No final de 2004(terceiro ano de faculdade) tínhamos um grupo na Unesp-Bauru desesperado pra produzir. Estágio só era possível no 4o. ano e mesmo assim o sindicato dos jornalistas marcava em cima. Poucas vagas pra muitos alunos, você tinha que inventar seu espaço. Criamos na época um coletivo de comunicação chamado "Mídia Livre"(nome nada original) e um dos resultados mais bacanas foi o programa Baderna que fizemos durante 3 meses na TV COM - Bauru. A gente fazia tudo: câmera, edição, luz, roteiros, atuação, figurino. Foi uma puta experiência. Deixo ai a abertura do programa e os créditos pra Gabriel Rocha, Rodrigo Lobo, Danilo Lagoeiro, Marcelo Ricciardi, Helô Pisani e Morena Madureira.
6.10.07
Baderna: Programa de humor em Bauru
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Melhores coisas do mundo
No meu trabalho na editora Abril, provavelmente o que eu mais gosto de fazer são os vídeos do site da Mundo Estranho. Nossa última criação foi o "Melhores coisas do Mundo"(programa no qual eu só faço os roteiros) com dois manos apresentando o que existe de mais "fino no mundo". Nosso último programa contou com a participação de "Bruninho Mini-Metal" filho do "motoqueiro,metaleiro, maloqueiro, farofeiro" e webmaster do site da Mundo Estranho, Bruno Bezerra. O moleque conseguiu conquistar a atenção de todos.
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Entrevista com João Gordo - parte 1
Entrevista que fizemos(Eu, Bárbara dos Anjos, Artur Louback, Gustavo Heidrich e Felipe Van Deursen) para o site da revista Mundo Estranho.
-Segunda parte da entrevista
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5.10.07
Guido deve morrer: meu filme
Eu tenho um filme guardado na gaveta de casa. Pra quando eu for velhinho escreverem: "aos 20 anos fez um filme com seu irmão, Gabriel Rocha. Uma mistura de Tarantino com Hermes e Renato. "
É trash mas me enche de orgulho. Cultura Racional, mistério policial, rock 'n roll, Gabinete do Dr Caligari, tudo filmado com uma câmera high 8 e 50 reais no bolso.
O trailer ta ai embaixo
http://www.youtube.com/watch?v=GB_3IWUHZsE
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2.10.07
Micro-resenha1: Hamlet, Príncipe da Dinamarca, William Shakespeare *****
Li “Romeu e Julieta” quando tinha uns 12 ou 13 anos e não me lembro muito das impressões. Fiquei um bom tempo longe do Shakespeare e hoje, dez anos depois, fui ler Macbeth pra variar um pouco minhas leituras que estavam quase 100% “beat + gonzo + literatura marginal”. Achei bom, mas não genial, fiquei com uma pontinha de “mas Shakespeare é só isso” na cabeça... E aí, fui ler “Hamlet”. E não precisei de mais nenhum argumento a favor do careca inglês. Estão lá todas as frases que viraram clichê: “Ser ou não ser”, “Há algo de podre no reino da Dinamarca”, “Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor sua vã filosofia”. Está lá todo uma estrutura da busca de vingança que se torna tragédia que foi repetida centenas de vezes depois. Hamlet é o príncipe inconformado que não aceita que sua mãe tenha se casado com irmão de seu pai logo depois do patriarca ter morrido, supostamente picado por uma cobra. Quem irá alertar Hamlet sobre a falsidade da história é o próprio espectro de seu pai em busca de justiça. Na busca por vingança, Hamlet acabará destruindo a família de sua amada Ofélia, provocando uma busca pela “vingança da vingança”, 500 anos antes do filme coreano Old Boy e seu intrincado roteiro de vendeta.
-Assista um trecho do filme Hamlet!
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L.S.D.
(Lembrança Sobre as Drogas)
Ontem, eu saí de casa
E esqueci meu cérebro na rua.
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TIC-TAC, o maior anão do mundo.
Tic-Tac, tic-tac. O anão. Ah, não! Não cabia mais em seu próprio corpo. Sentia medo, sentia amor, sentia idéias novas e sentia muito.
Tic-Tac, tic-tac. Era o coração do anão batendo. Coração gigante, que já não cabia naquele peitozinho frágil.
Tic-Tac, tic-tac. O maior anão do mundo era o menor gigante também. Um pequeno homem com alma de titã.
Tic-Tac, tic-tac. A cabeça doendo, o sexo querendo. O coração desejando. Era os minutos no relógio , a batida do Carnaval, os tiros no morro.
Tic-Tac, tic-tac. Seu corpo já não agüentava o peso da alma, a força das asas. O espírito queria lhe fugir pela boca. O pequenino o segurava com as mãos. Fechava os dentes para não cuspir o âmago.
Tic-Tac, tic-tac.Caminhava rápido pela rua, virando depressa como sempre. Sentia-se mal, sentia-se...
Tic-Tac, tic-tac. E finalmente aconteceu, como um orgasmo eletrônico. Agora feliz percebeu: crescia sem parar.
Tic-Tac, tic-tac. BUM! Explodiu numa noite carioca o primeiro homem bomba do subúrbio fluminense.
06/02/05.
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