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2.7.10

Tales of Rat Fink - Documentário sobre "Big Daddy" Ed Roth

Sexta-feira nos sintonizamos os mais estranhos filmes e clipes na nossa tv Punk Brega

-Tudo sobre quadrinhos
-Fotos de Cadillacs antigos

Pra você quem curte carros, cartuns ou contracultura(e entende inglês) o filme abaixo - "Tales of Rat Fink" - é um prato cheio. Em uma hora e catorze minutos mezzo bizarros(grande parte das entrevistas foi feita com "carros falantes"), mezzo engraçados, você fica conhecendo a cutltura dos hot rods & kustom cars(carros exoticamente customizados) , algo que transformou nosso tradicionais "objetos de consumo poluentes" em arte - aliás, segundo o filme, a única arte genuinamente americana. Além de liquidar a massificação dos carangos, transformando-os em esculturas únicas, Ed Roth também foi responsável pela criação do anti-Mickey Mouse, Rat Fink, e de outros bichos escrotos que ganharam páginas de revistas, álbuns de figurinha e também camisetas e, claro, carros. Aliás, Ed foi um dos criadores das camisetas com mensagens e ilustrações que todo mundo usa. É que até Ed botar seus monstros nelas, essas peças serviam mais como roupa de baixo.

Movido pela trilha sonora surf music dos The Sadies, o documentário -narrado por John Goodman - aposta numa linguagem pouco tradicional, cheia de animações e que foge dos clichês do gênero.

28.6.10

Maiores maconheiros da ficção - Top 5

por Bárbara dos Anjos e Fred Di Giacomo

Enquanto na vida real, os políticos ficam passando a bola da questão da legalização uns pros outros, na ficção os artistas já resolveram que está tudo liberado. Proporcionalmente à diminuição da presença do tabaco nos filmes, séries e quadrinhos, a marijuana tem tomado a ponta das drogas mais populares, tornando-se o verdadeiro cigarrinho de artista. Fizemos esta lista baseada em filmes, séries, quadrinhos e livros, confiando em nossa memória e baseado em que nós podemos fazer quase tudo.

5) Capitão Améria e Billy The Kid, “Easy Rider” – cinema



O filme é fruto de uma viagem de Peter Fonda. E a gente pode dizer isso literalmente. O ator contou para o escritor Lee Hil no livro “Sem Destino” (Editora Rocco) que teve a ideia para o roteiro do longa em 1967, após fumar um baseado e olhar o cartaz de divulgação de “The Wild Angels” – longa sobre uma gangue de motoqueiros que ele atuou em 1966. Em Easy Rider, os personagens Capitão Améria e Billy The Kid cruzam os EUA de moto. Assim como o filme, o clima das gravações também foi totalmente hippie: o ator Jack Nicholson já revelou em entrevistas que na famosa "cena do mato" fumou cerca de cem (!!!) baseados. Easy Rider foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original em 1970. O enredo não ganhou o prêmio da Academia mas com certeza merece o título de filme mais maconheiro de todos os tempos.

4)Wood e Stock – Quadrinhos

Eles pediram carona, fumaram maconha, usaram sandálias de couro, fumaram maconha, tocaram rock 'n' roll, fumaram maconha e... envelheceram!(Mas continuam fumando...) Wood & Stock são uma versão nacional de Cheech & Chong, só que 30 anos mais velhos. Criados pelo quadrinista Angeli, a dupla de "eternos hippies carecas cabeludos" já queimou estoques quilométricos de "orégano" em tirinhas, álbuns de quadrinhos e no longa-metragem de animação "Wood & Stock - Sexo, óregano e rock 'n' roll", que contou em sua trilha sonora com doidões da estirpe de Arnaldo Baptista, Rita Lee e Júpiter Maçã.


3) Eric, Fez, Kelso e Hyde, That’s 70 Show – Séries de TV


Como a própria Kitty, mãe da família Foreman disse: “Nosso porão parece Amsterdã”. Sim, a série retratava os anos 70, mas nunca se viu tanta gente chapada no horário nobre americano e nem por tanto tempo! Durante oito temporadas, a série retratou o dia-a-dia de um grupo de adolescentes em Wisconsin, EUA. Entre calças boca-de-sino, pôster das Panteras e uma trilha sonora cheia de rocks psicodélicos estilo The Who, Led Zeppelin e Stones, Eric Foreman e seus amigos ficaram boa parte dos oito anos da série no porão da sua casa, fumando muuuita maconha. As discussões chapadas sempre renderam cenas engraçadíssimas! Nunca teremos certeza, mas apostamos que a erva que eles fumavam na série era boa: afinal chegaram a dividir a roda com o legendário Tommy Chong, que fez participações especiais como o velho-hippie-malucao Leo.

