumir em entrevista que dormia com mulheres. Hoje pode parecer banal, mas aqueles eram tempos caretas, mora?

Veja também:
-Fotos de Leila Diniz
-Fotos de Luz del Fuego

-Fotos da Fernanda Young

7.1.10

Luz Del Fuego - Musas com cérebro

-Nossas musas



Dora Vivacqua nasceu em Cachoeiro do Itapemirim(sim, a cidade do rei Roberto Carlos), no Espírito Santo, em 1917. Foi musa do poeta Carlos Drummonde de Andrade, que conheceu durante a infância em Minas Gerais. Enquanto seus irmãos tornavam-se políticos famosos, Dora apresentava-se como dançarina/vedete em circos e teatros. Foi nesta época que adotou o nome Luz Del Fuego, tirado de uma marca de batom argentina. Uma viagem para Europa despertou Luz para o naturismo e o vegetarianismo. Criou na "Ilha do Sol" o primeiro Clube de Naturismo do Brasil. Morreu, brutalmente assassinada, em 1967.

-Vídeo da pin up Dita Von Teese

Luz tornou-se um ícone do naturismo e do feminismo no Brasil, tendo adotado atitutes muito avançadas para sua época. Em sua homenagem foram feitos um filme - estrelando Lucélia Santos - e uma música de Rita Lee, gravada no clássico álbum "Fruto Proibido"



Saiba mais:
-Biografia de Luz
-Conheça o filme em que Lucélia Santos vive Luz


Vídeo raro conta a história de Luz e mostra ela dançando.






Fotos de outras musas:
-Leila Diniz
-Fernanda Young
-Simone de Beauvoir

26.12.09

Leila Diniz - Musas com cérebro

-Fotos das nossas musas


"Como diz Leila Diniz, homem tem que ser durão..." era assim que Erasmo Carlos a cantava no seu samba-rock "Coqueiro Verde".

E Leila Roque Diniz (Niterói, 25 de março de 1945 — Nova Délhi, Índia, 14 de junho de 1972) não estava só nas músicas. Estrelava novelas e filmes, estampava capas de revista e preenchia seus miolos com entrevistas bombásticas, como a famosa que deu ao Pasquim em 1969. Nessa ocasião cravou a frase: "Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra."

Odiada pelas classes mais conservadoras da época, foi um símbolo da libertação feminina nos anos 60, conquistando atenção geral tanto pelas suas formas, quanto por suas ideias vanguardistas.

-A nudez de Simone de Beauvoir

4.12.09

Fernanda Young - Musas com cérebro

-Galeria de musas


Acho que fui a única pessoa que ficou feliz quando soube que Fernanda Young ia ser capa da Playboy. Sempre curti o estilo(mezzo rocker, mezzo pin up) da escritora e apresentadora de 39 anos. E tem também o fetiche intelectual, é interessante que uma capa da Playboy já tenha publicado 8 romances.



Prometo ler algum livro da Fernanda em 2010. Se for bom, publico alguma coisa aqui. Por enquanto, fiquem com a listinha de "motivos"(intelectual na Playboy, tem dessas :-P), que Young deu para fazer as fotos nuas:


1) Salvar o erotismo das mãos da breguice.
2) Não devo nada a ninguém.
3) Em alguns lugares do mundo, mulheres ainda são obrigadas a tampar seus corpos.
4) Vingança pura e simples.
5) Nos meus livros, eu me exponho mil vezes mais
6) Vou fazer 40 anos ano que vem.
7) Irritar a minha mãe.
8) Estou me lixando para o que os idiotas vão achar.
9) É a primeira vez na história que a coelhinha da Playboy tem 8 romances publicados.
10) Não existem ex-BBBs suficientes (aleluia).

-Simone de Beauvoir feminista e feminina
-Bettie Page, a rainha das pin ups

22.7.09

Simone de Beauvoir - Musas com cérebro

-Outras musas com cérebro



Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir - mais conhecida como Simone de Beauvoir (Paris, 9 de janeiro de 1908 — Paris, 14 de abril de 1986) - não precisava ter o belo corpo, fotografado quando ela estava com 42 anos pelo americano Art Shay, que mostra na foto acima, para conquistar nossa admiração. Beavouir foi uma escritora, filósofa existencialista e feminista francesa. Escreveu romances, ensaios e biografias, entre os quais se destacam "O Segundo Sexo" (1949), análise sobre o papel das mulheres na sociedade, e "A velhice" (1970). Foi companheira de Satre, com quem teve um relacionamento aberto famosíssimo, e deixou suspirando dúzias de escritores, intelectuais e militantes de esquerda.

Recentemente ganhou vida nos palcos brasileiros através da peça "Viver Sem Tempos Mortos", brilhantemente intepretada por Fernanda Montenegro.

Conheça mais sobre a obra dessa intelectual francesa aqui.

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