Se um dia eu fosse resumir nosso amor, seria em forma de trailer
Como uma chamada desses filmes de casal, meio cabeça, meio banal
Uma edição lenta, algumas boas piadas e muitos diálogos de impacto
Tudo com uma trilha de bossa nova em inglês, editadas num compacto
Nosso amor não é um clipe frenético de uma banda indie e decadente
Com beijos confusos, rápidas imagens recortadas
E poucos momentos de amor entre brigas mal consertadas.
No final deste filme que sou mais que atriz
Quero um final agridoce: alegre mas meio em aberto
Só para provar que a vida é uma eterna escolha em ser feliz.
Mesmo tendo passado muito tempo da faculdade na biblioteca lendo clássicos da literatura, a gaúcha Bárbara dos Anjos não tem vergonha de assumir que adora comédias românticas e músicas da Britney Spears.
31.12.09
Em cartaz - Bárbara dos Anjos
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29.11.09
Amor nosso de cada dia - Bárbara dos Anjos
O amor que mora na casa do lado está morrendo.
Romântica que sou, detesto ver um amor morrer.
Fico nostálgica pelos outros.
Triste pelo vazio que vai ficar.
O vazio de risadas, danças e de brilho nos olhares.
Fico temerosa pelo tempo em que a tristeza pode morar ali, tão pertinho.
E não quero pensar nem por um momento que amor da minha casa pode acabar.
Ele é tão lindo, tão puro, tão tudo-aquilo-que-eu-sempre-sonhei. Tão amor.
Mas logo escuto sorrisos na casa ao lado.
Vejo flores renascerem.
Escuto novas músicas para se dançar.
E percebo: toda vez que um amor morre nascem pelo menos mais dois no seu lugar.
É disso que amor vive.
De se dividir. E de se multiplicar.
Até bater de novo (e pra sempre) em todas as casas da vizinhança.
Bárbara dos Anjos é jornalista, gaúcha e libriana. Acha que está saindo de um bloqueio criativo. Mas como boa libriana está meio insegura. O que você acha?
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Di Giacomo
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