-Personagens mais estúpidos dos desenhos animados

2) Fabulous Furry Freak Brothers – Quadrinhos


Os alucinados Freak Brothers são os Irmãos Marx da contracultura. E olha que quem soltou essa ideia foi ninguém menos que o gênio dos quadrinhos Alan Moore. Gerados no final dos anos 60, inspirados por filmes de humor preto e branco e pelo movimento hippie, os Freak Brothers foram um sucesso enfumaçado das HQs undergound americanas. Fat Freddy era o gordo laricado, Phineas uma versão freakie do Rolo de Maurício de Souza e Freewhelin ' Franklin o radical de esquerda que comandava o trio. A grande missão dos três era arrumar bagulho, escapar da polícia e, nas horas vagas, revolucionar o mundo.


1)Cheech & Chong – Cinema


Até o D2, mais notório maconheiro do Brasil já fez uma referencia a dupla que ficou em primeiro lugar no nosso ranking. Afinal, ele canta que “continua queimando tudo como Cheech e Chong”. Juntos, a dupla de atores Richard "Cheech" Marin e Tommy Chong fizeram dez filmes e devem ter fumado uma tonelada de maconha. Os longas viraram clássicos e os caras lançaram até dez álbuns com piadas e músicas. O primeiro dos filmes, "Queimando Tudo", é de 1978 e foi dirigido por Lou Adler. Parte da programação da madrugada do SBT por muito tempo, mostra a dupla se conhecendo: Cheech é Pedro de Pacas um cantor latino e Chong Anthony “Man” um cara de classe média, que largou tudo pra tocar bateria. Juntos, eles curtem “ficar com olhos de chineses” fugindo da polícia num carro “embaçado”. Depois de 20 anos separados, eles lançaram em 2010 o documentário "Hey Watch This", baseado na turnê Light Up America, show de stand up que eles estão apresentando pelos Estados Unidos. No caso de Cheech e Chong, a ficção se misturou com a vida real: os caras defendem a legalização da maconha, mas Chong deixa claro que largou a cannabis: “Fumei por 50 anos, mas parei quando fui preso [em 2003, por vender a droga pela Internet]. Na cadeia, me ofereciam maconha todos os dias, mas não fazia muito sentido desobedecer às leis atrás das grades. Virei quase um monge.” No caso de Cheech e Chong, parece que eles já queimaram tudo que tinham pra queimar.

-Mais listas legais!

19.4.10

Medulla - edição 00



Medulla, mas que porra é essa? Jovens baderneiros reunidos numa escarrada editorial? Reunidos pelo acaso ou por um convite do destemido André HP:  uma revista digital em PDF, que reunisse blogueiros uma vez por mês com seus melhores posts.  Como cuspiu o Doo no editorial: "Reunidos aqui num coletivo de gritos que simultaneamente ecoam e destoam como a cacofonia do atonalismo da musica contemporânea, se inicia a revista Medulla." Lê, aí, mané!

Baixe aqui!

Capa - Pós-modernidade: pós-modernismo, modernidade tardia ou era do vazio: definições e considerações. Por adv
Opinião: Violência Simbólica. Por André HP
Resenha: Azar do Personagem. Por Taize Odelli
Artista: Erika Iris Simmons. Por Larissa Palmieri
Especial: 6 Discos pra Começar a Ouvir Jazz. Por Frico
Humor: 12 Coisas Para Se Fazer no Twitter. Por André HP
Charges: Comunista Ateu. Por Doo
 
Mês que vem tem mais!

PS¹.: blogueiros que queiram ter sua coluna publicada na próxima edição enviem um e-mail para paladino-elfo@hotmail.com .

12.6.09

"Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas - Uma Investigação sobre valores", Robert M Pirsig

-Leia outras resenhas de livros


por Fred Di Giacomo


“Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas” não é só mais um romance hippie/beatinick que fez a cabeça de uma geração nos anos 70. Sim, ele tem motocicletas como o clássico filme “Easy Rider/Sem Destino”, ele trata de uma viagem como o livro “On The Road” e flerta com orientalismo como a contracultura o fez na música dos Beatles ou na adoção de Yoga, Meditação Transcendental e Vegetarianismo para seus princípios básicos. Mas “Zen” é muito mais um livro de filosofia do que um romance doidão. Ok, filosofia pop, mas filosofia. Enquanto cruza os EUA em sua motocicleta, o autor precisa explicar o pensamento de Kant ou dos filósofos gregos como Aristóteles e Sócrates para esclarecer sua própria teoria, a “Metafísica da Qualidade”, lembrando a didática de “O Mundo de Sofia”, passo inicial para muita gente no universo do pensamento.

Antes de virar um best-seller e vender 4 milhões de cópias, “Zen” entrou para o Guinness como o sucesso de vendas mais rejeitado da história. Simplesmente 121 editoras se negaram a publicá-lo. Seu autor, o escritor e filósofo Robert M. Pirsig, nasceu na cidade americana de Minneapolis, Minnesota, em 1928. Pirsig era uma criança superdotada, com um QI de 170. Ele estudou Bioquimíca e jornalismo e se formou em filosofia, mas sempre questionou o método científico e de ensino. Entre 1961-1963 sofreu um colapso mental e passou anos em hospitais psiquiátricos onde recebeu tratamento de eletrochoques. Depois disso, Pirsig dedicou-se a escrever manuais técnicos de computadores, até conseguir publicar seu livro em 1974.

O nome de “Zen” faz referência a “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen”, obra do filósofo alemão Eugen Herrigel, que introduziu esse pensamento oriental no ocidente. Como o autor avisa logo na nota introdutória, o "livro baseia-se em fatos reais.(...) No entanto, não deve ser associado ao vasto conjunto de informações relativas à prática ortodoxa do Zen-budismo. E a parte das motocicletas também não é lá muito ortodoxa". Toda a história se passa em dezessete dias, no final dos anos 60. A primeira parte do livro é um relato da viagem de Robert com o filho Chris e um casal de amigos John e Sylvia. John, um baterista, tem um sério problema para lidar com tecnologia. Para ele, viajar de moto é uma fuga da “civilização moderna”. O autor, por outro lado, adora saber como cuidar da motocicleta, como a máquina funciona e faz os reparos, ele mesmo, em sua moto. Em cima de suas observações sobre o ódio de John contra tecnologia é que Pirsig começa a desenvolver suas primeiras divagações filosóficas. A princípio tímidas, essas divagações vão, ao longo do livro, tomando o papel principal, em detrimento dos relatos da viagem. E vão sendo organizadas no que o autor define como chautauquas, "séries de palestras que visavam edificar, divertir, aprimorar o raciocínio e fornecer cultura e informação ao espectador." É através dessas chautauquas que os capítulos se estruturam cada um com um tema que abrange filosofia, educação, ciência, arte e manutenção de motocicletas. Mas esses pensamentos não são ideias soltas, são parte de uma teoria maior que ficamos sabendo não ser de autoria do autor, mas de um fantasma do passado, Fedro, cuja identidade só vai ser revelada quando já terminamos um terço do livro. Para explicar a postura de John e a sua própria, Pirsig divide o mundo entre “Românticos” e “Clássicos”. Emoção e Razão. Arte e Tecnologia. Unir essas duas visões de mundo e provar que “o Buda pode estar nos circuitos de um computador” será a sua missão.

O resumo - *A partir daqui a resenha contém spoilers.

A viagem pelas estradas dos Estados Unidos prossegue. Depois que sofreu os eletrochoques, o autor apagou muito de sua memória. Andando pelas vias secundárias, mais vazias e próximas da natureza, ele cruza o país e vai se embrenhando em suas recordações. Houve um tempo em que foi professor na Universidade de Montana e o governo conservador do estado decidiu que todos maiores de 18 anos, mesmo que não tivessem ensino médio, poderiam estudar na Universidade. E as reprovações de alunos seriam punidas com multa. Para defender a Universidade “de verdade”, Fedro, que nós descobrimos surpreendentemente ser o autor, antes do surto, cria a teoria da “Igreja da Razão”. Para explicar a teoria ele usa o exemplo de um prédio de igreja rural que tinha se tornado um bar para o horror do padre local. No entanto, aquela igreja não era mais uma igreja, era apenas uma estrutura criada para atender o objetivo de servir a Deus, que não mais funcionava para isso. Assim como, por mais que a comunidade criticasse um sermão do padre por ser chato, ele não deveria se abalar, pois não estava ali para servir a comunidade e sim a Deus. A Universidade também não estava lá apenas para servir a comunidade e sim para servir a razão. E se ela continuava com sua estrutura física e mudava sua função, seu compromisso com a razão, ela já não era mais uma Universidade. Com o tempo, Fedro foi perdendo a fé na razão pura. E para explicar isso, o autor faz um breve resumo das idéias de Kant e Hume. Fedro interessa-se, então, pelas filosofias orientais e vai para Índia estudar.
Sylvia, John e Chris

Na terceira parte do livro, Sylvia e John voltam para casa e a viagem passa a ser só de pai e filho, que vão aproveitando os longos dias para reconstruir o relacionamento, abalado desde o período de loucura paterna, sua internação e posterior divórcio. Chris também tem apresentado alguns problemas psicológicos, o que preocupa seu pai. No entanto, absorto em suas reflexões, o autor não consegue penetrar no escudo criado pelo filho, mantendo uma relação fria com o garoto. “Qualquer realização que vise à autoglorificação fatalmente termina em tragédia”, explica Pirsig, enquanto escala uma montanha com o filho. Não devemos escalar a montanha para provar que somos os maiores, o segredo está na escalada em si. Como a arte da manutenção da motocicleta que pode trazer a paz de espírito. O trabalho manual foi muitas vezes rejeitado pelos românticos como algo desprezível em comparação às grandes artes, mas não é ele também uma forma de arte? “Para melhorar o mundo, devemos começar pelo nosso coração, nossa cabeça e nossas mãos, e depois partir para o exterior. Os outros poderão imaginar maneiras de expandir o destino da humanidade. Eu só quero falar sobre o conserto de motocicletas. Acho que o que tenho a dizer tem valor mais duradouro”, explica Pirsig. Mais à frente ele crava: “O trabalho produz brio”.

Em seus flahsbacks, vemos Fredo criar sua teoria da “qualidade” partindo de Kant passando pelo Tao e por Hegel e chegando a Poincaré. É interessante poder acompanhar o caminho do filósofo rumo à formação de sua teoria. Aos poucos, uma questão que começou com as aulas de redação de Fedro vai crescendo e tomando forma: “A Qualidade é o evento que torna possível a inter-relação sujeito objeto”. “A Qualidade é a reação de um organismo ao seu objeto”. A Qualidade é semelhante ao Tao, “a grande força central geradora de tudo”. Seria então a “Qualidade” o elo entre a ciência, as artes e a religião? “A arte é a Divindade revelada nas obras humanas”. “Conforme disse Poincaré precisa haver uma escolha subliminar dos fatos a serem observados”. À medida que o autor vai se embrenhando no raciocínio genial de Fredo, ele também se embrenha em sua loucura e começa a ter pesadelos e falar dormindo. Agora que conhecemos a “Metafísica da Qualidade”, o livro vai chegando ao fim e talvez a sanidade do autor também.

No final do capítulo ele introduz o conceito de “Mu”, palavra japonesa que significa nenhum. Nenhuma classe: nem um, nem zero, nem sim, nem não. Significa exatamente “desfaça a pergunta”.



Agora esta viagem pelo mundo da filosofia e pelo interior do autor está em seus últimos quilômetros. Pirsig revê os últimos dias de Fredo, quando esse descobre a origem do pensamento racional do homem em Aristóteles e a ideia de “Qualidade” dos sofistas que foi enterrada por Sócrates e Platão. Para isso ele faz uma análise dos pais da filosofia grega e do próprio homem grego. Desenterra o conceito de aretê do homem grego, tradicionalmente traduzido como virtude, mas que o autor prefere definir como superioridade. Era o que impulsionava o homem grego a praticar atos de heroísmo, não o senso de dever que conhecemos, em relação aos outros, é um senso de dever em relação a si mesmo, termo irmão da palavra sânscrita dharma, que significa “dever para consigo mesmo”. O herói da Odisséia, de Homero, era um grande lutador, um orador decidido, sabe arar a terra e tosquiar um boi. Despreza a eficiência em um aspecto da vida, em detrimento da vida em si mesma. Despreza a especialização em uma coisa só. Fedro rompe então com a Universidade onde estudava para obter seu PHD e que insistia em glorificar o pensamento aristotélico. Depois disso viria a crise e a internação. O autor tem medo de sofrer outra crise e pensa em parar a viagem por ali e mandar o filho de volta para casa. Mas antes disso ele precisa resolver sua relação com o garoto, garantindo assim, sua própria sanidade.

Depois daquela viagem

Robert M Pirsig vive isolado do mundo exterior viajando de barco com sua mulher. Só lançou um segundo livro em 1991, chamado “Lila - uma Investigação Sobre a Moral”, no qual se propõe a definir melhor sua Metafísica da Qualidade. O livro não obteve o mesmo sucesso que “Zen”. Em 1979, Chris, o filho de Pirsig foi esfaqueado até a morte na saída do Centro Zen que freqüentava. É como se no final de “Zen”, quando o autor finalmente se reconcilia com o garoto, ele fosse profético: “Naturalmente os problemas jamais deixarão de existir. A infelicidade e o infortúnio fatalmente ocorrerão em nossas vidas, mas agora sinto algo que antes não sentia, que não se localiza apenas na superfície das coisas, mas as permeia até a medula: nós vencemos. Agora tudo vai melhorar. A gente pode até garantir”.

Veja também:
-Resenha: A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen
-Se interessou pela Grécia Antiga? Leia uma resenha sobre a "Odisséia", de Homero

-Leia resenha sobre "Flashbacks", livro do papa da contracultura, Timothy Leary

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